Gastronomia : 25ª Festa da Tainha acontece em Iguape/SP

A  festa será realizada no Bairro do Icapara realizará entre os dias 7 a 10 de julho,  na Praça do Descobrimento.

Com várias atrações como dança, artesanato, Iguarias Caiçaras, a Festa também terá shows e atividades culturais. A atração principal no entanto é a Tainha Recheada, tradicional na gastronomia iguapense. Aguarda-se um consumo de mais de duas toneladas de Tainha e é uma excelente oportunidade para conhecer os encantos naturais do bairro que tem o marco da fundação de Iguape datado do século XVI. Icapara é considerado cartão postal de Iguape por sua paisagem recortada por mata atlântica, manguezais e canais do Mar Pequeno .

Veja a programação completa :

13 DE JULHO – Quinta

20h – Abertura Oficial da Festa

21h – Ronnan & Raphael

23h – Velha Maromba

14 DE JULHO – Sexta

12h – Naylor Carvalho e Giovanni Ribeiro

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

19h – Fandango do Rocio

21h – Banda Cataia

23h – Marcelo Vox

15 DE JULHO – Sábado

12h – Jackson Ricarte

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

14h30 – Adriano Maciel & Artur Souza

19h – Grupo Manema

20h – Quadrilha do Porto do Ribeira

21h – Packaw e a Nave

23h – Bicho de Pé

16 DE JULHO – Domingo

12h – Lara Cantador do Vale

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

13h30 – Yasmin Farias e Binho

17h – Banda Maestro Aquilino Jarbas de Carvalho

22h – Fafá de Belém

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5º FLI acontece em Iguape/SP entre os dias 25 e 27 de maio

Entre os dias 25 e 27 de maio será realizado na cidade de Iguape, região sul do Estado de São Paulo, a 5ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI). Desta vez, o evento discute e reflete sobre a influência da Tropicália, movimento que sacudiu o país e revolucionou a cultura no final da década de 1960, na cultura brasileira. Durante três dias, o FLI terá shows, sarau e mesas-redondas com a presença de artistas como Arnaldo Antunes, Chacal, Ferréz Escritor, Carlos Calado, Paulo Lins, Ninho Moraes, Juçara Marçal, Santiago Nazarian, Camilo Vannuchi, Carla Gullo – Piano e Musicalização, Marco Pezão, Companhia Viela de Danças, Netto Pio Oficial e As Bahias e a Cozinha Mineira, que promoverão reflexões sobre o impacto da tropicália nos dias de hoje. Além disso, a população também poderá participar da feira de troca de livros. Os eventos são gratuitos e serão na Praça da Basílica e em três escolas da rede pública municipal de ensino.

Conselho Municipal de Turismo de Iguape elege nova diretoria

Em duas reuniões ordinárias, realizadas em fevereiro e março de 2017, definiu-se a nova composição do Conselho Municipal de Turismo de Iguape (COMTUR) que definiu Geraldo Paschon, da Abaré Pousada de Pesca, como Presidente e Eliana Maria Rocha e Silva, da Caioá Editora, como Secretária Executiva. para a gestão de 2017/2018.

O COMTUR tem caráter deliberativo e consultivo. Sua finalidade é orientar e assessorar o desenvolvimento do turismo no Município de Iguape. No biênio de 2017/2018 será constituído por 36 membros, 18 titulares e 18 suplentes, indicados pelos órgãos, entidades, cooperativas, associações, organizações e representantes do poder público. É composto das seguintes entidades: Departamento de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Educação da Prefeitura, representante da Câmara Municipal, representante de Cultura e Comunicação Social, ICM-Bio, IPHAN (Casa do Patrimônio Vale do Ribeira) , Iandê ONG Brasil,  ETEC Narciso de Medeiros, Associação Jovens da Juréia, Representante de guias e monitores de Iguape, Colônia de Pesca, Entidade Religiosa, Associação Comercial de Iguape, Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI), Representante das Pousadas de Pesca Amadora, Representante de meios de hospedagem e serviços de alimentação.

As reuniões são abertas e acontecem na última quinta-feira do mês, às 15 horas, no auditório da Prefeitura de Iguape. O e-mail é comtur.iguape@gmail.com

Condephaat promove Oficina de Patrimônio em Iguape/SP

Entre os dias 10 e 12 de Abril, a UPPH/Condephaat realizará no Vale do Ribeira, a primeira etapa do ciclo de “Oficinas de Patrimônio”, nos municípios que possuem conjuntos urbanos tombados: Iporanga (10), Cananeia (11) e Iguape (12).

O objetivo das Oficinas é aproximar o órgão, a população e as Prefeituras visando à preservação do patrimônio cultural dessas cidades.

Serão debatidos temas de necessidades locais; difusão de informações e mecanismos de preservação – financeiros, legais, educacionais; fomento à articulação e participação social no patrimônio; incentivar ações de governo para a preservação; dentre outros. A participação dos vários segmentos da sociedade e da Prefeitura é fundamental para o sucesso da preservação cultural.

A Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) é o departamento técnico do Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, criado em 1968 e vinculado à Secretaria da Cultura, órgão responsável pela proteção, valorização e divulgação do patrimônio cultural no Estado de São Paulo.

A oficina acontece às 20 horas e possui certificado digital. Inscrições podem ser feitas na Biblioteca Municipal, das 9 às 17 horas, até dia o dia 12 de abril (dia da atividade).

O endereço é Rua Major Moutinho, 200 – Beira do Valo.

Exposição da fotógrafa Nair Benedicto é atração em Iguape / SP

A exposição Fé Menina apresenta um retrato da mulher brasileira através de fotos coloridas e em preto e branco. Desde a década de 70, a coletânea mostra a realidade feminina em diferentes situações: prisão, passeatas, aldeias indígenas e no carnaval.

Escolhendo dar voz às minorias, violência contra a mulher, o homossexual, o menor de rua e o índio são presentes nas imagens.  Nos seus 43 anos de profissão, Nair Benedicto tem em sua obra um viés político que integra os acervos dos museus de arte moderna do Rio de Janeiro (MAM) e de Nova York (MoMa), entre outros.

A exposição que tem a curadoria de Egberto Nogueira, diretor da Imã Foto Galeria.

A fotógrafa formada em rádio e televisão pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 1972. Começou sua carreira em São Paulo como realizadora de audiovisuais e fotógrafa freelancer do Jornal da Tarde. Desde então, fundou uma agência de fotojornalismo com Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, colabora com revistas internacionais e é envolvida com ativismo político. Foi delegada da Unicef em 1988 e 1989, depois de ter se engajado na militância durante a ditadura, ser presa e torturada. Organiza exposições, cursos e palestras em diversos estados pela agência N-Imagens, que também fundou.

“Acredito no poder transformador da fotografia. Por meio dela, procuro chamar a atenção para questões que considero relevantes para a sociedade”, afirma Benedicto.

Entre suas premiações, destaca-se o 11º Prêmio Abril de Fotojornalismo, em 1985. É autora dos livros A Greve do ABC (1980), A Questão do Menor (1980) em parceria com Juca Martins, e As Melhores Fotos de Nair Benedicto (1988), entre outros.

Acompanhando a abertura da exposição, os músicos Rafael Gato e Raul Correa se apresentam. Iguapenses com mais de 10 anos de carreira, tocam uma música inovadora sem deixar a essência da música popular brasileira de lado.

A exposição, que tem a curadoria de Egberto Nogueira, diretor da Imã Foto Galeria é uma realização da Prefeitura Municipal de Iguape em parceria com a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira e Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , que em 2017 comemora os seus 80 anos de criação.

Serviço:

Exposição fotográfica “Fé Menina”
Nair Benedicto
Local: Museu Histórico de Iguape – Rua das Neves, 45, Centro Histórico
Abertura: 27/01, às 21h30. Na ocasião acontecerá apresentação dos músicas iguapenses Rafael Gato & Raul Correia
Visitação: 28/01 a 28/02, das 12h às 20h

Gente que vem… Emef Ver. Kesao Kasuga , de Registro/SP

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foto: Valéria Gazafi

Alunos do ensino fundamental e os professores da EMEF Ver. Kesao Kasuga , profª Sheila Carvalho, Profª Eva Ferreira e Felipe Valdoski visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape, nesta terça (27). Na ocasião receberam informações sobre o patrimônio histórico tombado de Iguape bem como de suas manifestações de caráter imaterial. Também foi explicado o funcionamento das licenças para restaurações e pinturas das casas da cidade. Sejam bem vindos !

Culinária Caiçara : Festa da Tainha acontece em Iguape / SP entre os dias 14 e 17 de julho

fest tainhaEntre os dias 14 e 17 de julho acontece em Iguape/SP a 24ª edição da tradicional Festa da Tainha, no bairro do Icapara , um dos cartões postais de Iguape.  Na festa, o visitante poderá experimentar comidas típicas regionais e o  prato estrela da festa, a tainha, que será servida  assada ou recheada. Para animar a festa,  shows dos grupos Peixe com Banana(dia 14/07), Jeferson Luiz e Junior(15/07), Caio Cesar e Diego(16/07) e Netto Pio e banda(17/07). Todos os shows acontecem a partir das 21 horas no Centro de Eventos do bairro do Icapara. A Festa é uma realização da Prefeitura de Iguape através do Departamento de Cultura e Eventos.

