Salvaguarda do Fandango Caiçara : Paranaguá/PR recebe reunião preparatória do III Encontro

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

Nesta sexta (27), as Superintendências do Iphan no Paraná e em São Paulo e o Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan realizaram em Paranaguá/PR, nas dependências da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá a terceira reunião de articulação entre a instituição, os fandangueiros e os parceiros, com o objetivo de planejar o III Encontro do Fandango, a se realizar em Guaraqueçaba/PR em meados de julho de 2016.

Na pauta desse encontro, foram apresentados  os encaminhamentos da segunda reunião realizada em Iguape/SP e uma breve avaliação das ações realizadas além de formar um Grupo de Trabalho com integrantes das diversas cidades onde existe o fandango.

Estavam presentes na Reunião de Salvaguarda do Fandango os representantes da Superintendência do Iphan no Paraná e em São Paulo, do DPI, fandangueiros, detentores, autoridades municipais,  líderes comunitários e articuladores culturais dos estados do PR, SP e RJ.

Sarau da AAPCI acontece no Espaço Cultural Princesa do Litoral, em Iguape/SP

A AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape realizou com sucesso nesta sexta (27) no Espaço Cultural Princesa do Litoral“, sede do projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” mais uma edição , a 20ª, do seu tradicional Sarau Poético, Literário e Cultural.

Desta vez a escritora e artista plástica Fernanda Castanho lançou seu mais recente trabalho, o livro de ilustrações e poesias “Por Dentro”.

Fotos de Celso Margraf

 

Gente que vem… Produtores culturais de Iporanga/SP

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Esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta segunda-feira (9/11) um grupo de produtores culturais e ambientalistas do tradicional Bairro do Ribeirão, de Iporanga/SP. Ciceroneado pelo artista e músico Antônio Lara Mendes, o grupo participou de uma pequena reunião,  em que foram discutidas, de maneira informal, as dificuldades e perspectivas do patrimônio cultural material e imaterial daquela cidade bem como a atuação da Casa do Patrimônio. Sejam bem vindos a Iguape !

Nova turma da 3ª Idade de Cajati/SP participa de palestra sobre patrimônio histórico em Iguape

Nesta sexta, 23/10 . mais uma turma da 3ª Idade da cidade de Cajati participou de uma palestra sobre patrimônio histórico e cultural, na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP.

Confira as fotos !

Projeto oferece curso de fotografia para artesãos em Iguape/SP

 

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Entre as atividades do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), está a capacitação em fotografia básica. As aulas acontecem nos dias 20 e 21 de outubro, com o premiado fotógrafo paranaense Celso Margraf.

O objetivo é proporcionar o ensino da fotografia como forma de expressão, para que os artesãos possam adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre a operação de equipamentos fotográficos e a captação de imagens de qualidade. Dessa forma, poderão expressar sua visão pessoal por intermédio das imagens e fazer o registro visual das etapas de criação artesanal e do produto final.

A oficina será dividida em duas partes. Inicialmente Margraf pretende falar sobre os tipos de câmeras e lentes, técnicas e utilização dos recursos de velocidade do obturador, abertura do diafragma, fotometragem, conceitos de composição e enquadramento de uma imagem fotográfica. Depois, os alunos terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, fotografando suas próprias peças de artesanato e o trabalho de criação passo a passo.

“Essa capacitação é importante para que o artesão da AAPCI aprenda a registrar as suas peças, tendo assim imagens fotográficas de qualidade para a divulgação do seu produto, buscando novas possibilidades de renda na atual tendência do comércio eletrônico através da internet e da divulgação do processo de criação de uma peça artesanal muitas vezes única e exclusiva de cada artesão”, explica o fotógrafo.

Além do curso de fotografia, o projeto conta com diversas ações visando aprimorar o trabalho dos artesãos, como oficinas de economia solidária, marketing, entre outras atividades. A entidade conta com 50 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato.

Fotógrafo premiado
Especialista em fotografias da natureza, Margraf já participou de inúmeras exposições e tem vários trabalhos premiados. Em 2008, recebeu o Prêmio SOS Mata Atlântica com o registro do mico-leão-de-cara-preta, espécie rara e ameaçada de extinção. Suas imagens ilustram trabalhos importantes como o Atlas da Fauna Brasileira, publicado pelo ICMBio do Ministério do Meio Ambiente e o livro Atlantic Rain Forest, Sebuí Sonho, Dream, da RPPN Reserva Ecológica do Sebuí.

