Aulas de capoeira, maracatu e percussão vêm transformando a vida de crianças e adolescentes de Iguape

Por Eliana Rocha

grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim e os grupos de maracatu Princesa do Litoral e Batukbeça, em parceria com a Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), oferecem às crianças e jovens aulas gratuitas de capoeira, maracatu e percussão.
As atividades acontecem há cinco meses em um sobrado denominado Espaço Cultural Princesa do Litoral. O prédio, localizado na Rua XV de Novembro, 131, no Centro Histórico de Iguape, foi cedido pela Fundação Brasileira para Conservação da Natureza (FBCN), do Rio de Janeiro, à AAPCI para a realização das oficinas e palestras do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, que é coordenado e executado pela AAPCI com o patrocínio da Petrobras.

A parceria da AAPCI com o grupo de capoeira e maracatu começou em 2010 com o projeto “Ponto de Cultura” e, desde então, a AAPCI busca apoiar as atividades que o professor Caio Colaço desenvolve na cidade.

Fortalecimento do coletivo e apoio às atividades culturais

Anísia Lourenço, associada da AAPCI e coordenadora do projeto Gerando, renda motivando cidadãos, fala sobre a parceria: “A parceria com a FBCN, para o uso do sobrado, nos possibilitou ampliar as atividades já realizadas, além de conseguirmos mais um parceiro para o Coletivo, o percussionista iguapense Fabio ‘Cabeça’, que, juntamente com o Caio Colaço, desenvolvem projetos sociais para crianças e jovens por meio da capoeira, do maracatu e dos ritmos afro-brasileiros”, explica. “O objetivo da AAPCI, com essas parcerias, é buscar o fortalecimento dos laços entre os grupos que trabalham com cultura em Iguape e disponibilizar o Espaço Cultural Princesa do Litoral para atividades de grupos, músicos e artistas da nossa cidade que não têm um espaço próprio e que encontram muita dificuldade para realizar suas atividades culturais e artísticas”, finaliza Anísia.
Além das aulas de capoeira, maracatu e percussão, que acontecem todos os dias no Espaço Cultural Princesa do Litoral, a AAPCI promove também no local as oficinas e palestras de capacitação dos artesãos e parceiros e o “Sarau Literário”.

Capoeira : história, cultura e esporte

Caio Inocêncio Colaço, há dezesseis anos, desenvolve um trabalho social com crianças e jovens, ensinando a história, a cultura e a prática esportiva da capoeira e do maracatu. Após formar-se professor de capoeira no final de 2013, pelo grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim com o mestre Reginaldo Santana, hoje Caio representa o grupo em Iguape. “Em minhas aulas procuro mostrar os benefícios da capoeira tanto para a saúde como também para o desenvolvimento pessoal”, conta Caio. “Atualmente, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural e tem todo um conteúdo histórico, cultural, educacional e esportivo, sendo, inclusive, adotada como matéria em algumas escolas”, continua. “Eu trabalho com crianças e jovens a partir dos 7 anos até adultos e ensino desde a forma como a capoeira começou no Brasil com o mestre Pastinha, que foi o primeiro a ter contato com a capoeira de Angola na Bahia e a divulgou por todo o país e também, com a capoeira contemporânea, que é a forma como a ensinamos hoje, assim os alunos podem escolher como vão querer trabalhar com a capoeira, seja em competições esportivas, seja em apresentações culturais. E, em paralelo às oficinas de capoeira, também realizo as oficinas de maracatu com o objetivo de preservar e ampliar o Grupo de Maracatu Princesa do Litoral”, finaliza Caio.

Transformação pessoal pela percussão e ritmos brasileiros

O músico e percussionista Fábio Luís Gonçalves, conhecido carinhosamente por “Cabeça”, ministra no mesmo local aulas de percussão e ritmos afro-brasileiros. Formado em música e expressão corporal, Fábio “Cabeça” começou seus estudos na banda municipal Aquilino Jarbas de Carvalho e, no decorrer de quase vinte anos de carreira na área musical, viajou com bandas e grupos musicais pelo norte e nordeste do Brasil e para a América Latina; fez teatro infantil e, em Curitiba, trabalhou em uma organização não governamental dando aulas de percussão para crianças e adolescentes, além de estrangeiros. “Nas minhas aulas de percussão o meu objetivo não é apenas formar músicos percussionistas, mas também mostrar a qualidade de vida que a música proporciona”, fala Fábio. “Quando se toca um instrumento, um tambor, por exemplo, a percussão, os ritmos e a expressão corporal trabalham também a parte emocional, como a timidez e problemas de coordenação, e as técnicas que ensino desenvolvem tanto a parte física quanto a emocional”, explica. “Às vezes, alguns alunos começam as aulas com medo, com ansiedade, com problemas de respiração ou até mesmo com pânico, mas com algumas técnicas de respiração o problema acaba. É muito gratificante perceber que estamos fazendo um bem para o aluno por meio da música. É realmente uma transformação pessoal!”, diz Fábio.