Clique aqui e aprenda a fazer  uma deliciosa receita de tainha na folha de bananeira !

Como Chegar em Icapara

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Distância Curitiba a Icapara : 265 km     Distância São Paulo a Icapara : 215 km

Iphan orienta sobre a colocação de letreiros em Iguape/SP

A colocação de letreiros em edificações situadas no conjunto tombado e entorno de Iguape deverá ser comunicada previamente ao IPHAN e serão autorizadas desde que obedeçam às seguintes recomendações:

Aspectos Gerais:

a) Os letreiros não poderão encobrir total ou parcialmente elementos construtivose/ou decorativos que façam parte da composição da fachada, tais como: cantarias, cunhais, gradis,esquadrias, cimalhas, frisos, beiras-serveiras e demais elementos arquitetônicos de adorno das edificações.
b) Não será permitida a exibição de mais de um letreiro relativo a um só estabelecimento comercial voltado para o logradouro público por fachada de edificação.
c) Os letreiros deverão ser colocados no pavimento térreo do imóvel, não sendo permitido nos pavimentos superiores ou cobertura.
d) Quando o imóvel possuir mais de um estabelecimento comercial no pavimento superior, deverá ser utilizada placa comum no pavimento térreo, que contenha os letreiros de cada estabelecimento. Adotar preferencialmente o padrão perpendicular à fachada.
e) As empenas e muros de imóveis recuados não poderão servir de suporte para qualquer tipo de letreiro.
f) É facultado o uso de iluminação nos letreiros, devendo ser externa, seguindo adequação dos “spots” e dos suportes na fachada que assim o permita ou de fixação na própria placa.
g) O uso de quadros, tabuletas ou totens, bem como a afixação de faixas e anúncios, deverá ser avaliado quanto ao seu melhor posicionamento e aprovado pelo IPHAN.
h) Para os anúncios serão permitidos materiais como: chapa de madeira, chapa metálica, azulejo, vidro, lâmina de acrílico translúcida e outras lâminas que obtiverem prévia aprovação do IPHAN.

Letreiros paralelos à fachada

i) Deverá estar contido em 3/5 (três quintos) da altura compreendida entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área.

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j) Os letreiros deverão ter o comprimento máximo de 1/3 (um terço) da largura da beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área fachada, respeitando-se o comprimento máximo de dois vãos. Nos casos em que o imóvel tenha mais de um estabelecimento comercial, o letreiro fica limitado à largura de um vão.

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l) No caso da distância entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais exceder a 1,20m, a parte inferior do letreiro deverá distar no máximo 0,40m do topo da verga.

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m) Quando pintadas, as letras deverão ser executadas diretamente sobre a parede, com uma única cor, não se admitindo nenhum tipo de pintura de fundo diferenciada da cor da fachada.

Letreiros perpendiculares à fachada

n) A dimensão máxima será de 0,70 x 0,50 e 0,05m de espessura, podendo ser dispostos na horizontal ou na vertical. Deverão deixar um espaçamento de no máximo 0,15m do alinhamento das fachadas. A projeção do letreiro não pode avançar sobre a rua.
o) O letreiro deve deixar uma altura livre de 2,10m desde sua base inferior até a calçada.

duplo

Esses parâmetros estão sujeitos a alteração, e poderão ser revisados de acordo com o andamento do trabalho “Normatização para intervenções no Conjunto Histórico e Paisagístico de Iguape”.

Consulte o documento em PDF > Informações Técnicas para Letreiros com Imagens

Curso de Turismo da ETEC de Iguape visita a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Nesta segunda-feira, 19/10, os alunos do Curso Técnico de Turismo da ETEC , coordenados pela Profª Cássia Massa visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, ocasião em que participaram de uma palestra de Educação Patrimonial.

Conhecida na Região do Vale do Ribeira como o “Colégio Agrícola de Iguape“, a ETEC Enhenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros exibe beleza natural, integração com o meio ambiente e qualidade de ensino. Instalada em 1971, ofereceu sua única Habilitação Técnica em Agropecuária até 1998. A partir de 1999, foram implantados os cursos Técnicos de Agricultura, Turismo, Meio Ambiente e Florestal.

Em 2003 foi implantado o curso de Hotelaria e recentemente em 2007 foi implantado o curso técnico em Informática, definindo, assim, sua missão de firmar-se como um centro gerador, capacitador e difusor de tecnologias ambientais e formador de técnicos capazes de operacionalizar mudanças no Vale do Ribeira.

Possui uma área de 53 alqueires, rica em recursos naturais, (80% de sua área), inserida na APA CIP (Cananéia, Iguape, Peruíbe) Área de Proteção Ambiental.

Aulas de capoeira, maracatu e percussão vêm transformando a vida de crianças e adolescentes de Iguape

Por Eliana Rocha

grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim e os grupos de maracatu Princesa do Litoral e Batukbeça, em parceria com a Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), oferecem às crianças e jovens aulas gratuitas de capoeira, maracatu e percussão.
As atividades acontecem há cinco meses em um sobrado denominado Espaço Cultural Princesa do Litoral. O prédio, localizado na Rua XV de Novembro, 131, no Centro Histórico de Iguape, foi cedido pela Fundação Brasileira para Conservação da Natureza (FBCN), do Rio de Janeiro, à AAPCI para a realização das oficinas e palestras do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, que é coordenado e executado pela AAPCI com o patrocínio da Petrobras.

A parceria da AAPCI com o grupo de capoeira e maracatu começou em 2010 com o projeto “Ponto de Cultura” e, desde então, a AAPCI busca apoiar as atividades que o professor Caio Colaço desenvolve na cidade.

Fortalecimento do coletivo e apoio às atividades culturais

Anísia Lourenço, associada da AAPCI e coordenadora do projeto Gerando, renda motivando cidadãos, fala sobre a parceria: “A parceria com a FBCN, para o uso do sobrado, nos possibilitou ampliar as atividades já realizadas, além de conseguirmos mais um parceiro para o Coletivo, o percussionista iguapense Fabio ‘Cabeça’, que, juntamente com o Caio Colaço, desenvolvem projetos sociais para crianças e jovens por meio da capoeira, do maracatu e dos ritmos afro-brasileiros”, explica. “O objetivo da AAPCI, com essas parcerias, é buscar o fortalecimento dos laços entre os grupos que trabalham com cultura em Iguape e disponibilizar o Espaço Cultural Princesa do Litoral para atividades de grupos, músicos e artistas da nossa cidade que não têm um espaço próprio e que encontram muita dificuldade para realizar suas atividades culturais e artísticas”, finaliza Anísia.
Além das aulas de capoeira, maracatu e percussão, que acontecem todos os dias no Espaço Cultural Princesa do Litoral, a AAPCI promove também no local as oficinas e palestras de capacitação dos artesãos e parceiros e o “Sarau Literário”.

Capoeira : história, cultura e esporte

Caio Inocêncio Colaço, há dezesseis anos, desenvolve um trabalho social com crianças e jovens, ensinando a história, a cultura e a prática esportiva da capoeira e do maracatu. Após formar-se professor de capoeira no final de 2013, pelo grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim com o mestre Reginaldo Santana, hoje Caio representa o grupo em Iguape. “Em minhas aulas procuro mostrar os benefícios da capoeira tanto para a saúde como também para o desenvolvimento pessoal”, conta Caio. “Atualmente, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural e tem todo um conteúdo histórico, cultural, educacional e esportivo, sendo, inclusive, adotada como matéria em algumas escolas”, continua. “Eu trabalho com crianças e jovens a partir dos 7 anos até adultos e ensino desde a forma como a capoeira começou no Brasil com o mestre Pastinha, que foi o primeiro a ter contato com a capoeira de Angola na Bahia e a divulgou por todo o país e também, com a capoeira contemporânea, que é a forma como a ensinamos hoje, assim os alunos podem escolher como vão querer trabalhar com a capoeira, seja em competições esportivas, seja em apresentações culturais. E, em paralelo às oficinas de capoeira, também realizo as oficinas de maracatu com o objetivo de preservar e ampliar o Grupo de Maracatu Princesa do Litoral”, finaliza Caio.

Transformação pessoal pela percussão e ritmos brasileiros

O músico e percussionista Fábio Luís Gonçalves, conhecido carinhosamente por “Cabeça”, ministra no mesmo local aulas de percussão e ritmos afro-brasileiros. Formado em música e expressão corporal, Fábio “Cabeça” começou seus estudos na banda municipal Aquilino Jarbas de Carvalho e, no decorrer de quase vinte anos de carreira na área musical, viajou com bandas e grupos musicais pelo norte e nordeste do Brasil e para a América Latina; fez teatro infantil e, em Curitiba, trabalhou em uma organização não governamental dando aulas de percussão para crianças e adolescentes, além de estrangeiros. “Nas minhas aulas de percussão o meu objetivo não é apenas formar músicos percussionistas, mas também mostrar a qualidade de vida que a música proporciona”, fala Fábio. “Quando se toca um instrumento, um tambor, por exemplo, a percussão, os ritmos e a expressão corporal trabalham também a parte emocional, como a timidez e problemas de coordenação, e as técnicas que ensino desenvolvem tanto a parte física quanto a emocional”, explica. “Às vezes, alguns alunos começam as aulas com medo, com ansiedade, com problemas de respiração ou até mesmo com pânico, mas com algumas técnicas de respiração o problema acaba. É muito gratificante perceber que estamos fazendo um bem para o aluno por meio da música. É realmente uma transformação pessoal!”, diz Fábio.