 

Curso de Turismo da ETEC de Iguape visita a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Nesta segunda-feira, 19/10, os alunos do Curso Técnico de Turismo da ETEC , coordenados pela Profª Cássia Massa visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, ocasião em que participaram de uma palestra de Educação Patrimonial.

Conhecida na Região do Vale do Ribeira como o “Colégio Agrícola de Iguape“, a ETEC Enhenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros exibe beleza natural, integração com o meio ambiente e qualidade de ensino. Instalada em 1971, ofereceu sua única Habilitação Técnica em Agropecuária até 1998. A partir de 1999, foram implantados os cursos Técnicos de Agricultura, Turismo, Meio Ambiente e Florestal.

Em 2003 foi implantado o curso de Hotelaria e recentemente em 2007 foi implantado o curso técnico em Informática, definindo, assim, sua missão de firmar-se como um centro gerador, capacitador e difusor de tecnologias ambientais e formador de técnicos capazes de operacionalizar mudanças no Vale do Ribeira.

Possui uma área de 53 alqueires, rica em recursos naturais, (80% de sua área), inserida na APA CIP (Cananéia, Iguape, Peruíbe) Área de Proteção Ambiental.

Casa do Patrimônio promove palestra de Educação Patrimonial para turma da 3ª Idade de Cajati / SP

Nesta sexta, 9 , a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira , situada em Iguape/SP recebeu uma expressiva turma da 3ª idade da cidade de Cajati / SP , também situada no Vale. Uma palestra de Educação Patrimonial e História Regional foi ministrada para uma turma atenta e interessada em detalhes do patrimônio cultural iguapense e do Vale do Ribeira.

Aulas de capoeira, maracatu e percussão vêm transformando a vida de crianças e adolescentes de Iguape

Por Eliana Rocha

grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim e os grupos de maracatu Princesa do Litoral e Batukbeça, em parceria com a Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), oferecem às crianças e jovens aulas gratuitas de capoeira, maracatu e percussão.
As atividades acontecem há cinco meses em um sobrado denominado Espaço Cultural Princesa do Litoral. O prédio, localizado na Rua XV de Novembro, 131, no Centro Histórico de Iguape, foi cedido pela Fundação Brasileira para Conservação da Natureza (FBCN), do Rio de Janeiro, à AAPCI para a realização das oficinas e palestras do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, que é coordenado e executado pela AAPCI com o patrocínio da Petrobras.

A parceria da AAPCI com o grupo de capoeira e maracatu começou em 2010 com o projeto “Ponto de Cultura” e, desde então, a AAPCI busca apoiar as atividades que o professor Caio Colaço desenvolve na cidade.

Fortalecimento do coletivo e apoio às atividades culturais

Anísia Lourenço, associada da AAPCI e coordenadora do projeto Gerando, renda motivando cidadãos, fala sobre a parceria: “A parceria com a FBCN, para o uso do sobrado, nos possibilitou ampliar as atividades já realizadas, além de conseguirmos mais um parceiro para o Coletivo, o percussionista iguapense Fabio ‘Cabeça’, que, juntamente com o Caio Colaço, desenvolvem projetos sociais para crianças e jovens por meio da capoeira, do maracatu e dos ritmos afro-brasileiros”, explica. “O objetivo da AAPCI, com essas parcerias, é buscar o fortalecimento dos laços entre os grupos que trabalham com cultura em Iguape e disponibilizar o Espaço Cultural Princesa do Litoral para atividades de grupos, músicos e artistas da nossa cidade que não têm um espaço próprio e que encontram muita dificuldade para realizar suas atividades culturais e artísticas”, finaliza Anísia.
Além das aulas de capoeira, maracatu e percussão, que acontecem todos os dias no Espaço Cultural Princesa do Litoral, a AAPCI promove também no local as oficinas e palestras de capacitação dos artesãos e parceiros e o “Sarau Literário”.