Novos Projetos

Empolgados com a parceria e o espaço cedido pela AAPCI, os jovens professores, Caio e Fábio, têm alguns projetos em vista: “A nossa parceria com a AAPCI na utilização do Espaço Cultural Princesa do Litoral tem sido muito boa para nós, pois estamos fazendo um trabalho maravilhoso na parte cultural”, diz Fábio. “Agora, o Caio e eu vamos trabalhar com o fandango e o congo, buscando desenvolver um projeto de resgate dos ritmos caiçaras e levar a capoeira e os ritmos brasileiros para as escolas”, fala. “Nós só temos a agradecer à AAPCI por esta oportunidade”, finaliza Fábio.

As aulas no Espaço Cultural Princesa do Litoral acontecem de segunda a sábado, das 10h30 às 12 horas e das 14h30 às 17 horas, e atendem a crianças e jovens com idade a partir dos 7 anos. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (13) 99792-9752 com Fábio “Cabeça” e com o Caio no (13) 99673-3140.

Projeto Gerando renda, motivando cidadãos
Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI
cel.: 13 98157-9527

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AAPCI realiza oficina sobre sustentabilidade em Iguape/SP

marli&jenny_sustentabilidadeEm continuidade as atividades previstas no projeto Gerando renda, motivando cidadãos, realizado pela AAPCI (Associação dos Artesãos Produtores Caseiros de Iguape) sob o patrocínio da Petrobras, aconteceu, nos dias 25 e 27 de agosto, a oficina sobre Sustentabilidade.

Com o objetivo de mostrar aos seus associados que o conceito de sustentabilidade tem um sentido muito mais abrangente do que o seu significado ambiental muito discutido atualmente, Marli Nishidate, ministrante da oficina sobre Sustentabilidade, explicou que a meta da AAPCI é se tornar sustentável economicamente, visando melhor gerenciamento e a promoção de seus associados e de seus produtos.

“Sustentabilidade para nós é um ente que necessita do apoio de todos”: “A oficina foi dividida em uma parte teórica e outra parte de discussão de metas e meios para alcançar a curto e médio prazo alguns resultados de sustentabilidade para a associação”, conta Marli. “Ressaltamos que a participação de todos os associados é fundamental para atingir os resultados que queremos e a expectativa com a oficina foi grande, pois uma melhor compreensão do significado de sustentabilidade é que vai nos ajudar no gerenciamento da associação”, continua. “Os associados colaboraram muito, identificando algumas ações urgentes que serão realizadas ainda neste segundo semestre de 2015”, explica. “Para AAPCI a sustentabilidade tem a conotação de um ente que necessita do apoio de todos, no qual a sustentação está nos associados e na sua participação nas atividades propostas pela entidade”, finaliza Marli.

“Iguape é uma cidade encantadora e emocionante!”: Maria Jenny Pierrot Alves, artista plástica recém chegada a Iguape, diz que desde que se associou à AAPCI, tem procurado adequar o seu trabalho com as características do local. “Eu acho interessante o artesanato apresentado aqui na AAPCI, pois são trabalhos do índio, do caiçara e da zona rural e eu, com os materiais que encontro na praia e nas ruas, como pedras e madeiras, busco fazer telas e outros artesanatos retratando as ruas e outros locais da cidade”, conta Jenny. “Acho Iguape uma cidade encantadora, na qual em cada canto, em cada espaço da cidade percebe-se a mão do escravo e das pessoas que trabalharam ali, percebe-se a força que tem. É emocionante!”, continua. “Aqui na associação dos artesãos, a AAPCI, eu encontrei um lugar que realmente valoriza tudo isto e na oficina sobre sustentabilidade eu pude sentir a vontade de interagir e unir cada vez mais os trinta associados num só objetivo que é o crescimento da AAPCI, buscando a valorização do trabalho de cada artesão e, principalmente, mostrar aos turistas e visitantes da cidade o quanto é importante o artesanato e a cultura local”, finaliza Jenny.

Artesãos de Iguape aprendem a utilizar marketing nas atividades

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Uma oficina de Planejamento Estratégico, Operacional e de Marketing realizada durante o mês de julho mostra aos artesãos do Vale do Ribeira como algumas ações podem agregar valor aos respectivos produtos. A iniciativa faz parte do projeto Gerando Renda, Motivando Cidadãos, patrocinado pela Petrobras e coordenado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI).