Novos Projetos

Empolgados com a parceria e o espaço cedido pela AAPCI, os jovens professores, Caio e Fábio, têm alguns projetos em vista: “A nossa parceria com a AAPCI na utilização do Espaço Cultural Princesa do Litoral tem sido muito boa para nós, pois estamos fazendo um trabalho maravilhoso na parte cultural”, diz Fábio. “Agora, o Caio e eu vamos trabalhar com o fandango e o congo, buscando desenvolver um projeto de resgate dos ritmos caiçaras e levar a capoeira e os ritmos brasileiros para as escolas”, fala. “Nós só temos a agradecer à AAPCI por esta oportunidade”, finaliza Fábio.

As aulas no Espaço Cultural Princesa do Litoral acontecem de segunda a sábado, das 10h30 às 12 horas e das 14h30 às 17 horas, e atendem a crianças e jovens com idade a partir dos 7 anos. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (13) 99792-9752 com Fábio “Cabeça” e com o Caio no (13) 99673-3140.

Projeto Gerando renda, motivando cidadãos
Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI
cel.: 13 98157-9527

Gente que vem… fandangueiros

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Participantes da Reunião de Salvaguarda do Fandango Caiçara , ocorrida na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira em Iguape/SP.  A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira é uma iniciativa da Superintendência do IPHAN em São Paulo em conjunto com a Prefeitura de Iguape.  Nasceu de um desejo em comum: aproximar o trabalho de proteção do patrimônio cultural daqueles que são seus primeiros interessados, as populações locais. Compartilhamos a idéia de que o patrimônio é uma construção social que deve refletir a forma como as comunidades enxergam e concebem a sua própria história.

Clique nas fotos para ampliar.

Gente que vem… Escola Waldorf Moara / DF

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Esta semana a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira recebeu alunos da Escola Waldorf Moara, de Brasília/DF que assistiram uma bela palestra de educação patrimonial , ressaltando os aspectos históricos, da cultura caiçara, do patrimônio material edificado e do patrimônio imaterial de Iguape e de todo o Vale do Ribeira.

Valeu !

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AAPCI realiza oficina sobre sustentabilidade em Iguape/SP

marli&jenny_sustentabilidadeEm continuidade as atividades previstas no projeto Gerando renda, motivando cidadãos, realizado pela AAPCI (Associação dos Artesãos Produtores Caseiros de Iguape) sob o patrocínio da Petrobras, aconteceu, nos dias 25 e 27 de agosto, a oficina sobre Sustentabilidade.

Com o objetivo de mostrar aos seus associados que o conceito de sustentabilidade tem um sentido muito mais abrangente do que o seu significado ambiental muito discutido atualmente, Marli Nishidate, ministrante da oficina sobre Sustentabilidade, explicou que a meta da AAPCI é se tornar sustentável economicamente, visando melhor gerenciamento e a promoção de seus associados e de seus produtos.

“Sustentabilidade para nós é um ente que necessita do apoio de todos”: “A oficina foi dividida em uma parte teórica e outra parte de discussão de metas e meios para alcançar a curto e médio prazo alguns resultados de sustentabilidade para a associação”, conta Marli. “Ressaltamos que a participação de todos os associados é fundamental para atingir os resultados que queremos e a expectativa com a oficina foi grande, pois uma melhor compreensão do significado de sustentabilidade é que vai nos ajudar no gerenciamento da associação”, continua. “Os associados colaboraram muito, identificando algumas ações urgentes que serão realizadas ainda neste segundo semestre de 2015”, explica. “Para AAPCI a sustentabilidade tem a conotação de um ente que necessita do apoio de todos, no qual a sustentação está nos associados e na sua participação nas atividades propostas pela entidade”, finaliza Marli.

“Iguape é uma cidade encantadora e emocionante!”: Maria Jenny Pierrot Alves, artista plástica recém chegada a Iguape, diz que desde que se associou à AAPCI, tem procurado adequar o seu trabalho com as características do local. “Eu acho interessante o artesanato apresentado aqui na AAPCI, pois são trabalhos do índio, do caiçara e da zona rural e eu, com os materiais que encontro na praia e nas ruas, como pedras e madeiras, busco fazer telas e outros artesanatos retratando as ruas e outros locais da cidade”, conta Jenny. “Acho Iguape uma cidade encantadora, na qual em cada canto, em cada espaço da cidade percebe-se a mão do escravo e das pessoas que trabalharam ali, percebe-se a força que tem. É emocionante!”, continua. “Aqui na associação dos artesãos, a AAPCI, eu encontrei um lugar que realmente valoriza tudo isto e na oficina sobre sustentabilidade eu pude sentir a vontade de interagir e unir cada vez mais os trinta associados num só objetivo que é o crescimento da AAPCI, buscando a valorização do trabalho de cada artesão e, principalmente, mostrar aos turistas e visitantes da cidade o quanto é importante o artesanato e a cultura local”, finaliza Jenny.

Educação Patrimonial para as crianças da SABRO na Casa do Patrimônio

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Alunos da SABROSociedade de Amigos do Bairro do Rocio, da cidade de Iguape/SP acompanhados pela Professora Simone Silva, estiveram com seu primeiro grupo de alunos visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, onde assistiram uma palestra de Educação Patrimonial .

Fé e emoção marcam procissão em Louvor ao Bom Jesus de Iguape

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Texto e fotos de Rafael Peroni

O som dos aplausos marca a saída e a chegada da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape do santuário de Nossa Senhora das Neves. As 17h do dia 6 de agosto, milhares de fiéis aguardavam ansiosamente a saída da procissão em louvor ao Bom Jesus. Fiéis oriundos de várias partes do Brasil, que chegaram a Iguape exclusivamente para agradecer as graças alcançadas, as conquistas, e pelos anos de vida.

O clima de fé e devoção tomou conta da praça da Basílica. Foram aproximadamente 1h30 de procissão, desde a saída da imagem da igreja até o seu retorno. Enquanto o Bom Jesus já adentrava a região da praça, milhares de fiéis ainda saíram para fazer o percurso da procissão.

“É o momento da renovação da nossa fé. O momento em que a gente percebe o quanto Deus é bom na nossa vida, quanta coisa boa ele faz por nós. Neste dia eu procuro estar aos pés do Bom Jesus o dia todo porque o ele é muito importante para mim. Muitas graças ele tem me dado, então só tenho a agradecer”, afirma a iguapense Luci Silva Rossi, que todos os anos acompanha a procissão.

Minutos antes da imagem do Senhor Bom Jesus adentrar a Praça, um grupo de seis pessoas reza o santo terço em voz alta. Natálio Ribas de Paulo e sua família vieram de Tunas do Paraná (PR) para agradecer as bênçãos e os milagres recebidos.

“Para mim o Bom Jesus representa tudo. A minha esposa estava rezando o santo terço, pelo milagre que recebemos que foi a sua cura. Ela foi operada da cabeça e a vida dela ficou por um fio. Mas graças ao Bom Jesus, hoje ela está aqui firme e forte”, salienta o agricultor.

“Há 50 anos que venho agradecer ao Bom Jesus. Quando me apuro sempre recorro ao Bom Jesus, e toda a vida ele me atendeu. Sou pai de sete filhos e ele é o meu mestre, quem me orientou para criar toda a minha família”, complementou.

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CURIOSIDADES

De acordo com o historiador Roberto Fortes, a imagem verdadeira do Senhor Bom Jesus de Iguape deixou a Basílica de Nossa Senhora das Neves em apenas seis ocasiões ao longo dos 368 anos.

A primeira saída ocorreu na inauguração da Basílica, no ano de 1856. O fato viria a se repetir 50 anos mais tarde, quando em 7 de agosto de 1906 foi comemorado o cinquentenário da Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Quando da comemoração dos 70 anos da Basílica, em 1926, novamente a imagem tornou a sair deixar o altar na Igreja de Nossa Senhora das Neves para tomar as ruas de Iguape. Em 1933, em homenagem ao Ano de Cristo foi a quarta vez que a imagem percorreu as ruas do município.

Em 1947, no dia 6 de agosto, em comemoração aos 300 anos do achado do Bom Jesus, e em 1956, em comemoração ao centenário da Basílica de Nossa Senhora da Neves foram as duas últimas saídas do Bom Jesus.

VOLTA DA TRADIÇÃO

No dia 28 de agosto, na abertura dos festejos em Louvor ao Bom Jesus, a igreja retomou uma antiga tradição que estava um tanto esquecida. Em procissão até a fonte do Senhor, foi realizada uma cerimônia lembrando a lavagem da imagem, assim como fizeram quando o Bom Jesus foi achado.

