Sarau da AAPCI acontece no Espaço Cultural Princesa do Litoral, em Iguape/SP

A AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape realizou com sucesso nesta sexta (27) no Espaço Cultural Princesa do Litoral“, sede do projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” mais uma edição , a 20ª, do seu tradicional Sarau Poético, Literário e Cultural.

Desta vez a escritora e artista plástica Fernanda Castanho lançou seu mais recente trabalho, o livro de ilustrações e poesias “Por Dentro”.

Fotos de Celso Margraf

 

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Artesãos de Iguape aprendem a utilizar marketing nas atividades

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Uma oficina de Planejamento Estratégico, Operacional e de Marketing realizada durante o mês de julho mostra aos artesãos do Vale do Ribeira como algumas ações podem agregar valor aos respectivos produtos. A iniciativa faz parte do projeto Gerando Renda, Motivando Cidadãos, patrocinado pela Petrobras e coordenado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI).

A entidade conta com 30 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato. Contemplado na Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto prevê oficinas de capacitação e a criação de uma rede que integra pessoas envolvidas na produção, venda, troca e compra de produtos e serviços.

“Existe valor agregado nos produtos elaborados pelos artesãos. Vamos abordar os desafios que o negócio do artesanato tem enfrentado e a partir da teoria buscar aplicações práticas que ajudem a fomentar a geração de renda”, esclarece Rafael Riol, publicitário convidado da AAPCI para ministrar a oficina, com total de 16 horas divididas em duas sessões, uma por semana.

A proposta visa estabelecer o diálogo e a troca de experiências durante os encontros. “O artesão tem a vida prática, a trajetória pessoal e a ideia do produto. Algumas pessoas contam que fazem o seu artesanato por causa da história familiar. Estas vivências têm de ser levadas em conta para traçar uma estratégia de marketing”, ressalta Rafael.  Além são expostos produtos caseiros na loja da AAPCI de outros grupos de artesãos, como indígenas, músicos, escritores, instrutores de capoeira, maracatu e percussão.

Cada associado trará ideias que podem ser incluídas nas etiquetas dos produtos, respeitando a identidade e a relação pessoal do artesão com o tipo de atividade que desenvolve. “Eu faço um trabalho com crianças e adolescentes voltado à capoeira, com percussão. Podemos utilizar o ritmo e os tambores brasileiros como estratégias de marketing e dar visibilidade às ações. Aprendemos como vender o produto de forma correta”, relata Fábio Luis Gonçalves, músico e professor de capoeira, participante do projeto.

Veja Também: Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

 

Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

Nas avaliações de sua idealizadora e coordenadora, e nas impressões de uma artesã participante, o projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), tem um primeiro balanço de suas atividades e apresenta suas expectativas para o futuro.

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Oficinas: do design à divulgação pela internet

Após dois meses de atividades, Anísia Lourenço, coordenadora do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), lançado no mês de abril, fala sobre as expectativas e os resultados esperados para o primeiro ano do projeto.

A adequação do projeto: “Desde o primeiro momento em que li o edital de seleção de projetos socioambientais da Petrobras”, conta Anísia, “logo pensei: ‘Esse projeto tem tudo haver com a nossa realidade e tive a certeza que, se contemplados, poderíamos suprir algumas deficiências e dificuldades que vínhamos tendo ao longo desses 10 anos desde a fundação da AAPCI’. Na elaboração do projeto, dividi as atividades por semestre, considerando objetivos específicos em cada semestre, e também projetei alcançar um objetivo comum dentro do grupo, que é o de conseguir visibilidade das ações e atividades que desenvolvemos na AAPCI, tanto na cidade quanto fora dela.”

Os primeiros resultados: “Nesse primeiro semestre”, continua Anísia, “idealizamos palestras e oficinas que pudessem contribuir e facilitar nosso trabalho dentro da entidade. A AAPCI é formada por artesãos e produtores caseiros que na sua grande maioria não tem formação técnica. Aprendemos e desenvolvemos algumas tecnologias sociais para o bom andamento da entidade e o sucesso de vendas na loja. Hoje somos referência no Vale do Ribeira pela autogestão da loja da AAPCI. No entanto, na parte administrativa, contábil, marketing, no atendimento ao cliente, no visual da loja, dos artesanatos e produtos, na elaboração de projetos e de plano de trabalho para alcançar a sustentabilidade da entidade, ainda não avançamos tanto quanto queríamos, e sentimos a necessidade de capacitação em cada uma dessas áreas.”