Capoeira : história, cultura e esporte

Caio Inocêncio Colaço, há dezesseis anos, desenvolve um trabalho social com crianças e jovens, ensinando a história, a cultura e a prática esportiva da capoeira e do maracatu. Após formar-se professor de capoeira no final de 2013, pelo grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim com o mestre Reginaldo Santana, hoje Caio representa o grupo em Iguape. “Em minhas aulas procuro mostrar os benefícios da capoeira tanto para a saúde como também para o desenvolvimento pessoal”, conta Caio. “Atualmente, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural e tem todo um conteúdo histórico, cultural, educacional e esportivo, sendo, inclusive, adotada como matéria em algumas escolas”, continua. “Eu trabalho com crianças e jovens a partir dos 7 anos até adultos e ensino desde a forma como a capoeira começou no Brasil com o mestre Pastinha, que foi o primeiro a ter contato com a capoeira de Angola na Bahia e a divulgou por todo o país e também, com a capoeira contemporânea, que é a forma como a ensinamos hoje, assim os alunos podem escolher como vão querer trabalhar com a capoeira, seja em competições esportivas, seja em apresentações culturais. E, em paralelo às oficinas de capoeira, também realizo as oficinas de maracatu com o objetivo de preservar e ampliar o Grupo de Maracatu Princesa do Litoral”, finaliza Caio.

Transformação pessoal pela percussão e ritmos brasileiros

O músico e percussionista Fábio Luís Gonçalves, conhecido carinhosamente por “Cabeça”, ministra no mesmo local aulas de percussão e ritmos afro-brasileiros. Formado em música e expressão corporal, Fábio “Cabeça” começou seus estudos na banda municipal Aquilino Jarbas de Carvalho e, no decorrer de quase vinte anos de carreira na área musical, viajou com bandas e grupos musicais pelo norte e nordeste do Brasil e para a América Latina; fez teatro infantil e, em Curitiba, trabalhou em uma organização não governamental dando aulas de percussão para crianças e adolescentes, além de estrangeiros. “Nas minhas aulas de percussão o meu objetivo não é apenas formar músicos percussionistas, mas também mostrar a qualidade de vida que a música proporciona”, fala Fábio. “Quando se toca um instrumento, um tambor, por exemplo, a percussão, os ritmos e a expressão corporal trabalham também a parte emocional, como a timidez e problemas de coordenação, e as técnicas que ensino desenvolvem tanto a parte física quanto a emocional”, explica. “Às vezes, alguns alunos começam as aulas com medo, com ansiedade, com problemas de respiração ou até mesmo com pânico, mas com algumas técnicas de respiração o problema acaba. É muito gratificante perceber que estamos fazendo um bem para o aluno por meio da música. É realmente uma transformação pessoal!”, diz Fábio.

Novos Projetos

Empolgados com a parceria e o espaço cedido pela AAPCI, os jovens professores, Caio e Fábio, têm alguns projetos em vista: “A nossa parceria com a AAPCI na utilização do Espaço Cultural Princesa do Litoral tem sido muito boa para nós, pois estamos fazendo um trabalho maravilhoso na parte cultural”, diz Fábio. “Agora, o Caio e eu vamos trabalhar com o fandango e o congo, buscando desenvolver um projeto de resgate dos ritmos caiçaras e levar a capoeira e os ritmos brasileiros para as escolas”, fala. “Nós só temos a agradecer à AAPCI por esta oportunidade”, finaliza Fábio.

As aulas no Espaço Cultural Princesa do Litoral acontecem de segunda a sábado, das 10h30 às 12 horas e das 14h30 às 17 horas, e atendem a crianças e jovens com idade a partir dos 7 anos. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (13) 99792-9752 com Fábio “Cabeça” e com o Caio no (13) 99673-3140.

Projeto Gerando renda, motivando cidadãos
Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI
cel.: 13 98157-9527

Gente que vem … Jovens da Ilha

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O movimento da cidade de Ilha Comprida “Jovens da Ilha”, supervisionado pelo prof. Fernando Caixeta esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta terça (29) , ocasião em que foi ministrada uma palestra de educação patrimonial.

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Gente que vem… fandangueiros

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Participantes da Reunião de Salvaguarda do Fandango Caiçara , ocorrida na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira em Iguape/SP.  A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira é uma iniciativa da Superintendência do IPHAN em São Paulo em conjunto com a Prefeitura de Iguape.  Nasceu de um desejo em comum: aproximar o trabalho de proteção do patrimônio cultural daqueles que são seus primeiros interessados, as populações locais. Compartilhamos a idéia de que o patrimônio é uma construção social que deve refletir a forma como as comunidades enxergam e concebem a sua própria história.

Clique nas fotos para ampliar.