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fonte :

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Artesãos de Iguape aprendem a utilizar marketing nas atividades

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Uma oficina de Planejamento Estratégico, Operacional e de Marketing realizada durante o mês de julho mostra aos artesãos do Vale do Ribeira como algumas ações podem agregar valor aos respectivos produtos. A iniciativa faz parte do projeto Gerando Renda, Motivando Cidadãos, patrocinado pela Petrobras e coordenado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI).

A entidade conta com 30 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato. Contemplado na Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto prevê oficinas de capacitação e a criação de uma rede que integra pessoas envolvidas na produção, venda, troca e compra de produtos e serviços.

“Existe valor agregado nos produtos elaborados pelos artesãos. Vamos abordar os desafios que o negócio do artesanato tem enfrentado e a partir da teoria buscar aplicações práticas que ajudem a fomentar a geração de renda”, esclarece Rafael Riol, publicitário convidado da AAPCI para ministrar a oficina, com total de 16 horas divididas em duas sessões, uma por semana.

A proposta visa estabelecer o diálogo e a troca de experiências durante os encontros. “O artesão tem a vida prática, a trajetória pessoal e a ideia do produto. Algumas pessoas contam que fazem o seu artesanato por causa da história familiar. Estas vivências têm de ser levadas em conta para traçar uma estratégia de marketing”, ressalta Rafael.  Além são expostos produtos caseiros na loja da AAPCI de outros grupos de artesãos, como indígenas, músicos, escritores, instrutores de capoeira, maracatu e percussão.

Cada associado trará ideias que podem ser incluídas nas etiquetas dos produtos, respeitando a identidade e a relação pessoal do artesão com o tipo de atividade que desenvolve. “Eu faço um trabalho com crianças e adolescentes voltado à capoeira, com percussão. Podemos utilizar o ritmo e os tambores brasileiros como estratégias de marketing e dar visibilidade às ações. Aprendemos como vender o produto de forma correta”, relata Fábio Luis Gonçalves, músico e professor de capoeira, participante do projeto.

Veja Também: Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

 

Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

Nas avaliações de sua idealizadora e coordenadora, e nas impressões de uma artesã participante, o projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), tem um primeiro balanço de suas atividades e apresenta suas expectativas para o futuro.

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Oficinas: do design à divulgação pela internet

Após dois meses de atividades, Anísia Lourenço, coordenadora do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), lançado no mês de abril, fala sobre as expectativas e os resultados esperados para o primeiro ano do projeto.

A adequação do projeto: “Desde o primeiro momento em que li o edital de seleção de projetos socioambientais da Petrobras”, conta Anísia, “logo pensei: ‘Esse projeto tem tudo haver com a nossa realidade e tive a certeza que, se contemplados, poderíamos suprir algumas deficiências e dificuldades que vínhamos tendo ao longo desses 10 anos desde a fundação da AAPCI’. Na elaboração do projeto, dividi as atividades por semestre, considerando objetivos específicos em cada semestre, e também projetei alcançar um objetivo comum dentro do grupo, que é o de conseguir visibilidade das ações e atividades que desenvolvemos na AAPCI, tanto na cidade quanto fora dela.”

Os primeiros resultados: “Nesse primeiro semestre”, continua Anísia, “idealizamos palestras e oficinas que pudessem contribuir e facilitar nosso trabalho dentro da entidade. A AAPCI é formada por artesãos e produtores caseiros que na sua grande maioria não tem formação técnica. Aprendemos e desenvolvemos algumas tecnologias sociais para o bom andamento da entidade e o sucesso de vendas na loja. Hoje somos referência no Vale do Ribeira pela autogestão da loja da AAPCI. No entanto, na parte administrativa, contábil, marketing, no atendimento ao cliente, no visual da loja, dos artesanatos e produtos, na elaboração de projetos e de plano de trabalho para alcançar a sustentabilidade da entidade, ainda não avançamos tanto quanto queríamos, e sentimos a necessidade de capacitação em cada uma dessas áreas.”

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Anísia: “Evoluir, experimentando e realizando”

Divulgação e visibilidade: “No segundo semestre”, diz Anísia, “vamos trabalhar na divulgação e na visibilidade dos nossos produtos, promovendo oficinas de fotografia, com a edição de um vídeo das nossas atividades e a criação de web design para a divulgação pela internet. Queremos promover o que produzimos na AAPCI de forma mais profissional, com uma boa apresentação, exposição pela internet, buscando alcançar novos mercados. Até o fim deste primeiro ano, vamos contratar profissionais para a produção do nosso primeiro catálogo, que será tanto impresso quanto virtual. A divulgação desse catálogo irá aumentar a autoestima e a valorização dos associados, bem como a visibilidade dos nossos produtos e da entidade.”

Metas alcançadas e envolvimento: “Estou muito feliz com o retorno positivo que estamos tendo dos nossos associados, que têm participado intensamente das atividades”, observa Anísia. “Nas oficinas e palestras, além dos associados, atendemos também parceiros e outros artesãos da cidade de Ilha Comprida que já conhecemos há muitos anos e que têm a mesma dificuldade para se capacitar como nós. O envolvimento de todos nas atividades tem superado a meta que era atingir 50% dos associados. Acho que eles ficaram sensibilizados com a oportunidade que estão tendo com o projeto.”

Dificuldades e sua superação: “A maior dificuldade que encontramos”, diz Anísia,” é a distância dos bairros da zona rural onde moram muitos dos associados e o custo que têm para vir ao centro da cidade para participar das atividades. Procuramos dividir todas as oficinas em dois horários, o que facilitou a participação de todos, mas infelizmente não coloquei no projeto as despesas com o deslocamento dos associados e por isso estamos com dificuldades de fazer com que todos participem.” Ela acredita na superação dessas dificuldades: “Nesses dez anos da AAPCI, tudo que aprendemos e evoluímos na entidade foi experimentando e realizando e assim vamos descobrindo a melhor forma de trabalhar.”

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Thelma: “Adorei: as oficinas têm sido muito úteis”

Assídua às oficinas, Thelma Araújo, artesã associada da AAPCI, comenta sobre sua participação no projeto.

Um benefício para os artesãos: “Estou achando esse projeto com a Petrobras fantástico!”, diz Thelma. “Trabalho com entalhe em madeira e estou na associação há alguns anos. Aqui na cidade de Iguape, nunca vi um projeto desta dimensão. O projeto não está apenas favorecendo nós artesãos, mas também a cidade. Foi um presente!”

Uma nova compreensão da realidade: “Estou encantada com as oficinas que estão acontecendo”, observa Thelma. “A oficina de gestão administrativa e contábil está sendo boa porque a maioria dos associados não tinha noção do que é uma associação, bem como sobre o conceito de economia solidária. Aqui na associação a gente já fazia este tipo de trabalho solidário, mas algumas pessoas mais antigas ainda não tinham essa compreensão.”

Os resultados já estão aparecendo: “As oficinas têm sido muito úteis para nós”, diz Thelma. “Principalmente a de design de artesanato, ajudou a melhorar a nossa loja, que estava sempre num mesmo patamar. Com as ideias sugeridas pela designer Heloisa Paschon, o espaço ficou melhor não só para a gente, mas também para os clientes. A disposição dos produtos ficou mais ampla e o visual bem melhor. Eu gostei muito da Helô, porque ela é jovem e o jovem tem uma cabeça mais aberta e avançada, com outra visão. Achei as suas sugestões maravilhosas e úteis. Eu já tinha algumas ideias, mas essa oficina veio acrescentar e abrilhantar mais o meu trabalho, o meu conhecimento. Eu adorei!”

O projeto Gerando renda, motivando cidadãos é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.

Roda de Conversa sobre Fandango acontece na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

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foto:B.Bertagna

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango Paulista ! Manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e que integra a Mostra Revelando São Paulo. A rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

Na Roda de Conversa os Fandangueiros mostram suas vivências, que são aprendidas e transmitidas com a convivência de gerações distintas. Durante o diálogo, os mestres falam da beleza da dança e como ela se tornou tradicional nos litorais sul e norte, bem como no interior Sul de São Paulo.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira.

Na Roda de Conversa realizada nesta sexta-feira à tarde houve a predominância de jovens fandangueiros que já começam a sua carreira, trocando experiências com os mais antigos caiçaras, e integrando-se nesta manifestação folclórica das mais ricas de São Paulo.

Iguape respira cultura, tradição, turismo e patrimônio histórico

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A Federação Latino-americana de Cidades Turísticas escolheu a cidade de Iguape (SP), Brasil,como sede do Congresso Latino-americano de Cidades Turisticas, de 03 a 06 de junho de 2015. A Federação Latino-americana de Cidades Turísticas é um organismo internacional, composto por municípios turísticos do Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai, Peru, Costa Rica, Porto Rico, Argentina e Equador que tem o objetivo de compartilhar projetos, experiências e fazer intercâmbio dos destinos turísticos, criando um circuito latino-americano, inclusive com umprojeto em andamento, o MERCOTUR (Mercado Comum de Turismo do Mercosul). Delegações do Chile, Paraguai, Peru, Equador e Espanha já estão na cidade.

