Oficinas de Culinária Tradicional Caiçara começam dia 16 de agosto, em Iguape / SP

foto: Myrian Teresa

Por Eliana Rocha

A OFICINA DE CULINÁRIA TRADICIONAL CAIÇARA, faz parte do ciclo de“Oficinas de Transmissão de Saber” do projeto Gerando renda, motivando cidadãos e será ministrada pela artesã Cleide de Moraes Carneiro.

A oficina é gratuita e será oferecida para até vinte pessoas, sendo duas turmas de dez, com quatro aulas por semana num total de 32 horas de aulas. Terá início no dia 16/08, nas terças e quartas-feiras uma turma e quintas e sextas-feiras outra turma, das 14 às 17 horas no CRAS do bairro do Rocio.

TRADIÇÃO FAMILIAR

Além de artesã e cofundadora da AAPCI, Cleide Carneiro também é apaixonada por culinária e aprendeu desde pequena, coma sua família, como preparar os deliciosos pratos caiçaras.

“Nós aumentamos o tempo das aulas, pois nós vamos fazer pratos elaborados na apresentação entre as alunas para que se conheçam entre si e depois vamos tomar um chá, onde pretendo falar sobre a história da culinária caiçara e o porquê da preservação esta tradição”, fala.

“Estes pratos tradicionais iguapenses, mais propriamente dito, foram se perdendo no decorrer do tempo e muitas pessoas não sabem fazer. Como por exemplo, a tainha recheada com frutos do mar, a moqueca de manjuba ou um arroz com marisco, o “lambe-lambe” como a gente fala. Hoje em dia não há mais esta transmissão de saber entre as famílias e quando vamos a um restaurante, na cidade, é difícil encontrar pratos com a nossa identidade”, conta Cleide.

“Dentro deste projeto de geração de renda é importante que as participantes, cuja a metade são de pessoas de renda vulnerável assistidas pelo CRAS, por meio do aprendizado,possam ter mais uma forma de geração de renda. Elas vão aprender estes pratos que não fazem parte do dia a dia delas e, inclusive, podem até trabalharem restaurantes. Eu pretendo em cada aula, na medida do possível, ensinar um prato diferente e explicar que na culinária tradicional caiçara não existe ouso de temperos industrializados, ressaltando a importância do uso de produtos orgânicos da feirinha ou mesmo, da própria horta”, finaliza Cleide.

OFICINA DE DOCES E COMPOTAS

Começa a partir do dia 20/08, a segunda turma da Oficina de Doces e Compotas, ministrada por Marli Yukiko Matsuo Nishidate.  As aulas serão todos os sábados das 9 às 13 horas no Programa “Escola da Família” no Colégio José Muniz Teixeira no bairro do Rocio.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: As inscrições para a Oficina de Pratos Tradicionais Caiçaras encontram-seabertas e os interessados devem procurar o Mercado de Artesanato e Cultura localizado na Avenida Princesa Isabel, 708 no Centro Histórico de Iguape -Telefone (13) 3841-1016.

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Sarau da AAPCI acontece no Espaço Cultural Princesa do Litoral, em Iguape/SP

A AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape realizou com sucesso nesta sexta (27) no Espaço Cultural Princesa do Litoral“, sede do projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” mais uma edição , a 20ª, do seu tradicional Sarau Poético, Literário e Cultural.

Desta vez a escritora e artista plástica Fernanda Castanho lançou seu mais recente trabalho, o livro de ilustrações e poesias “Por Dentro”.

Fotos de Celso Margraf

 

Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” capacita os artesãos de Iguape

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Em continuidade ao projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, iniciou-se em maio, o primeiro módulo da Oficina de Gestão Administrativa e Contábil, conduzida por Anísia Ricardo Lourenço, coordenadora do projeto. A oficina, ministrada em dois horários, no período da tarde e da noite, será realizada em quatro aulas, com 16 horas no total, tendo como objetivo a capacitação dos associados para a autogestão da entidade e da loja da AAPCI.