Reunião de Salvaguarda do Fandango acontece neste fim de semana na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape / SP

foto: Osvaldo Capetta/paranagua.pr.gov.br

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango, manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e região de Paranaguá. As rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

O Fandango Caiçara foi patrimonializado pelo Iphan em novembro de 2012.  Se insere neste bem cultural um vasto repertório de saberes e fazeres que forma o mosaico das expressões fandangueiras, desenhado, em diferentes territórios e territorialidades, do litoral norte do Paraná ao litoral sul de São Paulo.

O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , através das Superintendências em São Paulo e Paraná, juntamente com o DPI: Departamento de Patrimônio Imaterial, assumindo o compromisso e trabalhando na salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial , realizou neste sábado (26), na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP, a segunda reunião de articulação entre a instituição, fandangueiros e parceiros.

O Fandango Caiçara compõe um universo cultural complexo, articula relações de parentesco, compadrio, trabalho e amizade, promovendo também a circulação de conhecimentos. É na estrutura poético-musical de seus versos, na sonoridade de seus instrumentos, movimentos e gestualidades específicas de suas danças que o fandango “bate o pé” e permanece entre as variadas práticas caiçaras.

Entrecortando relações marcadas por essa identidade, o fandango, em suas afinações, acordes e timbres forma um universo musical específico, transitando pela fé, festa e trabalho. Neste contexto, os bons bailes de fandango, marcados pela fartura de comida e bebida, eram, nesse sistema, o “pagamento” oferecido pelos donos das casas beneficiadas pelo dia de trabalho realizado pela comunidade. A sala com chão de madeira era a única exigência para a realização dos bailes, que além de uma função produtiva, facilitava e estreitava os laços sociais entre os vizinhos, permitindo a troca de informações e, muitas vezes, facilitando namoros e casamentos.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira

Sob a melodia de violas e rabecas a memória caiçara se atualiza e ganha continuidade entre a juventude que sempre se faz presente. Quando acontece o fandango é momento de troca e diálogos intergeracionais, e afirma-se aí a dinâmica que envolve as manifestações culturais populares.

Na pauta desse Encontro, foi feita a apresentação dos encaminhamentos da I Reunião, uma breve avaliação das ações realizadas e a apresentação do Projeto “Artesanias Caiçaras”.

Foi realizado um replanejamento das ações previstas e não realizadas, bem como se discutiu as ações preparatórias do III Encontro do Fandango.

Estavam presentes na reunião de Salvaguarda do Fandango representantes do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, servidores da Superintendência do Iphan em São Paulo e Paraná bem como líderes comunitários e fandangueiros dos dois estados, PR e SP.

Gente que vem… Escola Waldorf Moara / DF

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Esta semana a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira recebeu alunos da Escola Waldorf Moara, de Brasília/DF que assistiram uma bela palestra de educação patrimonial , ressaltando os aspectos históricos, da cultura caiçara, do patrimônio material edificado e do patrimônio imaterial de Iguape e de todo o Vale do Ribeira.

Valeu !

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AAPCI realiza oficina sobre sustentabilidade em Iguape/SP

marli&jenny_sustentabilidadeEm continuidade as atividades previstas no projeto Gerando renda, motivando cidadãos, realizado pela AAPCI (Associação dos Artesãos Produtores Caseiros de Iguape) sob o patrocínio da Petrobras, aconteceu, nos dias 25 e 27 de agosto, a oficina sobre Sustentabilidade.

Com o objetivo de mostrar aos seus associados que o conceito de sustentabilidade tem um sentido muito mais abrangente do que o seu significado ambiental muito discutido atualmente, Marli Nishidate, ministrante da oficina sobre Sustentabilidade, explicou que a meta da AAPCI é se tornar sustentável economicamente, visando melhor gerenciamento e a promoção de seus associados e de seus produtos.

“Sustentabilidade para nós é um ente que necessita do apoio de todos”: “A oficina foi dividida em uma parte teórica e outra parte de discussão de metas e meios para alcançar a curto e médio prazo alguns resultados de sustentabilidade para a associação”, conta Marli. “Ressaltamos que a participação de todos os associados é fundamental para atingir os resultados que queremos e a expectativa com a oficina foi grande, pois uma melhor compreensão do significado de sustentabilidade é que vai nos ajudar no gerenciamento da associação”, continua. “Os associados colaboraram muito, identificando algumas ações urgentes que serão realizadas ainda neste segundo semestre de 2015”, explica. “Para AAPCI a sustentabilidade tem a conotação de um ente que necessita do apoio de todos, no qual a sustentação está nos associados e na sua participação nas atividades propostas pela entidade”, finaliza Marli.

