Gastronomia : 25ª Festa da Tainha acontece em Iguape/SP

A  festa será realizada no Bairro do Icapara realizará entre os dias 7 a 10 de julho,  na Praça do Descobrimento.

Com várias atrações como dança, artesanato, Iguarias Caiçaras, a Festa também terá shows e atividades culturais. A atração principal no entanto é a Tainha Recheada, tradicional na gastronomia iguapense. Aguarda-se um consumo de mais de duas toneladas de Tainha e é uma excelente oportunidade para conhecer os encantos naturais do bairro que tem o marco da fundação de Iguape datado do século XVI. Icapara é considerado cartão postal de Iguape por sua paisagem recortada por mata atlântica, manguezais e canais do Mar Pequeno .

Veja a programação completa :

13 DE JULHO – Quinta

20h – Abertura Oficial da Festa

21h – Ronnan & Raphael

23h – Velha Maromba

14 DE JULHO – Sexta

12h – Naylor Carvalho e Giovanni Ribeiro

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

19h – Fandango do Rocio

21h – Banda Cataia

23h – Marcelo Vox

15 DE JULHO – Sábado

12h – Jackson Ricarte

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

14h30 – Adriano Maciel & Artur Souza

19h – Grupo Manema

20h – Quadrilha do Porto do Ribeira

21h – Packaw e a Nave

23h – Bicho de Pé

16 DE JULHO – Domingo

12h – Lara Cantador do Vale

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

13h30 – Yasmin Farias e Binho

17h – Banda Maestro Aquilino Jarbas de Carvalho

22h – Fafá de Belém

Anúncios

Exposição “Instrumentos musicais do Fandango Caiçara” fica em cartaz até 11 de setembro na Sala do Artista Popular, no RJ

Principal diversão e momento de socialização das comunidades caiçaras residentes no litoral sul de São Paulo e norte do Paraná, o Fandango Caiçara é tema de exposição “Instrumentos Musicais do Fandango Caiçara” na Sala do Artista Popular, no Rio de Janeiro. A exposição acontece em plena Olímpiadas do RJ, atraindo visitantes de vários lugares do mundo.

A expressão cultural registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012 como Patrimônio Cultural Brasileiro tem sua prática associada à organização de mutirões – nos roçados, nas colheitas ou na construção de benfeitorias, e está presente nas mais diversas festas religiosas, batizados, casamentos e carnaval, quando se comemoram os quatro dias ao som das violas, rabecas, adufos e tamancos.

Feitos manual e artesanalmente, os instrumentos são produzidos por cerca de 40 mestres artesãos no país. Rabecas e violas, por exemplo, levam aproximadamente um mês para serem confeccionadas. Alguns exemplares dessa produção podem ser conferidos na exposição Instrumentos musicais do fandango caiçara, realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).

O fandango caiçara – primeiro bem imaterial do sul do Brasil reconhecido pelo Iphan – possui uma estrutura complexa, que envolve vários tipos de execução de instrumentos musicais, melodias, versos e coreografias. Sua formação instrumental básica é composta por dois tocadores de viola, um de rabeca e um de adufo. Os homens usam tamancos feitos de madeiras duras para marcar as batidas do ritmo. Atualmente, violão e cavaquinho também são utilizados em vários grupos, além de pandeiros, surdos e tantãs. Assista ao vídeo do Registro.

Na iniciativa da Sala do Artista Popular, Programa permanente voltado para a produção de arte popular e artesanato brasileiros, envolvendo ações de pesquisa, documentação, difusão e fomento, também estarão disponíveis alguns instrumentos musicais para venda.

Serviço
Instrumentos musicais do fandango caiçara
Inauguração
: 21 de julho de 2016 às 17h
Local: Sala do Artista Popular
Endereço: Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro – RJ

Horário Exposição: De terça a sexta, de 11h às 18h.
Sábados, domingos e feriados, de 15h às 18h
Período: Até 11 de setembro de 2016
Entrada franca

Realização
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN/Ministério da Cultura

Leia Também > Oficina de construção de rabeca busca atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

Culinária Caiçara : Festa da Tainha acontece em Iguape / SP entre os dias 14 e 17 de julho

fest tainhaEntre os dias 14 e 17 de julho acontece em Iguape/SP a 24ª edição da tradicional Festa da Tainha, no bairro do Icapara , um dos cartões postais de Iguape.  Na festa, o visitante poderá experimentar comidas típicas regionais e o  prato estrela da festa, a tainha, que será servida  assada ou recheada. Para animar a festa,  shows dos grupos Peixe com Banana(dia 14/07), Jeferson Luiz e Junior(15/07), Caio Cesar e Diego(16/07) e Netto Pio e banda(17/07). Todos os shows acontecem a partir das 21 horas no Centro de Eventos do bairro do Icapara. A Festa é uma realização da Prefeitura de Iguape através do Departamento de Cultura e Eventos.