Anísia Lourenço ressalta a importância e abrangência dessa oficina: “No decorrer dos anos, muitas pessoas ingressaram na associação sem sequer saber o que é associativismo e a grande maioria  dessas pessoas visava apenas um espaço de venda para seus artesanatos. Elas não se preocupavam em se inteirar e engajar nas atividades da associação, vendo a AAPCI como uma entidade que promove o espaço de comercialização do artesanato. Agora que temos recursos, com esse projeto, a ideia é que todos os nossos associados, atualmente 30 no total, entendam o que é uma associação, qual sua finalidade e qual seu papel no terceiro setor. Assim, poderemos explicar aos novos associados o que é associativismo. Para quem já sabe, essa oficina é uma reciclagem e para quem não sabe, um aprendizado. Na primeira parte da oficina, vamos falar sobre o estatuto, analisar seu conteúdo, entendê-lo e decidir juntos sobre o que interessa e o que queremos mudar. Depois, na segunda parte falaremos sobre o regimento interno, suas alterações e adequações”.

A sócia fundadora Marly Nishidate complementa: “Essa oficina é muito importante porque desde o início nós tivemos muitos problemas com a administração e a contabilidade da associação. Na verdade, a parte contábil e administrativa sempre foi um problema e ficava a cargo do presidente ou de algum associado que se disponibilizasse.  As pessoas não tinham conhecimento de como proceder. Hoje, a oficina de Gestão Administrativa e Contábil está sendo importante porque vai nos mostrar como funciona esta área administrativa e contábil da associação, que não é fácil”.

Ainda neste mês de maio, paralelamente à oficina de Gestão Administrativa e Contábil, aconteceram também mais  atividades:

  • No dia 19, às 17 horas, na sede do projeto, à Rua XV de novembro, 131, Centro: Palestra sobre Economia Solidária, ministrada por Rosana Rocha;
  • No dia 20 , na loja da AAPCI: Oficina de Design para o artesanato – módulo II, ministrada por Heloísa Paschon. Esta atividade se repetirá no dia 27

Neste primeiro ano do projeto, as oficinas e palestras estarão focadas especialmente na capacitação administrativa, contábil e profissionalizante dos artesãos e produtores caseiros da Associação.

O projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.oficinagestaoadministrativa+0705

Artesãos aprendem novas técnicas de produção e de design em Iguape/SP

ARTES

Vinte e cinco pessoas participaram do primeiro módulo da Oficina de Design para o artesanato, realizado na última quarta-feira, dia 15, em Iguape, no prédio da sede do Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, patrocinado pela Petrobras.

A designer de moda Heloisa Paschon, graduada pela Faculdade Senac de São Paulo, iniciou a oficina propondo uma reflexão sobre o espaço onde funciona a loja da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI, sobre sua fachada, sobre como estão disponibilizados os artesanatos dentro do lugar e, ainda, sobre possíveis formas de se montar um espaço de modo a atrair maior público. Falou também a respeito de novas ideias de produção de peças e como melhorar as já existentes.
Nesta primeira oficina, Heloisa compartilhou algumas fotografias com os artesãos que mostravam diversas possibilidades para se montar uma loja (vitrinismo), bem como formas de disposição dos produtos para venda, entre outras relevantes dicas.
“O espaço da loja da AAPCI é muito bonito e a localização é privilegiada, mas é sempre importante apresentar novidades, buscando valorizar e demonstrar em cada peça a identidade cultural do artesanato local e o seu valor agregado”, afirmou a designer.
LOGO APA Oficina de Design para o artesanato terá ainda outros dois módulos, em maio e junho respectivamente, e as vagas são disponíveis, neste momento, apenas aos associados. No mês de maio a proposta da design é trabalhar o produto (artesanato), sua apresentação dentro da loja, nas mesas e estantes onde ficam expostos para venda e buscar novas formas de compor os ambientes para que se tornem ainda mais atrativos. A partir de junho, a atividade será mais especifica, por categoria de produto, com dicas de novidades para a produção do artesanato em si. Na ocasião, outra profissional da área de design também contribuirá com o processo.

“Aqui na região do Vale do Ribeira é muito difícil conseguirmos encontrar um profissional da área de design para nos orientar sobre a montagem do espaço de vendas e apresentar ideias para se trabalhar com a matéria-prima e, assim, desenvolver novas peças de artesanato”, comentou Cleide de Morais Carneiro, presidente da entidade, satisfeita com o resultado do primeiro módulo.