“Iguape é uma cidade encantadora e emocionante!”: Maria Jenny Pierrot Alves, artista plástica recém chegada a Iguape, diz que desde que se associou à AAPCI, tem procurado adequar o seu trabalho com as características do local. “Eu acho interessante o artesanato apresentado aqui na AAPCI, pois são trabalhos do índio, do caiçara e da zona rural e eu, com os materiais que encontro na praia e nas ruas, como pedras e madeiras, busco fazer telas e outros artesanatos retratando as ruas e outros locais da cidade”, conta Jenny. “Acho Iguape uma cidade encantadora, na qual em cada canto, em cada espaço da cidade percebe-se a mão do escravo e das pessoas que trabalharam ali, percebe-se a força que tem. É emocionante!”, continua. “Aqui na associação dos artesãos, a AAPCI, eu encontrei um lugar que realmente valoriza tudo isto e na oficina sobre sustentabilidade eu pude sentir a vontade de interagir e unir cada vez mais os trinta associados num só objetivo que é o crescimento da AAPCI, buscando a valorização do trabalho de cada artesão e, principalmente, mostrar aos turistas e visitantes da cidade o quanto é importante o artesanato e a cultura local”, finaliza Jenny.

Educação Patrimonial para as crianças da SABRO na Casa do Patrimônio

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Alunos da SABROSociedade de Amigos do Bairro do Rocio, da cidade de Iguape/SP acompanhados pela Professora Simone Silva, estiveram com seu primeiro grupo de alunos visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, onde assistiram uma palestra de Educação Patrimonial .

Fé e emoção marcam procissão em Louvor ao Bom Jesus de Iguape

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Texto e fotos de Rafael Peroni

O som dos aplausos marca a saída e a chegada da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape do santuário de Nossa Senhora das Neves. As 17h do dia 6 de agosto, milhares de fiéis aguardavam ansiosamente a saída da procissão em louvor ao Bom Jesus. Fiéis oriundos de várias partes do Brasil, que chegaram a Iguape exclusivamente para agradecer as graças alcançadas, as conquistas, e pelos anos de vida.

O clima de fé e devoção tomou conta da praça da Basílica. Foram aproximadamente 1h30 de procissão, desde a saída da imagem da igreja até o seu retorno. Enquanto o Bom Jesus já adentrava a região da praça, milhares de fiéis ainda saíram para fazer o percurso da procissão.

“É o momento da renovação da nossa fé. O momento em que a gente percebe o quanto Deus é bom na nossa vida, quanta coisa boa ele faz por nós. Neste dia eu procuro estar aos pés do Bom Jesus o dia todo porque o ele é muito importante para mim. Muitas graças ele tem me dado, então só tenho a agradecer”, afirma a iguapense Luci Silva Rossi, que todos os anos acompanha a procissão.

Minutos antes da imagem do Senhor Bom Jesus adentrar a Praça, um grupo de seis pessoas reza o santo terço em voz alta. Natálio Ribas de Paulo e sua família vieram de Tunas do Paraná (PR) para agradecer as bênçãos e os milagres recebidos.

“Para mim o Bom Jesus representa tudo. A minha esposa estava rezando o santo terço, pelo milagre que recebemos que foi a sua cura. Ela foi operada da cabeça e a vida dela ficou por um fio. Mas graças ao Bom Jesus, hoje ela está aqui firme e forte”, salienta o agricultor.

“Há 50 anos que venho agradecer ao Bom Jesus. Quando me apuro sempre recorro ao Bom Jesus, e toda a vida ele me atendeu. Sou pai de sete filhos e ele é o meu mestre, quem me orientou para criar toda a minha família”, complementou.

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CURIOSIDADES

De acordo com o historiador Roberto Fortes, a imagem verdadeira do Senhor Bom Jesus de Iguape deixou a Basílica de Nossa Senhora das Neves em apenas seis ocasiões ao longo dos 368 anos.

A primeira saída ocorreu na inauguração da Basílica, no ano de 1856. O fato viria a se repetir 50 anos mais tarde, quando em 7 de agosto de 1906 foi comemorado o cinquentenário da Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Quando da comemoração dos 70 anos da Basílica, em 1926, novamente a imagem tornou a sair deixar o altar na Igreja de Nossa Senhora das Neves para tomar as ruas de Iguape. Em 1933, em homenagem ao Ano de Cristo foi a quarta vez que a imagem percorreu as ruas do município.