A entidade conta com 30 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato. Contemplado na Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto prevê oficinas de capacitação e a criação de uma rede que integra pessoas envolvidas na produção, venda, troca e compra de produtos e serviços.

“Existe valor agregado nos produtos elaborados pelos artesãos. Vamos abordar os desafios que o negócio do artesanato tem enfrentado e a partir da teoria buscar aplicações práticas que ajudem a fomentar a geração de renda”, esclarece Rafael Riol, publicitário convidado da AAPCI para ministrar a oficina, com total de 16 horas divididas em duas sessões, uma por semana.

A proposta visa estabelecer o diálogo e a troca de experiências durante os encontros. “O artesão tem a vida prática, a trajetória pessoal e a ideia do produto. Algumas pessoas contam que fazem o seu artesanato por causa da história familiar. Estas vivências têm de ser levadas em conta para traçar uma estratégia de marketing”, ressalta Rafael.  Além são expostos produtos caseiros na loja da AAPCI de outros grupos de artesãos, como indígenas, músicos, escritores, instrutores de capoeira, maracatu e percussão.

Cada associado trará ideias que podem ser incluídas nas etiquetas dos produtos, respeitando a identidade e a relação pessoal do artesão com o tipo de atividade que desenvolve. “Eu faço um trabalho com crianças e adolescentes voltado à capoeira, com percussão. Podemos utilizar o ritmo e os tambores brasileiros como estratégias de marketing e dar visibilidade às ações. Aprendemos como vender o produto de forma correta”, relata Fábio Luis Gonçalves, músico e professor de capoeira, participante do projeto.

Veja Também: Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

 

Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

Nas avaliações de sua idealizadora e coordenadora, e nas impressões de uma artesã participante, o projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), tem um primeiro balanço de suas atividades e apresenta suas expectativas para o futuro.

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Oficinas: do design à divulgação pela internet

Após dois meses de atividades, Anísia Lourenço, coordenadora do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), lançado no mês de abril, fala sobre as expectativas e os resultados esperados para o primeiro ano do projeto.

A adequação do projeto: “Desde o primeiro momento em que li o edital de seleção de projetos socioambientais da Petrobras”, conta Anísia, “logo pensei: ‘Esse projeto tem tudo haver com a nossa realidade e tive a certeza que, se contemplados, poderíamos suprir algumas deficiências e dificuldades que vínhamos tendo ao longo desses 10 anos desde a fundação da AAPCI’. Na elaboração do projeto, dividi as atividades por semestre, considerando objetivos específicos em cada semestre, e também projetei alcançar um objetivo comum dentro do grupo, que é o de conseguir visibilidade das ações e atividades que desenvolvemos na AAPCI, tanto na cidade quanto fora dela.”

Os primeiros resultados: “Nesse primeiro semestre”, continua Anísia, “idealizamos palestras e oficinas que pudessem contribuir e facilitar nosso trabalho dentro da entidade. A AAPCI é formada por artesãos e produtores caseiros que na sua grande maioria não tem formação técnica. Aprendemos e desenvolvemos algumas tecnologias sociais para o bom andamento da entidade e o sucesso de vendas na loja. Hoje somos referência no Vale do Ribeira pela autogestão da loja da AAPCI. No entanto, na parte administrativa, contábil, marketing, no atendimento ao cliente, no visual da loja, dos artesanatos e produtos, na elaboração de projetos e de plano de trabalho para alcançar a sustentabilidade da entidade, ainda não avançamos tanto quanto queríamos, e sentimos a necessidade de capacitação em cada uma dessas áreas.”

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Anísia: “Evoluir, experimentando e realizando”

Divulgação e visibilidade: “No segundo semestre”, diz Anísia, “vamos trabalhar na divulgação e na visibilidade dos nossos produtos, promovendo oficinas de fotografia, com a edição de um vídeo das nossas atividades e a criação de web design para a divulgação pela internet. Queremos promover o que produzimos na AAPCI de forma mais profissional, com uma boa apresentação, exposição pela internet, buscando alcançar novos mercados. Até o fim deste primeiro ano, vamos contratar profissionais para a produção do nosso primeiro catálogo, que será tanto impresso quanto virtual. A divulgação desse catálogo irá aumentar a autoestima e a valorização dos associados, bem como a visibilidade dos nossos produtos e da entidade.”

Metas alcançadas e envolvimento: “Estou muito feliz com o retorno positivo que estamos tendo dos nossos associados, que têm participado intensamente das atividades”, observa Anísia. “Nas oficinas e palestras, além dos associados, atendemos também parceiros e outros artesãos da cidade de Ilha Comprida que já conhecemos há muitos anos e que têm a mesma dificuldade para se capacitar como nós. O envolvimento de todos nas atividades tem superado a meta que era atingir 50% dos associados. Acho que eles ficaram sensibilizados com a oportunidade que estão tendo com o projeto.”

