Quilombolas do Vale do Ribeira mostram a recuperação de suas sementes tradicionais

“Sementes de Quilombos” é o segundo de uma série de três vídeos sobre o Sistema Agrícola Quilombola, e tem como tema a sua agrobiodiversidade, as razões do declínio da mesma e as estratégias colocadas em prática pelos quilombolas do Vale do Ribeira para a recuperação de suas sementes tradicionais.

 

Com os pés fincados na história. Revista Fapesp mostra as lutas das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira

Uma tradição renasce: mutirão de colheita de arroz. Na foto de Eduardo César, Leide Miranda Jorge

O dia a dia quilombola: Ana Maria Galácio com sua colcha de retalhos

Texto de Carlos Fioravanti

“Aqui fazemos duas coisas importantes.

Saímos do eu para trabalhar para o nós e saímos do meu para trabalhar para o nosso”, sintetizou Benedito Alves da Silva, mais conhecido por Seu Ditão, sentado sobre uma mesa de madeira baixa e grossa à frente do altar da igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no coração do bairro rural de Ivaporunduva, no município de Eldorado, em meio à maior área contínua de Mata Atlântica do país, no sudoeste paulista.

Sua voz calma espalhava-se pela igreja de paredes pintadas de branco.

Portas largas de madeira verde, com vigas de madeira reforçadas com placas de aço, construída pelos escravos e inaugurada em 1791.

À sua frente, no início da tarde do dia 11 de maio de 2015, estava um grupo de pré-adolescentes de uma escola de Uberaba, Minas Gerais, cercados por professores e monitores de camiseta laranja.

“O que é meu?

A casa, as roupas”, prosseguiu o homem alto de 60 anos, cabelos brancos, a pele negra lisa como se tivesse 30 anos menos.

“E o que é nosso? A terra.”

Seu Ditão divide o tempo entre cuidar de sua plantação de banana e hortaliças e falar de seu povo e responder às perguntas dos grupos de escolas que chegam quase todo dia.

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