Veja aqui a programação completa do V Congresso Latino-Americano de Cidades Turísticas

A XI edição do Festival de Cultura Paulista Tradicional – Revelando São Paulo – Vale do Ribeira-, será realizada entre os dias 3 e 7 de Junho de 2015. O Festival acontecerá no Centro de Eventos Prefeito Casemiro Teixeira, das 10h às 21h, com entrada franca. Também haverá rodas de conversa na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

Fandangos, noites de São João, cortejos do Boi Tata, romaria fluvial, encontro de bandas e fanfarras, artesanatos e pratos tradicionais da culinária paulistana estarão na programação da próxima edição do Revelando São Paulo Vale do Ribeira.

Entre as tradições apresentadas ao público nas edições anteriores do festival está a romaria fluvial “Dádivas das Águas”, que celebra os bens naturais, culturais e espirituais da região e do Lagamar, passando por vários pontos e que conta com a participação dos barcos das comunidades caiçaras; além do espaço indígena que mostra uma proposta ampliada e a participação destas comunidades.

Para esta edição, estão previstas mais de 100 apresentações artísticas e musicais durante o evento que é considerado uma vitrine viva das mais diversas manifestações culturais, produzidas em diferentes regiões do Estado.

O festival proporciona aos visitantes uma inesquecível vivência com a diversidade da cultura popular tradicional, uma vez que os municípios trarão o colorido, a beleza, os aromas e os sabores das culturas tropeira, caiçara e caipira. São bordados, cestos de palha, bonecas de pano, panelas de barro, o cafezinho caipira, a broa de milho feita no fogão a lenha, tainha assada, a moqueca de manjuba, feijão tropeiro e o bolo de roda, entre outras iguarias gastronômicas e artefatos artesanais, distribuídos em espaços de artesanato tradicional e de culinária regional.

Veja aqui a programação completa da XI Festival da Cultura Paulista Tradicional – Revelando São Paulo – Vale do Ribeira

foto > Reinaldo Meneguin

Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

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Correio Velho em 2006

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Correio Velho em 2015

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

Patrimônio Imaterial : a Festa do Divino Espírito Santo em Iguape/SP

Texto e fotos de Myrian Teresa Fv Signorini

A Festa do Divino Espirito Santo teve início em 1323, em Portugal quando o país enfrentava uma crise devastadora, o povo passava fome a ponto da Rainha mandar abrir as portas do estoque de comida do próprio palácio para dar o que comer ao povo foi quando não sabendo mais o que fazer D. Izabel de Aragão pegou o seu cedro e sua coroa e entregou ao Espírito Santo dizendo que daquele dia em diante ” entrego meu país em suas mãos e salve o meu povo” e a crise em breve se findou. A Festa foi trazida para o Brasil pelos seus colonizadores e esta expressão religiosa se espalhou por várias regiões no Brasil. Hoje poucas são as cidades que a mantém. Iguape está entre estas.

Veja também > As cores do Divino encantam a cidade

Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” capacita os artesãos de Iguape

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Em continuidade ao projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, iniciou-se em maio, o primeiro módulo da Oficina de Gestão Administrativa e Contábil, conduzida por Anísia Ricardo Lourenço, coordenadora do projeto. A oficina, ministrada em dois horários, no período da tarde e da noite, será realizada em quatro aulas, com 16 horas no total, tendo como objetivo a capacitação dos associados para a autogestão da entidade e da loja da AAPCI.

Anísia Lourenço ressalta a importância e abrangência dessa oficina: “No decorrer dos anos, muitas pessoas ingressaram na associação sem sequer saber o que é associativismo e a grande maioria  dessas pessoas visava apenas um espaço de venda para seus artesanatos. Elas não se preocupavam em se inteirar e engajar nas atividades da associação, vendo a AAPCI como uma entidade que promove o espaço de comercialização do artesanato. Agora que temos recursos, com esse projeto, a ideia é que todos os nossos associados, atualmente 30 no total, entendam o que é uma associação, qual sua finalidade e qual seu papel no terceiro setor. Assim, poderemos explicar aos novos associados o que é associativismo. Para quem já sabe, essa oficina é uma reciclagem e para quem não sabe, um aprendizado. Na primeira parte da oficina, vamos falar sobre o estatuto, analisar seu conteúdo, entendê-lo e decidir juntos sobre o que interessa e o que queremos mudar. Depois, na segunda parte falaremos sobre o regimento interno, suas alterações e adequações”.

A sócia fundadora Marly Nishidate complementa: “Essa oficina é muito importante porque desde o início nós tivemos muitos problemas com a administração e a contabilidade da associação. Na verdade, a parte contábil e administrativa sempre foi um problema e ficava a cargo do presidente ou de algum associado que se disponibilizasse.  As pessoas não tinham conhecimento de como proceder. Hoje, a oficina de Gestão Administrativa e Contábil está sendo importante porque vai nos mostrar como funciona esta área administrativa e contábil da associação, que não é fácil”.

Ainda neste mês de maio, paralelamente à oficina de Gestão Administrativa e Contábil, aconteceram também mais  atividades:

  • No dia 19, às 17 horas, na sede do projeto, à Rua XV de novembro, 131, Centro: Palestra sobre Economia Solidária, ministrada por Rosana Rocha;
  • No dia 20 , na loja da AAPCI: Oficina de Design para o artesanato – módulo II, ministrada por Heloísa Paschon. Esta atividade se repetirá no dia 27

Neste primeiro ano do projeto, as oficinas e palestras estarão focadas especialmente na capacitação administrativa, contábil e profissionalizante dos artesãos e produtores caseiros da Associação.

O projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.oficinagestaoadministrativa+0705

Casa do Patrimônio Vale do Ribeira realiza “Trilha da Memória” com alunos da Escola Waldorf , em Iguape/SP

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A Escola Waldorf usa um método diferenciado de ensino oriundo da Alemanha.

Seus alunos tem em sua formação, Poesia, Meio-Ambiente, Botânica e Canto Coral. A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira os recebeu para um completo estudo do meio.

Neste fim de semana estiveram presentes 25 alunos acompanhados de 3 professores, coordenados pelo Prof. Mathias Muibad .

De bicicleta seguiram de Pedro de Toledo pela Estrada Municipal do Despraiado, chegando em Iguape na noite de sábado.No domingo depois de uma palestra na Casa do Patrimônio os alunos e professores foram fazer a Trilha da Memória , tratando de aspectos do patrimônio histórico e cultural de Iguape,

Após, na Basílica do Bom Jesus de Iguape se explicou sobre o achado da Imagem, sua construção e arte sacra. Para surpresa de todos presentes os alunos entraram em formação no Altar Mor e cantaram várias músicas em Latim, Italiano e Alemão em forma de agradecimento que encantou aos turistas e fiéis que estavam em visita ao Santuário , arrancando aplausos de todos.

Detalhe da restauração do Correio Velho em Iguape/SP

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O prédio do Correio Velho, situado em Iguape/SP, está sendo restaurado e prevê acessibilidade, por meio de elevadores, climatização para receber e manter documentos, além de cinemateca, biblioteca, área para palestras, cursos, entre outros para fomento da cultura e preservação do patrimônio.

A restauração é o resultado do Convênio Nº 64740/2011, celebrado entre o Iphan e a Prefeitura de Iguape.

A licitação para a  restauração teve como vencedora a empresa Companhia de Restauro , com o valor global de R$ 1.866.257,04 .

Construído no século XIX, marco da prosperidade iguapense, o prédio estava  em adiantado estado de deterioração, mas graças ao tombamento alcançado no ano de 2009,  a cidade foi contemplada com investimentos do Governo Federal para a total restauração do prédio trazendo de volta à Praça São Benedito o visual suntuoso das sacadas e telhados do Correio Velho, muito parecido como foi em sua concepção original pelo lado de fora e ainda abrigará importantes acervos em seu interior.

Segundo o site da Prefeitura de Iguape, “o prédio do Correio Velho, construído no antigo Largo de São Francisco, atual Praça São Benedito, foi inaugurado no ano de 1839. Reformado em 1893, foi adquirido pelo coronel Agostinho José Moreira Rollo e posteriormente pertenceu ao comendador João Mâncio da Silva Franco. A partir de 1926, passou a abrigar a agência dos Correios e Telégrafos, que lá permaneceu até 1951. Suas paredes externas são de pedra e cal e as internas eram de taipa francesa. Possuía telhado em duas águas com beiral e sacadas com grades de ferro fundido trabalhado.

Segundo a tradição, nele teriam pernoitado as tropas de Duque de Caxias e Osório, em viagem ao Sul do país, durante a Guerra do Paraguai. O prédio do Correio Velho, apesar de sua importância histórica e arquitetônica, encontrava-se em avançado estado de deterioração, tendo restado de pé somente as fachadas.”

Grandes escritores fazem a festa no III FLI – Festival Literário de Iguape

fliNão é sempre que apaixonados por literatura e livros de modo geral correm o risco de cruzar pela rua em um mesmo dia com grandes nomes como os premiados Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão, Eduardo Bueno e o mestre das histórias de vampiro André Vianco. E até Luiz Melodia, escalado para um show. Bom, isso pode acontecer com quem for a Iguape entre 6 a 9 de maio para participar do III Festival Literário de Iguape.

