Gente que vem…Quilombo Aldeia

Dezessete famílias da Comunidade Aldeia vivem em uma área de 7.350 hectares no município de Iguape, às margens do rio Una da Aldeia, que faz divisa com a Estação Ecológica da Jureia, conhecida pela natureza exuberante.A fundação da comunidade Aldeia remonta ao casal João Miguel Dias e Leudobina Miguel. Ambos seriam filhos de escravos, mas o pai de Leudobina teria sido um fazendeiro português.  Grande parte dos moradores atuais da comunidade descende das uniões formadas pelos filhos desse casal. Vários representantes do quilombo estiveram na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, para uma reunião informal onde se conversou sobre o patrimônio cultural da região e a riqueza do conhecimento imaterial das comunidades.

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Iguape/SP recebe a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste” na Casa do Patrimônio

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Iguape, cidade situada no Vale do rio Ribeira, no litoral sul paulista a cerca de 200 km da capital São Paulo,  recebe a partir de hoje (9) , a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste”. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

A exposição fotográfica é o resultado do trabalho realizado entre os detentores do saber e o IPHAN dentro das ações que são desenvolvidas no estado de São Paulo.

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, Festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:
Exposição fotográfica Jongo no Sudeste – SP
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira
Endereço : Rua 15 de Novembro 218 – Centro Histórico – Iguape/SP
Período: 9 de outubro a 8 de novembro

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Visita do Coordenador Nacional do PAC Cidades Históricas à Iguape reforça ações do Iphan no Vale do Ribeira

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A visita à Iguape do Coordenador Nacional do PAC Cidades Históricas, Robson Almeida, junto com a Superintendente do Iphan em São Paulo, Anna Beatriz Ayroza Galvão nesta sexta-feira (22) vem reforçar as ações que o Iphan está desenvolvendo no Vale do Ribeira. As autoridades se reuniram com o  prefeito Tony Ribeiro, quando foi explicado o andamento dos projetos. Logo em seguida foi feita uma visita às 3 edificações contempladas com os recursos do PAC Cidades Históricas : o Paço Municipal, o Museu (antiga Casa de Fundição) e o Sobrado dos Toledos. Anna Beatriz Ayroza Galvão ressaltou que as obras serão executadas diretamente pelo Iphan , que realizará as licitações necessárias para sua execução.

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