Arqueologia: abertas as inscrições para o Prêmio Luiz de Castro Faria – Edição 2019

Com o objetivo de valorizar a pesquisa acadêmica sobre o Patrimônio Arqueológico Brasileiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu as inscrições para a edição do Prêmio Luiz de Castro Faria – 2019. Podem participar brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no Brasil, que concorrerão a prêmios de RS 7 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do Iphan http://portal.iphan.gov.br/
Os trabalhos poderão ser inscritos, até o dia 05 de agosto de 2019, nas seguintes categorias:
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.
Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/ CAPES) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.
Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/CAPES) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.
Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro.
Nesta categoria serão contemplados dois trabalhos e poderão concorrer estudantes de Arqueologia e áreas afins, profissionais de arqueologia e áreas afins.

Premiação: R$ 7 mil para cada artigo vencedor.

Casa do Patrimônio Vale do Ribeira realiza palestra de Educação Patrimonial em Arqueologia

Nesta sexta (26) a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira sediada em Iguape/SP recebeu um público formado pelos funcionários das obras de restauração do Paço Municipal e do Sobrado dos Toledos, realização do Iphan através do PAC Cidades Históricas e executada pela Projete Engenharia.

Em pauta uma palestra sobre Educação Patrimonial em Arqueologia, ministrada pelo corpo técnico da empresa Alhambra Arqueo Paisagem formada pelos Arqueólogos, Dr. Vagner Carvalheiro Porto, Ms. Wagner Magalhães, Dra. Juliana Figueira da Hora, Me. Elaine Alencastro.

Os operários e técnicos das duas obras receberam diversas informações sobre arqueologia, em especial sobre a cultura material resgatada durante as etapas de monitoramento arqueólogico .

O próximo passo será feito em laboratório com a curadoria e o estudo das peças coletadas.

Eu nasci dez mil anos atrás…

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”  Os primeiros habitantes pré-históricos da região hoje conhecida como o Estado de São Paulo estavam aqui um ou dois milhares de anos antes do que se imaginava – aproximadamente dez mil anos atrás, sem paródia à música de Raul Seixas—e eram um povo singular, com uma identidade aindaem construção. Estavam a meio caminho entre o homem do mar e o homem do mato. A rigor, não eram uma coisa nem outra, provavelmente um híbrido dos dois. Sua vida social emulava certos comportamentos de moradores do litoral, mas seus traços físicos lembravam, em alguns casos, os de habitantes do interior do Brasil. Eram talvez um reflexo da geografia que os abrigou: viviam geralmente próximos às margens dos cursos de água de uma zona de transição ambiental entre o planalto e a costa, o vale do rio Ribeira do Iguape, no sul do Estado de São Paulo, perto do Paraná. Os membros dessa cultura, que estavam distantes do mar algumas dezenas de quilômetros, enterravam seus mortos e os cobriam com uma grossa camada de conchas, legando para a posteridade um tipo de vestígio arqueológico conhecido como sambaqui, típico das populações da costa. ”

Artigo sobre arqueologia publicado na Revista Pesquisa FAPESP, de junho de 2005 mostra um crânio encontrado em sambaqui de rio no Vale do Ribeira.

Veja aqui o artigo completo de Marcos Pivetta, em PDF > Eu nasci há dez mil anos atrás… – Revista FAPESP