A abertura desta edição será na noite do dia 6, a partir das 20 horas, na Oficina Cultural Gerson de Abreu, com a exposição Fotoescritura em Haroldo de Campos, que tem curadoria de Bruno Giovannetti. Numa fusão criativa entre imagem e palavra, a metrópole se transfigura no diálogo entre as fotos de Bruno Giovanetti e os poemas de Haroldo de Campos.

Programação de quinta-feira

Na quinta-feira, às 11h, a escritora Veronica Stigger participa do bate-papo Elementos Básicos da Ficção. A ideia é incitar os participantes a criarem suas próprias narrativas. Vencedora do prêmio São Paulo de Literatura de 2014, Veronica é doutora em história da arte, professora universitária e crítica de arte, além de escritora.

Contos e cantos do folclore brasileiro: apresentação de João Acaiabe ocorrerá às 13h30, com um espetáculo para despertar a fantasia e a imaginação do público: o ator João Acaiabe apresenta contos, lendas, poemas e cantigas do repertório tradicional brasileiro, com momentos pontuados e acentuados pela música e por efeitos sonoros. Conhecido pela sua interpretação do Tio Barnabé na série de TV Sítio do Pica pau Amarelo, João Acaiabe é também um respeitado ator de teatro, premiado com Mambembe e Governador do Estado pelo espetáculo Vamos jogar o jogo.

No mesmo dia, às 16h, Frederico Barbosa, poeta, professor de literatura e diretor da Casa das Rosas, falará sobre o essencial da vida e da obra de grandes poetas nas palestras Poesia Aperitivo. Este ano, os poetas destacados serão o satirista barroco Gregório de Matos, apelidado de “Boca do Inferno” (quinta, às 16h), e o autor de Morte e vida severina, João Cabral de Melo Neto (sexta, às 11h).

Entre às 18h30 e 20h30, Marco Aurélio Olimpo dará o Workshop de Fotografia e Literatura, com o uso de câmeras simples ou celulares na elaboração de poemas ou textos narrativos, para fotógrafos amadores, estudantes de audiovisual e demais interessados. Olímpio dedica-se à documentação de shows e espetáculos musicais, assim como ao retrato de profissionais dessa área. Iniciou seu trabalho com fotografia como laboratorista no Sesc Pompeia e no laboratório de fotojornalismo e fotopublicidade da PUC-SP, universidade onde formou-se em História.

Milton Hatoum, um dos destaques no festival, faz a palestra O Universo de Graciliano Ramos, sobre o autor de Vidas secas a partir de uma perspectiva dupla, combinando a recordação de suas experiências pessoais de leitura do autor alagoano com uma discussão panorâmica de sua obra e do lugar central que esta ocupa na cultura brasileira. Escritor, tradutor e professor, Hatoum lecionou literatura na Universidade Federal do Amazonas e na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Escreveu quatro romances: “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos”, “Cinzas do Norte” e “Órfãos do Eldorado”. Os três primeiros receberam o Prêmio Jabuti de melhor romance, sendo que “Cinzas do Norte” também conquistou o Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Para finalizar o dia em grande estilo, às 22h, Jean Garfunkel, poeta, ator, cantor e compositor, realizará o espetáculo de música e poesia, com canções em vários estilos que abordam temas do cotidiano com muito humor e crítica.

Programação de sexta-feira

Na sexta-feira, entre 13h30 e 15h30, o Workshop: literatura.net discutirá o universo das mídias sociais como ferramentas importantes de comunicação entre jovens e seus mecanismos de difusão e circulação de trabalhos literários, especialmente de novos autores. A coordenação será do jornalista Alexandre Staut, que trabalhou em editorias de cultura e comportamento de jornais da capital paulista. Escreveu também os romances Jazz band na sala da gente (2010) e Um lugar para se perder (2012). Tem contos publicados na França e em Moçambique.

Para o público infantil, Conversa Ribeirinha: Espetáculo com Batucajé abrangerá contação de histórias e poesias que tem como cenário o Vale do Ribeira, ressaltando o linguajar peculiar e o modo de vida de sua gente. Em especial, quilombolas, índios caiçaras, ribeirinhos e caboclos. O trabalho do Batucajé é voltado às manifestações culturais das comunidades do Vale do Ribeira. O grupo é liderado pelo músico e compositor Antonio Lara e pelo poeta e declamador Júlio Costa.

Durante a tarde, às 16h, André Vianco apresentará o Universo Fantástico, que falará sobre a fantasia e o Brasil, cujas ruas, cidades e florestas têm servido de cenários para suas histórias. Vampiros ficam presos em túneis da cidade de São Paulo e saltam da ponte Rio-Niterói; visitantes de outro planeta chegam ao Vale do Anhangabaú; heróis vagam pelas nossas cidades desertas e adormecem no Rancho da Pamonha, na beira da estrada. André Vianco, consagrado autor brasileiro que explora o gênero sobrenatural (vampiros, anjos e batalhas entre o bem e o mal), continua investindo em ficção e fantasia.

Ainda na sexta-feira (8), às 16h, começa a oficina Sons do Vale do Ribeira: Oficina de Confecção de Instrumentos Musicais. A partir de histórias de povos brasileiros (índios, negros, caiçaras, ribeirinhos), Antônio de Lara Fernando Guiginski pretendem estimular a construção de instrumentos típicos da música da região, a partir de elementos sustentáveis da natureza. Lara é arte-educador, músico e compositor. Fernando Guiginski é construtor de instrumentos musicais e arte-educador.

Em seguida, às 17h30, tem início a performance Parada poética: três palhaços e a banda Santa Cecília de Iguape, com um grande cortejo pelas ruas da cidade e declamação de poemas de Clarice Lispector, Manoel de Barros, Shakespeare e Cecília Meireles.

Às 20h30, o escritor Evandro Affonso Ferreira, ganhador do Jabuti de melhor romance de 2013, conversa sobre as conquistas e as dificuldades da carreira literária no bate-papo Como e por que me tornei escritor. Ferreira despontou no meio literário em 2000, aos 55 anos, apresentado por José Paulo Paes. Publicou seus contos nos volumes Grogotó!, Araã!, Erefuê, Zaratempô! e Catrâmbias!

Ignácio de Loyola Brandão finaliza o segundo dia do evento, fará uma apresentação de literatura e música, às 22h, em companhia de sua filha Rita Gullo. Serão apresentadas músicas marcantes na vida do escritor e que serviram de inspiração para as crônicas e contos do livro Solidão no fundo da agulha. Este repertório foi gravado por Rita em um CD que é parte integrante do livro. O livro-CD deu origem a um show de música e literatura, que coloca pai e filha juntos no palco.

Programação de sábado

O sábado começa com o plantão de dúvidas S.O.S. Literatura, em dois períodos: das 10 às 12h e das 14h às 18h. O projeto é do Centro de Apoio ao Escritor da Casa das Rosas e funciona como um plantão para atendimento individual e orientação sobre as principais dúvidas de escritores, aspirantes a escritores e leitores a respeito de publicações, direitos autorais e edição de livros. Com a presença de profissionais do mercado e autores, serão discutidos temas como poesia e prosa, edição, marketing do autor e e-books.

Após o plantão, Liana Yuri – especialista em técnicas de engenharia de papel para a criação de livros pop-ups e livros artísticos – coordenará o Workshop de construção de livro pop-up. O objetivo é apresentar a técnica do pop-up, variação do tradicional origami japonês, em que as ilustrações de um livro saltam entre as páginas. As crianças produzirão imagens tridimensionais a partir de modelos pré-elaborados.

Para os apreciadores de uma boa cozinha, o Workshop culinária no Vale – da terra, lama e água é a grande pedida do dia. A atividade abordará a história e a cultura da culinária caiçara e mostrará as possíveis relações entre histórias de vida e os saberes da cozinha tradicional. Os participantes também degustarão receitas típicas, sob a coordenação de Fernando Nogueira, pesquisador, produtor cultural e educador.

O último bate-papo do festival apresenta O bacharel de Cananéia: bate-papo com Eduardo Bueno e Roberto Fortes, que discutirá o livro Náufragos, traficantes e degredados, que tem um capítulo sobre o personagem histórico conhecido como Bacharel de Cananeia. Bueno é escritor, publicou três títulos sobre história do Brasil – Viagem do descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados e Capitães do Brasil. Também traduziu 22 livros, entre eles, a obra-prima Pé na Estrada (On the Road), de Jack Kerouac. Roberto Fortes, graduado em Letras, é escritor, poeta, historiador e jornalista. Publicou vários livros e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e editor da Tribuna de Iguape.

Encerramento com Luiz Melodia

O cantor e compositor Luiz Melodia fará uma apresentação do show Luiz Melodia – Voz e Violão. Ele interpreta seus maiores sucessos como Pérola negra, Magrelinha, Estácio, eu e você, Juventude transviada e Negro gato (canção que, embora não seja de sua autoria, foi responsável por apelidar o artista). Acompanhado de Renato Piau, seu violão e braço direito no palco.LM

“Casa de Colono Japonês” – Série da SESC TV mostra a imigração japonesa no Vale do Ribeira em SP

casassHá 100 anos, teve início a imigração japonesa no Vale do Ribeira (SP) que mudou a paisagem do local. Os agricultores que chegaram para trabalhar nas terras da empresa colonizadora Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (KKKK) em Iguape, Registro e Sete Barras, trouxeram seus costumes e a tradição que se refletiu também em suas casas.

