Ribeira

Em 1800, o índio catequizado, Vitorino, sai de Apiaí com sua família para o vale da cana verde, naquela época ainda inexplorado.
Vitorino tendo encontrado no vale campo amplo as suas pretensões, deixam -se invadir pelos sonhos da prosperidade aí permanecendo.

Sempre voltava a Apiaí para contar as maravilhas do lugar, atraindo a curiosidade de alguns, que para lá seguiram, como Joaquim Pontes, Teodora Maria de Jesus, Gastão de Tal, Maria Pires, José Leandro e José dos Santos Lisboa que lá chegando, percebendo o valor incalculável das terras do lugar, com suas jazidas de minério à flor da terra, vários mananciais de água, terreno próprio para a cultura da cana-de-açúcar, fundaram uma capela com o nome de Bom Jesus da Cana Verde {em virtude da terra prestar-se para o plantio de cana} e um povoado ao redor da mesma.

Tempos depois, morre Vitorino, atacado de malária, moléstia que por muito tempo assolou o lugarejo. O escravagismo perdurou durante muitos anos no vale de Cana Verde, tendo ocorrido várias chacinas entre negros, sequiosos de sua liberdade e patrões que necessitavam do braço negro para suas fazendas. Uma nota marcante da utilização de escravos em Ribeira é uma capela construída em “adôbo” que ainda hoje existe com um torreão estilo português, deixando transparecer perfeitamente, o trabalho do negro escravo daquela época. Em 1872, pela Lei Provincial nº 35, de 06 de abril, foi o povoado de Bom Jesus de Cana Verde elevado à categoria de freguesia com o nome de Ribeira. Em 19 de dezembro de 1906, por força da lei estadual nº 1.038 é elevada a sede à categoria de vila; sua evolução é lenta, mas contínua.

Inicia os pioneiros a luta do desmembramento do distrito. Finalmente em 20 de outubro de 1910, com a Lei Estadual nº 1.212 foi criado o município de Ribeira, e no mesmo ato concedido à sede municipal Foro de cidade. Em 1930 e 1932, por ocasião das revoluções, travaram-se vários combates em Ribeira, sendo a economia municipal grandemente afetada pela imigração em massa de seus habitantes. Diante disso, em 1934, volta o município a distrito, pelo Decreto nº 6.448, de 21 de maio.
De 1934 a 1935, há varias mudanças de divisão territorial; Ribeira reorganiza sua economia financeira e em 03 de janeiro de 1936, pelo decreto-lei nº 2.563 voltou à condição de município, sendo instalado a 27 de agosto do mesmo ano, pertencendo à comarca de Apiaí.
Em 30 de novembro de 1944, pelo Decreto Estadual nº 14.334, o município de ribeira da comarca de Apiaí, passou a abranger o novo distrito de Itapirapuã, criado com partes dos territórios de Ribeira e Apiaí, ficando assim constituído dos distritos da sede e de Itapirapuã.

(autor do histórico – Jorge Eduardo Braga; Redação final – Maria de Deus de Lucena Silva; Fonte dos dados – AME – Jorge Eduardo Braga). Dados de 1958.

ACIDENTES GEOGRÁFICOS: como acidentes geográficos destacam-se as serras Itapirapuã, Ouro Grosso, Cordas Grandes e Cristais, cujas elevações variam de 100 a 150 metros de altitude. Os rios Ribeira do Iguape, Itapirapuã e os ribeirões das criminosas, das Cordas Grandes, Ouro Fino, Ouro Grosso, Tijuco, das Onças ou Janelas e as quedas de água Tororão, Tijuco e dos cristais.

OUTROS ASPECTOS DO MUNICÍPIO: A câmara Municipal é composta por 9 vereadores e no município há 927 eleitores inscritos. Os habitantes locais são denominados Ribeirenses.

fonte : Prefeitura Municipal de Ribeira

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