Dificuldades e sua superação: “A maior dificuldade que encontramos”, diz Anísia,” é a distância dos bairros da zona rural onde moram muitos dos associados e o custo que têm para vir ao centro da cidade para participar das atividades. Procuramos dividir todas as oficinas em dois horários, o que facilitou a participação de todos, mas infelizmente não coloquei no projeto as despesas com o deslocamento dos associados e por isso estamos com dificuldades de fazer com que todos participem.” Ela acredita na superação dessas dificuldades: “Nesses dez anos da AAPCI, tudo que aprendemos e evoluímos na entidade foi experimentando e realizando e assim vamos descobrindo a melhor forma de trabalhar.”

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Thelma: “Adorei: as oficinas têm sido muito úteis”

Assídua às oficinas, Thelma Araújo, artesã associada da AAPCI, comenta sobre sua participação no projeto.

Um benefício para os artesãos: “Estou achando esse projeto com a Petrobras fantástico!”, diz Thelma. “Trabalho com entalhe em madeira e estou na associação há alguns anos. Aqui na cidade de Iguape, nunca vi um projeto desta dimensão. O projeto não está apenas favorecendo nós artesãos, mas também a cidade. Foi um presente!”

Uma nova compreensão da realidade: “Estou encantada com as oficinas que estão acontecendo”, observa Thelma. “A oficina de gestão administrativa e contábil está sendo boa porque a maioria dos associados não tinha noção do que é uma associação, bem como sobre o conceito de economia solidária. Aqui na associação a gente já fazia este tipo de trabalho solidário, mas algumas pessoas mais antigas ainda não tinham essa compreensão.”

Os resultados já estão aparecendo: “As oficinas têm sido muito úteis para nós”, diz Thelma. “Principalmente a de design de artesanato, ajudou a melhorar a nossa loja, que estava sempre num mesmo patamar. Com as ideias sugeridas pela designer Heloisa Paschon, o espaço ficou melhor não só para a gente, mas também para os clientes. A disposição dos produtos ficou mais ampla e o visual bem melhor. Eu gostei muito da Helô, porque ela é jovem e o jovem tem uma cabeça mais aberta e avançada, com outra visão. Achei as suas sugestões maravilhosas e úteis. Eu já tinha algumas ideias, mas essa oficina veio acrescentar e abrilhantar mais o meu trabalho, o meu conhecimento. Eu adorei!”

O projeto Gerando renda, motivando cidadãos é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.

Artesãos aprendem novas técnicas de produção e de design em Iguape/SP

ARTES

Vinte e cinco pessoas participaram do primeiro módulo da Oficina de Design para o artesanato, realizado na última quarta-feira, dia 15, em Iguape, no prédio da sede do Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, patrocinado pela Petrobras.

A designer de moda Heloisa Paschon, graduada pela Faculdade Senac de São Paulo, iniciou a oficina propondo uma reflexão sobre o espaço onde funciona a loja da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI, sobre sua fachada, sobre como estão disponibilizados os artesanatos dentro do lugar e, ainda, sobre possíveis formas de se montar um espaço de modo a atrair maior público. Falou também a respeito de novas ideias de produção de peças e como melhorar as já existentes.
Nesta primeira oficina, Heloisa compartilhou algumas fotografias com os artesãos que mostravam diversas possibilidades para se montar uma loja (vitrinismo), bem como formas de disposição dos produtos para venda, entre outras relevantes dicas.
“O espaço da loja da AAPCI é muito bonito e a localização é privilegiada, mas é sempre importante apresentar novidades, buscando valorizar e demonstrar em cada peça a identidade cultural do artesanato local e o seu valor agregado”, afirmou a designer.
LOGO APA Oficina de Design para o artesanato terá ainda outros dois módulos, em maio e junho respectivamente, e as vagas são disponíveis, neste momento, apenas aos associados. No mês de maio a proposta da design é trabalhar o produto (artesanato), sua apresentação dentro da loja, nas mesas e estantes onde ficam expostos para venda e buscar novas formas de compor os ambientes para que se tornem ainda mais atrativos. A partir de junho, a atividade será mais especifica, por categoria de produto, com dicas de novidades para a produção do artesanato em si. Na ocasião, outra profissional da área de design também contribuirá com o processo.

“Aqui na região do Vale do Ribeira é muito difícil conseguirmos encontrar um profissional da área de design para nos orientar sobre a montagem do espaço de vendas e apresentar ideias para se trabalhar com a matéria-prima e, assim, desenvolver novas peças de artesanato”, comentou Cleide de Morais Carneiro, presidente da entidade, satisfeita com o resultado do primeiro módulo.