A série Habitar Habitat tem direção do jornalista Paulo Markun e do cineasta Sérgio Roizenblit. Durante oito meses, a equipe viajou por mais de 12.000 km e visitou 18 cidades de norte a sul do Brasil. Habitar Habitat é uma realização do SescTV, com produção da Revanche Produções e da Miração Filmes.

A tradição mantida pelos descendentes dos imigrantes japoneses está presente em altares que homenageiam os mortos, na música do taiko, o tambor japonês que os jovens ainda tocam, e na comemoração do Tooro Nagashi que acontece anualmente, em 2 de novembro, quando lanternas são lançadas em um rio com o nome dos antepassados.

Mas as mudanças também estão presentes em todo lugar. Habitar Habitat mostra cenas da missa em comemoração aos 84 anos da Igreja Anglicana de Registro, uma casa tipicamente oriental, onde os fiéis são cristãos, como explica a escritora Carmem Kawano. O arquiteto Vitor Hugo Mori explica o projeto de reforma da igreja.

A sede da KKKK era em Registro e ofereceu aos colonos locais a infraestrutura que precisavam para se instalar. Como proprietários das terras, os imigrantes construíram residências para durar muitas décadas utilizando as técnicas de elaborada carpintaria. A estrutura da casa japonesa é toda modular, em madeira, construída a partir da medida do ken, ou tatame. As peças são de encaixe, sem utilização de pregos, e seguem um projeto numerado. Podem ser desmontadas, transferidas do terreno, e remontadas novamente. O preenchimento das paredes é de barro, semelhante ao pau a pique brasileiro, e com um acabamento de argamassa.

O arquiteto Rogério Bessa explica o apogeu da colônia e a decadência que se seguiu com a Segunda Guerra e o fracasso das atividades agrícolas. No início, sair do Japão rumo ao Brasil era uma boa opção para os filhos não-primogênitos, mas a iniciativa da KKKK não deu certo pois o café não se adequou à região do Vale do Ribeira. Com a falência da KKKK e a repressão aos japoneses durante a Segunda Guerra, os colonos foram incorporados ao meio urbano e as técnicas construtivas foram deixadas de lado.

Construída no auge da produção de chá, a Casa Shimizu era moradia e fábrica no mesmo imóvel, mas hoje se encontra abandonada. A Casa Amaya também é de uma família produtora de chá, que fechou a fábrica, mas mantém o local. Os descendentes vivem em uma nova residência, mas esta segue a arquitetura ocidental. Outro exemplo registrado em Habitar Habitat é a Casa das Pedras, construída em cima de duas pedras que margeiam um rio.

200 alunos de Ilha Comprida fazem “Trilha da Memória” em Iguape/SP

trilha da memóriaCerca de 200 alunos , acompanhados pela  Diretora, professores e coordenadores da Escola Municipal Meu Recanto da cidade de Ilha Comprida participaram do projeto “Trilha da Memória” , com visitas monitoradas que estimulam o sentimento de pertencimento do Patrimônio Cultural Histórico.

Na foto, com os alunos,  a diretora da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira  Myrian Teresa em frente à Antiga Casa de Fundição de Ouro , situada em Iguape/SP,  e que passa por um processo de restauração através do Programa PAC Cidades Históricas.

Cena Caiçara : Valo Grande, em Iguape/SP

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Ao fundo, o Morro do Espia e o prédio e a chaminé remanescentes da Indústria de Pescados Única, antiga Matarazzo. Clique na imagem para ampliar.

A preservação do Morro do Espia deve ser tarefa de todos para que a paisagem de Iguape não sofra com interferências indevidas.

Workshop sobre Turismo e Patrimônio Cultural acontece em Iguape/SP no dia 25 de abril

Rua de São Luis do Paraitinga. foto: B.Bertagna

Rua de São Luis do Paraitinga. foto: B.Bertagna

O que significa para uma cidade ser considerada Patrimônio Cultural por órgãos de preservação oficial?

O que significa para o cidadão sua cidade ser um Patrimônio Cultural?

A partir de uma introdução teórica aos conceitos básicos de cultura, bem cultural e patrimônio material e imaterial e aos princípios que fundamentam a preservação dos sítios históricos protegidos por tombamento, este workshop propõe um exercício de reflexão coletiva sobre as tendências contemporâneas na abordagem do Patrimônio Cultural em atividades voltadas ao turismo e à geração de renda.

O workshop será coordenado pela arquiteta e urbanista Samira Chahin , especialista em Gestão do Patrimônio Cultural pela Universidade de Salamanca, na Espanha e com graduação e mestrado pela FAU-USP.

O público alvo são os profissionais e estudantes das áreas de Turismo e Patrimônio e interessados em geral.

As inscrições estão abertas até o dia 23 de abril sendo selecionados os primeiros 20 inscritos.

O workshop “Turismo e Patrimônio : reflexões sobe questões contemporâneas” acontece no sábado, dia 25 de abril, das 13:30às 17:30 hs na Oficina Cultural Gerson de Abreu , Largo da Basílica, 59 – Centro Histórico de Iguape.

Mais informações nos fones (13) 3841 4004 e (13) 3841 1732 ou pelo e-mail gersondeabreu@oficinasculturais.org.br.

Gente que vem…Quilombo Aldeia

Dezessete famílias da Comunidade Aldeia vivem em uma área de 7.350 hectares no município de Iguape, às margens do rio Una da Aldeia, que faz divisa com a Estação Ecológica da Jureia, conhecida pela natureza exuberante.A fundação da comunidade Aldeia remonta ao casal João Miguel Dias e Leudobina Miguel. Ambos seriam filhos de escravos, mas o pai de Leudobina teria sido um fazendeiro português.  Grande parte dos moradores atuais da comunidade descende das uniões formadas pelos filhos desse casal. Vários representantes do quilombo estiveram na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, para uma reunião informal onde se conversou sobre o patrimônio cultural da região e a riqueza do conhecimento imaterial das comunidades.

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Cena Caiçara – Fazenda Cambicho, em Iguape/SP

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fotos : João Dias

 

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As ruínas de antigas senzalas e a casa grande da Fazenda Cambicho se tornaram referências de identidade para a comunidade, assim como as moradias, as roças e as casas de farinha dos antepassados.

Bons exemplos em Iguape/SP

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Uma boa pintura  , com cores e material adequado, valoriza  o conjunto arquitetônico da cidade. O prédio da foto é a da Esquina dos Sabores, situada na  Rua XV de Novembro com a Av. 9 de Julho, pintado recentemente. A retirada de uma propaganda na fachada contribuiu para deixar o visual mais leve e menos poluído.  O imóvel fica em destaque e a cidade é valorizada. Embaixo você pode ver o “antes e o depois “.  Parabéns !

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bom-ex-5Veja também : Valorizando Iguape

 

Caderno de Obra : Correio Velho, em Iguape/SP

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Construído no século XIX, marco da prosperidade iguapense, o prédio estava  em adiantado estado de deterioração, mas graças ao tombamento alcançado no ano de 2009, agora a cidade é contemplada com investimentos do Governo Federal para a total restauração do prédio trazendo de volta à Praça São Benedito o visual suntuoso das sacadas e telhados do Correio Velho, muito parecido como foi em sua concepção original pelo lado de fora e ainda abrigará importantes acervos em seu interior.

Segundo o site da Prefeitura de Iguape, “o prédio do Correio Velho, construído no antigo Largo de São Francisco, atual Praça São Benedito, foi inaugurado no ano de 1839. Reformado em 1893, foi adquirido pelo coronel Agostinho José Moreira Rollo e posteriormente pertenceu ao comendador João Mâncio da Silva Franco. A partir de 1926, passou a abrigar a agência dos Correios e Telégrafos, que lá permaneceu até 1951. Suas paredes externas são de pedra e cal e as internas eram de taipa francesa. Possuía telhado em duas águas com beiral e sacadas com grades de ferro fundido trabalhado.

O prédio do Correio Velho, apesar de sua importância histórica e arquitetônica, encontrava-se em avançado estado de deterioração, tendo restado de pé somente as fachadas.” Para se ter uma idéia da condição do prédio imponente construído em 1839, símbolo da riqueza paulista na época , o telhado de duas águas desabou e acabou sendo removido.

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O novo prédio do Correio Velho está sendo restaurado e prevê acessibilidade, por meio de elevadores, climatização para receber e manter documentos, além de cinemateca, biblioteca, área para palestras, cursos, entre outros para fomento da cultura e preservação do patrimônio.

A restauração é o resultado do Convênio Nº 64740/2011, celebrado entre o Iphan e a Prefeitura de Iguape. A licitação para a  restauração teve como vencedora a empresa Companhia de Restauro , com o valor global de R$ 1.866.257,04 .  As fotos são do dia 19 de fevereiro de 2015.

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Cursos gratuitos de animação cinematográfica e teatro acontecem na Oficina Cultural Gerson de Abreu, em Iguape/SP

A oficina explora os princípios básicos da animação cinematográfica, a partir da gravação de imagens quadro a quadro e da construção de brinquedos de ilusão de óptica, que possibilitam dar movimento a imagens fixas.