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Anísia: “Evoluir, experimentando e realizando”

Divulgação e visibilidade: “No segundo semestre”, diz Anísia, “vamos trabalhar na divulgação e na visibilidade dos nossos produtos, promovendo oficinas de fotografia, com a edição de um vídeo das nossas atividades e a criação de web design para a divulgação pela internet. Queremos promover o que produzimos na AAPCI de forma mais profissional, com uma boa apresentação, exposição pela internet, buscando alcançar novos mercados. Até o fim deste primeiro ano, vamos contratar profissionais para a produção do nosso primeiro catálogo, que será tanto impresso quanto virtual. A divulgação desse catálogo irá aumentar a autoestima e a valorização dos associados, bem como a visibilidade dos nossos produtos e da entidade.”

Metas alcançadas e envolvimento: “Estou muito feliz com o retorno positivo que estamos tendo dos nossos associados, que têm participado intensamente das atividades”, observa Anísia. “Nas oficinas e palestras, além dos associados, atendemos também parceiros e outros artesãos da cidade de Ilha Comprida que já conhecemos há muitos anos e que têm a mesma dificuldade para se capacitar como nós. O envolvimento de todos nas atividades tem superado a meta que era atingir 50% dos associados. Acho que eles ficaram sensibilizados com a oportunidade que estão tendo com o projeto.”

Dificuldades e sua superação: “A maior dificuldade que encontramos”, diz Anísia,” é a distância dos bairros da zona rural onde moram muitos dos associados e o custo que têm para vir ao centro da cidade para participar das atividades. Procuramos dividir todas as oficinas em dois horários, o que facilitou a participação de todos, mas infelizmente não coloquei no projeto as despesas com o deslocamento dos associados e por isso estamos com dificuldades de fazer com que todos participem.” Ela acredita na superação dessas dificuldades: “Nesses dez anos da AAPCI, tudo que aprendemos e evoluímos na entidade foi experimentando e realizando e assim vamos descobrindo a melhor forma de trabalhar.”

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Thelma: “Adorei: as oficinas têm sido muito úteis”

Assídua às oficinas, Thelma Araújo, artesã associada da AAPCI, comenta sobre sua participação no projeto.

Um benefício para os artesãos: “Estou achando esse projeto com a Petrobras fantástico!”, diz Thelma. “Trabalho com entalhe em madeira e estou na associação há alguns anos. Aqui na cidade de Iguape, nunca vi um projeto desta dimensão. O projeto não está apenas favorecendo nós artesãos, mas também a cidade. Foi um presente!”

Uma nova compreensão da realidade: “Estou encantada com as oficinas que estão acontecendo”, observa Thelma. “A oficina de gestão administrativa e contábil está sendo boa porque a maioria dos associados não tinha noção do que é uma associação, bem como sobre o conceito de economia solidária. Aqui na associação a gente já fazia este tipo de trabalho solidário, mas algumas pessoas mais antigas ainda não tinham essa compreensão.”

Os resultados já estão aparecendo: “As oficinas têm sido muito úteis para nós”, diz Thelma. “Principalmente a de design de artesanato, ajudou a melhorar a nossa loja, que estava sempre num mesmo patamar. Com as ideias sugeridas pela designer Heloisa Paschon, o espaço ficou melhor não só para a gente, mas também para os clientes. A disposição dos produtos ficou mais ampla e o visual bem melhor. Eu gostei muito da Helô, porque ela é jovem e o jovem tem uma cabeça mais aberta e avançada, com outra visão. Achei as suas sugestões maravilhosas e úteis. Eu já tinha algumas ideias, mas essa oficina veio acrescentar e abrilhantar mais o meu trabalho, o meu conhecimento. Eu adorei!”

O projeto Gerando renda, motivando cidadãos é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.

Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” capacita os artesãos de Iguape

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Em continuidade ao projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, iniciou-se em maio, o primeiro módulo da Oficina de Gestão Administrativa e Contábil, conduzida por Anísia Ricardo Lourenço, coordenadora do projeto. A oficina, ministrada em dois horários, no período da tarde e da noite, será realizada em quatro aulas, com 16 horas no total, tendo como objetivo a capacitação dos associados para a autogestão da entidade e da loja da AAPCI.