Clique aqui e aprenda a fazer  uma deliciosa receita de tainha na folha de bananeira !

Como Chegar em Icapara

como-chegar

Distância Curitiba a Icapara : 265 km     Distância São Paulo a Icapara : 215 km

Patrimônio Imaterial : a Festa do Divino Espírito Santo em Iguape/SP

Texto e fotos de Myrian Teresa Fv Signorini

A Festa do Divino Espirito Santo teve início em 1323, em Portugal quando o país enfrentava uma crise devastadora, o povo passava fome a ponto da Rainha mandar abrir as portas do estoque de comida do próprio palácio para dar o que comer ao povo foi quando não sabendo mais o que fazer D. Izabel de Aragão pegou o seu cedro e sua coroa e entregou ao Espírito Santo dizendo que daquele dia em diante ” entrego meu país em suas mãos e salve o meu povo” e a crise em breve se findou. A Festa foi trazida para o Brasil pelos seus colonizadores e esta expressão religiosa se espalhou por várias regiões no Brasil. Hoje poucas são as cidades que a mantém. Iguape está entre estas.

Veja também > As cores do Divino encantam a cidade

Iguape/SP recebe a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste” na Casa do Patrimônio

RJM_1024_Foto_Reinaldo_Meneguim+Jongo_do_Sudeste+Comunidade_Jongueira_Dito_Ribeiro+Campinas

Iguape, cidade situada no Vale do rio Ribeira, no litoral sul paulista a cerca de 200 km da capital São Paulo,  recebe a partir de hoje (9) , a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste”. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

A exposição fotográfica é o resultado do trabalho realizado entre os detentores do saber e o IPHAN dentro das ações que são desenvolvidas no estado de São Paulo.

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, Festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:
Exposição fotográfica Jongo no Sudeste – SP
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira
Endereço : Rua 15 de Novembro 218 – Centro Histórico – Iguape/SP
Período: 9 de outubro a 8 de novembro

jongo3

Capoeira : Grupo Nosso Senhor do Bomfim realiza Torneio em Cananéia/SP

Este slideshow necessita de JavaScript.

Neste fim de semana, foi realizado o IV Torneio Interno de Capoeira, do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bomfim com capoeiristas das cidades do Vale do Ribeira ( Cananéia, Iguape, Registro, Cajati,Eldorado e Pariquera-Açu) além de Curitiba e São Paulo. Mais de 100 praticantes abrilhantaram o Torneio que aconteceu no Ginásio Mario Covas, em Cananéia/SP.

O Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Filhos de Cananéia desenvolvem um trabalho na cidade de Cananéia há mais de 15 anos, onde além de ensinar a arte da Capoeira, incluem em suas aulas: ritmos e danças, entre elas Maculelê, Puxada de Rede, Dança do Coco, Maracatu, Samba de Roda, entre outras divulgando sempre a Cultura Tradicional Brasileira.

Memória : Casa do Patrimônio recebe professores de artes do Vale do Ribeira, em Iguape/SP

A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, uma parceria entre o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , através da Superintendência em São Paulo e a Prefeitura Municipal de Iguape, recebeu nesta sexta (4) professores de artes da rede de ensino pública estadual que exercem suas atividades em escolas do Vale do Ribeira.

Na programação, palestras voltadas ao patrimônio material e imaterial como “Um pouco de nós”, ministrada pela arquiteta Myrian Teresa e o painel “Resgatando Memórias”, com a professora Regina Aida Zimmer da Silva, do PCNP Arte, de Miracatu, idealizadora da ação.

Após as palestras, todos os participantes fizeram o percurso “Trilha da Memória”, despertando sentidos e sensações pelo centro histórico de Iguape.

Um dia inteiro de educação patrimonial de excelente qualidade , em conteúdo e propósito, como mostram algumas fotos do slideshow.

Show de bola !!!

Gente que vem…

quilombola

Estiveram  visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira os quilombolas Seu Zeca e Seu Bonifácio ( ao centro, de azul claro), da Comunidade Quilombola do Morro Seco, nos limites do município com Juquiá.

Em pauta, uma apresentação de aspectos do patrimônio imaterial da região do quilombo, como o fandango.