Reunião de Salvaguarda do Fandango acontece neste fim de semana na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape / SP

foto: Osvaldo Capetta/paranagua.pr.gov.br

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango, manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e região de Paranaguá. As rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

O Fandango Caiçara foi patrimonializado pelo Iphan em novembro de 2012.  Se insere neste bem cultural um vasto repertório de saberes e fazeres que forma o mosaico das expressões fandangueiras, desenhado, em diferentes territórios e territorialidades, do litoral norte do Paraná ao litoral sul de São Paulo.

O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , através das Superintendências em São Paulo e Paraná, juntamente com o DPI: Departamento de Patrimônio Imaterial, assumindo o compromisso e trabalhando na salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial , realizou neste sábado (26), na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP, a segunda reunião de articulação entre a instituição, fandangueiros e parceiros.

O Fandango Caiçara compõe um universo cultural complexo, articula relações de parentesco, compadrio, trabalho e amizade, promovendo também a circulação de conhecimentos. É na estrutura poético-musical de seus versos, na sonoridade de seus instrumentos, movimentos e gestualidades específicas de suas danças que o fandango “bate o pé” e permanece entre as variadas práticas caiçaras.

Entrecortando relações marcadas por essa identidade, o fandango, em suas afinações, acordes e timbres forma um universo musical específico, transitando pela fé, festa e trabalho. Neste contexto, os bons bailes de fandango, marcados pela fartura de comida e bebida, eram, nesse sistema, o “pagamento” oferecido pelos donos das casas beneficiadas pelo dia de trabalho realizado pela comunidade. A sala com chão de madeira era a única exigência para a realização dos bailes, que além de uma função produtiva, facilitava e estreitava os laços sociais entre os vizinhos, permitindo a troca de informações e, muitas vezes, facilitando namoros e casamentos.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira

Sob a melodia de violas e rabecas a memória caiçara se atualiza e ganha continuidade entre a juventude que sempre se faz presente. Quando acontece o fandango é momento de troca e diálogos intergeracionais, e afirma-se aí a dinâmica que envolve as manifestações culturais populares.

Na pauta desse Encontro, foi feita a apresentação dos encaminhamentos da I Reunião, uma breve avaliação das ações realizadas e a apresentação do Projeto “Artesanias Caiçaras”.

Foi realizado um replanejamento das ações previstas e não realizadas, bem como se discutiu as ações preparatórias do III Encontro do Fandango.

Estavam presentes na reunião de Salvaguarda do Fandango representantes do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, servidores da Superintendência do Iphan em São Paulo e Paraná bem como líderes comunitários e fandangueiros dos dois estados, PR e SP.

Roda de Conversa sobre Fandango acontece na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

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foto:B.Bertagna

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango Paulista ! Manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e que integra a Mostra Revelando São Paulo. A rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

Na Roda de Conversa os Fandangueiros mostram suas vivências, que são aprendidas e transmitidas com a convivência de gerações distintas. Durante o diálogo, os mestres falam da beleza da dança e como ela se tornou tradicional nos litorais sul e norte, bem como no interior Sul de São Paulo.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira.

Na Roda de Conversa realizada nesta sexta-feira à tarde houve a predominância de jovens fandangueiros que já começam a sua carreira, trocando experiências com os mais antigos caiçaras, e integrando-se nesta manifestação folclórica das mais ricas de São Paulo.