Anísia Lourenço ressalta a importância e abrangência dessa oficina: “No decorrer dos anos, muitas pessoas ingressaram na associação sem sequer saber o que é associativismo e a grande maioria  dessas pessoas visava apenas um espaço de venda para seus artesanatos. Elas não se preocupavam em se inteirar e engajar nas atividades da associação, vendo a AAPCI como uma entidade que promove o espaço de comercialização do artesanato. Agora que temos recursos, com esse projeto, a ideia é que todos os nossos associados, atualmente 30 no total, entendam o que é uma associação, qual sua finalidade e qual seu papel no terceiro setor. Assim, poderemos explicar aos novos associados o que é associativismo. Para quem já sabe, essa oficina é uma reciclagem e para quem não sabe, um aprendizado. Na primeira parte da oficina, vamos falar sobre o estatuto, analisar seu conteúdo, entendê-lo e decidir juntos sobre o que interessa e o que queremos mudar. Depois, na segunda parte falaremos sobre o regimento interno, suas alterações e adequações”.

A sócia fundadora Marly Nishidate complementa: “Essa oficina é muito importante porque desde o início nós tivemos muitos problemas com a administração e a contabilidade da associação. Na verdade, a parte contábil e administrativa sempre foi um problema e ficava a cargo do presidente ou de algum associado que se disponibilizasse.  As pessoas não tinham conhecimento de como proceder. Hoje, a oficina de Gestão Administrativa e Contábil está sendo importante porque vai nos mostrar como funciona esta área administrativa e contábil da associação, que não é fácil”.

Ainda neste mês de maio, paralelamente à oficina de Gestão Administrativa e Contábil, aconteceram também mais  atividades:

  • No dia 19, às 17 horas, na sede do projeto, à Rua XV de novembro, 131, Centro: Palestra sobre Economia Solidária, ministrada por Rosana Rocha;
  • No dia 20 , na loja da AAPCI: Oficina de Design para o artesanato – módulo II, ministrada por Heloísa Paschon. Esta atividade se repetirá no dia 27

Neste primeiro ano do projeto, as oficinas e palestras estarão focadas especialmente na capacitação administrativa, contábil e profissionalizante dos artesãos e produtores caseiros da Associação.

O projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.oficinagestaoadministrativa+0705

Artesãos aprendem novas técnicas de produção e de design em Iguape/SP

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Vinte e cinco pessoas participaram do primeiro módulo da Oficina de Design para o artesanato, realizado na última quarta-feira, dia 15, em Iguape, no prédio da sede do Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, patrocinado pela Petrobras.

A designer de moda Heloisa Paschon, graduada pela Faculdade Senac de São Paulo, iniciou a oficina propondo uma reflexão sobre o espaço onde funciona a loja da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI, sobre sua fachada, sobre como estão disponibilizados os artesanatos dentro do lugar e, ainda, sobre possíveis formas de se montar um espaço de modo a atrair maior público. Falou também a respeito de novas ideias de produção de peças e como melhorar as já existentes.
Nesta primeira oficina, Heloisa compartilhou algumas fotografias com os artesãos que mostravam diversas possibilidades para se montar uma loja (vitrinismo), bem como formas de disposição dos produtos para venda, entre outras relevantes dicas.
“O espaço da loja da AAPCI é muito bonito e a localização é privilegiada, mas é sempre importante apresentar novidades, buscando valorizar e demonstrar em cada peça a identidade cultural do artesanato local e o seu valor agregado”, afirmou a designer.
LOGO APA Oficina de Design para o artesanato terá ainda outros dois módulos, em maio e junho respectivamente, e as vagas são disponíveis, neste momento, apenas aos associados. No mês de maio a proposta da design é trabalhar o produto (artesanato), sua apresentação dentro da loja, nas mesas e estantes onde ficam expostos para venda e buscar novas formas de compor os ambientes para que se tornem ainda mais atrativos. A partir de junho, a atividade será mais especifica, por categoria de produto, com dicas de novidades para a produção do artesanato em si. Na ocasião, outra profissional da área de design também contribuirá com o processo.

“Aqui na região do Vale do Ribeira é muito difícil conseguirmos encontrar um profissional da área de design para nos orientar sobre a montagem do espaço de vendas e apresentar ideias para se trabalhar com a matéria-prima e, assim, desenvolver novas peças de artesanato”, comentou Cleide de Morais Carneiro, presidente da entidade, satisfeita com o resultado do primeiro módulo.