Jongo é celebrado em São Paulo

Para promover a troca de conhecimento sobre o jongo e a preservação deste patrimônio, cerca de 40 comunidades estarão reunidas, entre os dias 05 e 07 de dezembro, durante o 13º Encontro Nacional do Jongo, na Fundação Cassiano Ricardo, na cidade de São José dos Campos (SP). O Jongo – forma de expressão que reúne tambores, dança e cantos – foi inscrito no Livro das Formas de Expressão, em 2005, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Durante as atividades do Encontro, serão promovidas rodas de jongo, exposições e debates entre as comunidades que irão debater sobre a transmissão de saberes, valorização dos mestres jongueiros e sobre a tradição e relevância dos cantos deste bem cultural, que seja na dança, no batuque ou na palavra carrega a memória das manifestações de matriz africana.

A primeira edição do evento ocorreu em 1996, com o objetivo de estimular canais de trocas entre os praticantes e a sociedade. Este ano, o Encontro Nacional do Jongo tem o apoio e a realização do Iphan, que vem atuando em uma articulação conjunta com os grupos, movimentos sociais e as outras instâncias sociais, contribuindo para inserir o jongo nas dinâmicas culturais contemporâneas e garantir a salvaguarda desta tradição.

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A poesia metafórica dos antigos escravos
O jongo tem sua origem relacionada ao período da escravidão, da cultura cafeeira e da cana de açúcar. Por isso, sua prática, que reverbera até hoje, é encontrada, principalmente, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais. Praticado em quintais das periferias urbanas e áreas rurais tem como elementos a roda, a música de tambores, as manifestações mágico-espirituais e o canto.

Tava dormindo
Angoma me chamou disse levanta povo
Cativeiro se acabou

São versos como esses que embalam as rodas e constituem a característica mais significativa do jongo: os chamados pontos. Quando cantados, funcionam como uma espécie de poesia metafórica e enigmática que os antigos praticantes desenvolveram para que os seus senhores e capatazes não pudessem compreender o que diziam, sendo, assim, uma forma de liberdade de expressão.

O significado do ponto deve ser decifrado pelos outros participantes e respondido também em linguagem versificada, como se fosse um desafio. Os versos, que continuam sendo entoados por um solista e acompanhados por um coro, louvam os antepassados, as divindades afro-brasileiras; afirmam as tradições; comemoram as festas de santos católicos, festas juninas, o Dia da Abolição (13 de maio) ou, apenas, reúnem a comunidade.

Além da palavra cantada, as reuniões de jongueiros são permeadas pela presença invocativa dos tambores e pela dança, feita em roda e que convida, na maioria das vezes, duas pessoas para o centro. Os pares fazem movimentos espontâneos em correspondência aos toques da percussão, utilizando como gesto característico a umbigada, em que dois dançarinos encostam, total ou parcialmente, seus umbigos. Por meio desse bem cultural, os praticantes buscam fortalecer a identidade de suas comunidades e salvaguardar seus ritos.
Serviço
13º Encontro Nacional do Jongo
Data: 05, 06 e 07 de dezembro
Local: Fundação Cassiano Ricardo
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana São José dos Campos – SP
Telefone: (12) 3924-7300
http://www.fccr.org.br/
Entrada gratuita

Iguape/SP recebe a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste” na Casa do Patrimônio

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Iguape, cidade situada no Vale do rio Ribeira, no litoral sul paulista a cerca de 200 km da capital São Paulo,  recebe a partir de hoje (9) , a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste”. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

A exposição fotográfica é o resultado do trabalho realizado entre os detentores do saber e o IPHAN dentro das ações que são desenvolvidas no estado de São Paulo.

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, Festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:
Exposição fotográfica Jongo no Sudeste – SP
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira
Endereço : Rua 15 de Novembro 218 – Centro Histórico – Iguape/SP
Período: 9 de outubro a 8 de novembro

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São Paulo recebe exposição fotográfica e lançamento do CD Jongo no Sudeste

São Paulo vai receber no próximo dia 2 de agosto a exposição fotográfica e o lançamento do CD Jongo no Sudeste. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.   As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  O CD e a exposição fotográfica são resultados do trabalho realizado entre os detentores do saber e o IPHAN dentro das ações que são desenvolvidas no estado de São Paulo.

Programação:

  • Lançamento do CD: Jongo do Sudeste – SP;
  • Abertura da Exposição: Fotos Reinaldo Meneguim;
  • Roda de Jongo: Associação Quilombola (Guaratinguetá), Jongo do Tamandaré (Guaratinguetá), Jongo Mistura da Raça (São José dos Campos), Jongo de Piquete (Piquete), Jongo Dito Ribeiro (Campinas);
  • Roda de Conversa: com os jongueiros Jefinho Alves, Lúcia Oliveira, Laudeni de Souza, Alessandra Ribeiro, Gilberto Silva, representantes do poder público local, representantes do IPHAN.

Sobre o Jongo

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica. O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:

Exposição fotográfica e lançamento do CD Jongo no Sudeste – SP

Local: Av. Angélica, 626 – Santa Cecília – São Paulo/Sp

Dia: 02 de Agosto de 2014

Hora: 19 horas

foto : Vanessa Freitas