Em 1947, no dia 6 de agosto, em comemoração aos 300 anos do achado do Bom Jesus, e em 1956, em comemoração ao centenário da Basílica de Nossa Senhora da Neves foram as duas últimas saídas do Bom Jesus.

VOLTA DA TRADIÇÃO

No dia 28 de agosto, na abertura dos festejos em Louvor ao Bom Jesus, a igreja retomou uma antiga tradição que estava um tanto esquecida. Em procissão até a fonte do Senhor, foi realizada uma cerimônia lembrando a lavagem da imagem, assim como fizeram quando o Bom Jesus foi achado.

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fonte :

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Exposição fotográfica de Henrique Pellerin continua na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

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O artista iguapense de 23 anos Henrique Pellerin possui formação profissional em Artes Visuais pelo “Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo”, participou de diversas oficinas voltadas para as áreas de fotografia e artes.

Seu interesse em fotografia surgiu em 2010 quando começou a estudar Artes Visuais, daí por diante decidiu se especializar nesta área e utilizar a fotografia como meio de criação e expressão artística.

Henrique Pellerin participou de diversos projetos, entre eles se destacam o “Projeto Fotografe SP” de 2011, coordenado pelo fotógrafo Elias Gomes, quando dentro do festival Revelando São Paulo apaixonou-se pela Cultura Tradicional Paulista.

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Em 2012, foi convidado pelos Artistas Raurício Barbosa e Diego Dionísio para fazer parte do “Projeto Iguape In-Concretus”, onde por meio da parceria entre a Prefeitura Municipal de Iguape e o IPHAN, através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, realizou-se a exposição fotográfica “Patrimônio Vivo”.

Hoje Henrique faz parte da “Residência Artística Vale do Ribeira” que é coordenada pelo Artista Visual Fernando Caixeta.

No final de 2011 com o trabalho “Carnavalidades” foi premiado no Salão de Artes Visuais da Universidade Estácio Radial. Neste ano (2015) está representando o Município de Ilha Comprida no “Mapa Cultural Paulista”, na categoria Fotografia com o trabalho “A Rainha” de 2012.

A exposição “Olhares ao Bom Jesus” fica em cartaz na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira até 31 de agosto.

A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira é uma iniciativa da Superintendência do IPHAN em São Paulo em conjunto com a Prefeitura de Iguape.

Serviço:

Exposição Fotográfica “Olhares ao Bom Jesus
Artista: Henrique Pellerin
Curadoria: Myrian Teresa F. Veiga Signorini
Início: 27/julho\2015 – segunda-feira
Horário: 9:00 às 12:00 / 14:00 às 18:00
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira. Rua 15 de Novembro 218– Iguape/SP.
Site: www.henriquepellerin.46graus.com e www.facebook.com/hpellerinfotografia

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Henrique Pellerin , dia 27 de julho, na Casa do Patrimônio

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Gente que vem … Mauro Miyashita

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O arquiteto Mauro Miyashita , do Condephaat ( Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado de São Paulo esteve na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta semana.

Na pauta, reuniões com os técnicos do Iphan em Iguape para estabelecimento de  ações conjuntas de fiscalização visando preservar o patrimônio tombado da cidade, principalmente o seu Centro Histórico.

Com os pés fincados na história. Revista Fapesp mostra as lutas das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira

Uma tradição renasce: mutirão de colheita de arroz. Na foto de Eduardo César, Leide Miranda Jorge

O dia a dia quilombola: Ana Maria Galácio com sua colcha de retalhos

Texto de Carlos Fioravanti

“Aqui fazemos duas coisas importantes.

Saímos do eu para trabalhar para o nós e saímos do meu para trabalhar para o nosso”, sintetizou Benedito Alves da Silva, mais conhecido por Seu Ditão, sentado sobre uma mesa de madeira baixa e grossa à frente do altar da igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no coração do bairro rural de Ivaporunduva, no município de Eldorado, em meio à maior área contínua de Mata Atlântica do país, no sudoeste paulista.

Sua voz calma espalhava-se pela igreja de paredes pintadas de branco.

Portas largas de madeira verde, com vigas de madeira reforçadas com placas de aço, construída pelos escravos e inaugurada em 1791.