Os participantes conhecerão a técnica de stop motion (simulação de movimento por meio da disposição sequencial de diferentes fotos de um mesmo objeto inanimado) e o zootrópio (brinquedo arcaico no qual figuras no lado interior de um cilindro girante, olhadas através de fendas na sua circunferência, aparecem como uma única forma animada).

Cineasta e fotógrafo, Ralph Friedericks é formado em Publicidade e Criação pelo Mackenzie. Na França, estudou roteiro no Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual de Paris e fotografia com Michel Pourny. Trabalha em São Paulo como diretor, produtor e fotógrafo da Matiz Filmes e Produções; faz parte da equipe das oficinas do Ponto MIS de São Paulo.

Coordenação: Ralph Friedericks 6 e 7/2 – sexta-feira e sábado – 14h às 18h Público: crianças a partir de 7 anos Inscrições: 13/1 a 5/2 Seleção: primeiros inscritos 20 vagas

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OFICINA DE VIVÊNCIA TEATRAL GRATUITA COM CERTIFICADO.

A oficina apresenta, de forma prática, todas as etapas do processo de elaboração de uma montagem teatral, abordando: trabalho corporal e vocal, exercícios de respiração, técnicas de atuação, improvisação, criação de personagens, figurino e sonoplastia. Ao final, os participantes apresentarão esquetes desenvolvidos no decorrer dos encontros.

Roni Márcia Muniz é atriz, produtora, assistente de direção e figurinista teatral. Formou-se em cursos no Teatro Barracão, em Curitiba, e no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Entre outros espetáculos, produziu e atuou em “No Reino da Magia Eterna” e “O Despertar da Primavera”, este com o Grupo Caixa Preta de Teatro.

Coordenação: Roni Márcia Muniz 28/1 a 11/3 – quartas – 18:30h às 21:30h Público: interessados a partir de 12 anos Inscrições: 13 a 28/1 Seleção: primeiros inscritos 25 vagas

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Iguape/SP recebe a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste” na Casa do Patrimônio

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Iguape, cidade situada no Vale do rio Ribeira, no litoral sul paulista a cerca de 200 km da capital São Paulo,  recebe a partir de hoje (9) , a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste”. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

A exposição fotográfica é o resultado do trabalho realizado entre os detentores do saber e o IPHAN dentro das ações que são desenvolvidas no estado de São Paulo.

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, Festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:
Exposição fotográfica Jongo no Sudeste – SP
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira
Endereço : Rua 15 de Novembro 218 – Centro Histórico – Iguape/SP
Período: 9 de outubro a 8 de novembro

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Reunião técnica do IPHAN em Iguape/SP apresenta projeto de restauração do “Sobrado dos Toledos” à Mitra Diocesana

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Uma reunião técnica promovida pela Superintendência do Iphan em São Paulo, ocorrida na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP apresentou para os representantes da Mitra Diocesana de Registro, e técnicos da Superintendência  o projeto de restauração e novo uso do prédio “Sobrado dos Toledos” , de propriedade da Igreja Católica .
A apresentação ficou a cargo da arquiteta Milena Migoto, coordenadora do projeto de restauro desenvolvido pela empresa Atempo Preservação e Restauro , vencedora da licitação. ” O maior desafio foi associar as necessidades de restauração ao novo uso do imóvel e transformá-lo em um espaço multiuso abrigando desde o atendimento aos romeiros durante os festejos a Bom Jesus de Iguape, a palestras e eventos culturais durante o restante do ano” – disse Migoto.
Para a Superintendente do Iphan em São Paulo, arquiteta Anna Beatriz Ayroza Galvão ” o projeto do Sobrado dos Toledos é mais um presente que o Ministério da Cultura, através do Iphan em São Paulo oferece à nossa querida Iguape. Representa um passo decisivo para que se iniciem as tão esperadas obras de restauração dessa casa, desse marco monumental da cidade “
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Segundo o advogado Fellipe Fortes, representante da Mitra Diocesana em todas as tratativas envolvendo a recuperação do prédio, ““a restauração do Sobrado dos Toledos, não representa apenas a preservação do Patrimônio Histórico, mas também um passo ao futuro com a criação da “Casa do Romeiro”, cujo fim é acolher os devotos do Bom Jesus”
Para o Pe. Jaime Marcelo Maria Gato, ” é um sonho se realizando. Hoje participei da apresentação do projeto do Prédio do Toledo conhecido em Iguape como Prédio do Santo, só tenho em agradecer ao Ministério da Cultura e o IPHAN de São Paulo, junto com a Paróquia de N. Sra das Neves de Iguape, pelo grande presente que estarão dando a toda população Iguapense, a restauração do prédio do Santo, tornando assim um sonho realizado para todos nós e principalmente para a historia viva de nossa querida cidade a Princesa do Litoral (Iguape). “

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O  prédio foi construído na primeira metade do século XIX por José Carlos de Toledo, um dos homens mais ricos do seu tempo, mas que morreu empobrecido. Após, foi confiscado pela Justiça e em 1879, os herdeiros adquiriram o sobrado do Juízo Municipal de Iguape.  Em 1931, devotos do Bom Jesus, os herdeiros doaram o prédio ao Santuário de Iguape para que abrigasse romeiros pobres durante as festividades do padroeiro, que hoje é conhecida como a segunda maior festa religiosa do estado de São Paulo. Nesta época o prédio era conhecido como “Sobrado do Santo”. Depois de alguns anos, foi dividido e alugado a diversos empreendimentos locais, como clubes, bares, associações e até um cine teatro.

Oficina de Pintura a Cal é destaque na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape / SP

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Uma Oficina de Pintura a Cal vai agitar a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nos próximos dias.

A oficina está agendada para o dia 25 de setembro (quinta-feira), e tratará de temas como o Ciclo da Cal e Exemplos da utilização da cal em diversas partes do mundo.

Também haverá a parte prática, com a queima e pigmentação com materiais inorgânicos e uma criação de paleta de cores para orientar os participantes.

A oficina será ministrada pelo conservador e restaurador Toninho Sarasá , com monitoria de Adriano Augusto Rocha .

As inscrições gratuitas estão sendo feitas pelo telefone (13) 3841 55 03 ou diretamente na Casa do Patrimônio, rua 15 de Novembro, 218 – Centro Histórico de Iguape.

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Capoeira : Grupo Nosso Senhor do Bomfim realiza Torneio em Cananéia/SP

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Neste fim de semana, foi realizado o IV Torneio Interno de Capoeira, do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bomfim com capoeiristas das cidades do Vale do Ribeira ( Cananéia, Iguape, Registro, Cajati,Eldorado e Pariquera-Açu) além de Curitiba e São Paulo. Mais de 100 praticantes abrilhantaram o Torneio que aconteceu no Ginásio Mario Covas, em Cananéia/SP.

O Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Filhos de Cananéia desenvolvem um trabalho na cidade de Cananéia há mais de 15 anos, onde além de ensinar a arte da Capoeira, incluem em suas aulas: ritmos e danças, entre elas Maculelê, Puxada de Rede, Dança do Coco, Maracatu, Samba de Roda, entre outras divulgando sempre a Cultura Tradicional Brasileira.

Encerra a maior festa religiosa do Vale do Ribeira, a Festa do Senhor Bom Jesus de Iguape

A  segunda maior festa religiosa do Estado de São Paulo teve início na segunda-feira (28/7). No período,  as comemorações em louvor ao Senhor Bom Jesus de Iguape trouxeram milhares de romeiros ao município. A tradicional Festa do Bom Jesus encerrou nesta quarta (6/8), com uma grande programação religiosa, incluindo procissões e novenas.

foto: B.Bertagna

foto: B.Bertagna

Como em todos os anos, a basílica ficou lotada de devotos do Senhor Bom Jesus, a praça também foi tomada por fiéis que assistiram às duas missas campais realizadas pelo Bispo Dom José Luiz Bertanha da Diocese de Registro.  Entre os principais temas da novena estavam: a espiritualidade cristã na família, crianças missionárias caminham para o Senhor Bom Jesus e romeiros na caminhada de fé pela vida.

Na terça-feira (5), a programação religiosa começou às 05h00 com o repique de sinos anunciando a Festa de Nossa Senhora das Neves, Padroeira da Paróquia, às 17h00 como de costume a praça foi tomada por devotos que seguiram em procissão pelas ruas do município.

No dia 6 de agosto, dia do Senhor Bom Jesus de Iguape, e um dos dias mais esperados por romeiros e turistas, a programação também foi completa, com missa campal, missa pelos doentes e a tradicional procissão em honra ao Senhor Bom Jesus, a Praça da Basílica se transformou em um verdadeiro mar de gente, e até mesmo aqueles que sempre participam das comemorações se surpreenderam com a quantidade de pessoas que caminhavam seguindo a imagem, encerrando a programação religiosa às 20h30 foi realizada a missa de despedida dos romeiros e às 22h00 a tradicional queima de fogos.

De acordo com o Departamento de Turismo do município somente no dia 06 aproximadamente 40 mil pessoas passaram pela Praça da Basílica. Até domingo (10), a expectativa é de que cerca de 200 mil turistas e romeiros passem pelo município.

fotos: iguape.sp.gov.br

fonte : Prefeitura de Iguape