À sua frente, no início da tarde do dia 11 de maio de 2015, estava um grupo de pré-adolescentes de uma escola de Uberaba, Minas Gerais, cercados por professores e monitores de camiseta laranja.

“O que é meu?

A casa, as roupas”, prosseguiu o homem alto de 60 anos, cabelos brancos, a pele negra lisa como se tivesse 30 anos menos.

“E o que é nosso? A terra.”

Seu Ditão divide o tempo entre cuidar de sua plantação de banana e hortaliças e falar de seu povo e responder às perguntas dos grupos de escolas que chegam quase todo dia.

Veja aqui a matéria completa da Revista Fapesp

ou faça o download aqui em PDF

Artesãos de Iguape aprendem a utilizar marketing nas atividades

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Uma oficina de Planejamento Estratégico, Operacional e de Marketing realizada durante o mês de julho mostra aos artesãos do Vale do Ribeira como algumas ações podem agregar valor aos respectivos produtos. A iniciativa faz parte do projeto Gerando Renda, Motivando Cidadãos, patrocinado pela Petrobras e coordenado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI).

A entidade conta com 30 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato. Contemplado na Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto prevê oficinas de capacitação e a criação de uma rede que integra pessoas envolvidas na produção, venda, troca e compra de produtos e serviços.

“Existe valor agregado nos produtos elaborados pelos artesãos. Vamos abordar os desafios que o negócio do artesanato tem enfrentado e a partir da teoria buscar aplicações práticas que ajudem a fomentar a geração de renda”, esclarece Rafael Riol, publicitário convidado da AAPCI para ministrar a oficina, com total de 16 horas divididas em duas sessões, uma por semana.

A proposta visa estabelecer o diálogo e a troca de experiências durante os encontros. “O artesão tem a vida prática, a trajetória pessoal e a ideia do produto. Algumas pessoas contam que fazem o seu artesanato por causa da história familiar. Estas vivências têm de ser levadas em conta para traçar uma estratégia de marketing”, ressalta Rafael.  Além são expostos produtos caseiros na loja da AAPCI de outros grupos de artesãos, como indígenas, músicos, escritores, instrutores de capoeira, maracatu e percussão.

Cada associado trará ideias que podem ser incluídas nas etiquetas dos produtos, respeitando a identidade e a relação pessoal do artesão com o tipo de atividade que desenvolve. “Eu faço um trabalho com crianças e adolescentes voltado à capoeira, com percussão. Podemos utilizar o ritmo e os tambores brasileiros como estratégias de marketing e dar visibilidade às ações. Aprendemos como vender o produto de forma correta”, relata Fábio Luis Gonçalves, músico e professor de capoeira, participante do projeto.

Veja Também: Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

 

Bons exemplos em Iguape/SP

PastelPintado recentemente numa feliz combinação de cores e realces, o sobrado em que funciona a Pastelaria Li (conhecido como o “Sobrado do Zé Juca”) na praça da Basílica ganhou vida e destacou ainda mais a harmonia do Centro Histórico de Iguape. Parabéns !

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Bons Exemplos em Iguape/SP

Valorizando Iguape

Deu na Folha de SP : Livro conta sobre a primeira colônia de imigrantes no Brasil que queria mandar arroz para o Japão

Previsto para ser lançado brevemente, o livro “Se o grão de arroz não morre…”, do jornalista japonês Masayuki Fukasawa vai contar a história de Iguape, primeira colônia japonesa no Brasil, em 1913.

O livro é uma compilação de 127 capítulos publicados em 2013 no “Nikkey Shimbun”, um jornal em japonês com sede no bairro da Liberdade e distribuído principalmente na Grande São Paulo. Fukasawa é o editor ­chefe da publicação.

A colônia foi feita depois que o governo do Estado de São Paulo cedeu 50 hectares de terra para a sua instalação em 1912. Ela foi operada até 1942 pela Companhia Ultramarina de Fomento Industrial S.A (KKKK, na sigla em japonês).

foto: Museu Histórico da Imigração Japonesa

foto: Museu Histórico da Imigração Japonesa

Veja aqui a Matéria Completa na Folha de S. Paulo

Projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” : os primeiros resultados em Iguape

Nas avaliações de sua idealizadora e coordenadora, e nas impressões de uma artesã participante, o projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), tem um primeiro balanço de suas atividades e apresenta suas expectativas para o futuro.

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Oficinas: do design à divulgação pela internet

Após dois meses de atividades, Anísia Lourenço, coordenadora do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), lançado no mês de abril, fala sobre as expectativas e os resultados esperados para o primeiro ano do projeto.

A adequação do projeto: “Desde o primeiro momento em que li o edital de seleção de projetos socioambientais da Petrobras”, conta Anísia, “logo pensei: ‘Esse projeto tem tudo haver com a nossa realidade e tive a certeza que, se contemplados, poderíamos suprir algumas deficiências e dificuldades que vínhamos tendo ao longo desses 10 anos desde a fundação da AAPCI’. Na elaboração do projeto, dividi as atividades por semestre, considerando objetivos específicos em cada semestre, e também projetei alcançar um objetivo comum dentro do grupo, que é o de conseguir visibilidade das ações e atividades que desenvolvemos na AAPCI, tanto na cidade quanto fora dela.”

Os primeiros resultados: “Nesse primeiro semestre”, continua Anísia, “idealizamos palestras e oficinas que pudessem contribuir e facilitar nosso trabalho dentro da entidade. A AAPCI é formada por artesãos e produtores caseiros que na sua grande maioria não tem formação técnica. Aprendemos e desenvolvemos algumas tecnologias sociais para o bom andamento da entidade e o sucesso de vendas na loja. Hoje somos referência no Vale do Ribeira pela autogestão da loja da AAPCI. No entanto, na parte administrativa, contábil, marketing, no atendimento ao cliente, no visual da loja, dos artesanatos e produtos, na elaboração de projetos e de plano de trabalho para alcançar a sustentabilidade da entidade, ainda não avançamos tanto quanto queríamos, e sentimos a necessidade de capacitação em cada uma dessas áreas.”

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Anísia: “Evoluir, experimentando e realizando”

Divulgação e visibilidade: “No segundo semestre”, diz Anísia, “vamos trabalhar na divulgação e na visibilidade dos nossos produtos, promovendo oficinas de fotografia, com a edição de um vídeo das nossas atividades e a criação de web design para a divulgação pela internet. Queremos promover o que produzimos na AAPCI de forma mais profissional, com uma boa apresentação, exposição pela internet, buscando alcançar novos mercados. Até o fim deste primeiro ano, vamos contratar profissionais para a produção do nosso primeiro catálogo, que será tanto impresso quanto virtual. A divulgação desse catálogo irá aumentar a autoestima e a valorização dos associados, bem como a visibilidade dos nossos produtos e da entidade.”

Metas alcançadas e envolvimento: “Estou muito feliz com o retorno positivo que estamos tendo dos nossos associados, que têm participado intensamente das atividades”, observa Anísia. “Nas oficinas e palestras, além dos associados, atendemos também parceiros e outros artesãos da cidade de Ilha Comprida que já conhecemos há muitos anos e que têm a mesma dificuldade para se capacitar como nós. O envolvimento de todos nas atividades tem superado a meta que era atingir 50% dos associados. Acho que eles ficaram sensibilizados com a oportunidade que estão tendo com o projeto.”

Dificuldades e sua superação: “A maior dificuldade que encontramos”, diz Anísia,” é a distância dos bairros da zona rural onde moram muitos dos associados e o custo que têm para vir ao centro da cidade para participar das atividades. Procuramos dividir todas as oficinas em dois horários, o que facilitou a participação de todos, mas infelizmente não coloquei no projeto as despesas com o deslocamento dos associados e por isso estamos com dificuldades de fazer com que todos participem.” Ela acredita na superação dessas dificuldades: “Nesses dez anos da AAPCI, tudo que aprendemos e evoluímos na entidade foi experimentando e realizando e assim vamos descobrindo a melhor forma de trabalhar.”

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Thelma: “Adorei: as oficinas têm sido muito úteis”

Assídua às oficinas, Thelma Araújo, artesã associada da AAPCI, comenta sobre sua participação no projeto.

Um benefício para os artesãos: “Estou achando esse projeto com a Petrobras fantástico!”, diz Thelma. “Trabalho com entalhe em madeira e estou na associação há alguns anos. Aqui na cidade de Iguape, nunca vi um projeto desta dimensão. O projeto não está apenas favorecendo nós artesãos, mas também a cidade. Foi um presente!”

Uma nova compreensão da realidade: “Estou encantada com as oficinas que estão acontecendo”, observa Thelma. “A oficina de gestão administrativa e contábil está sendo boa porque a maioria dos associados não tinha noção do que é uma associação, bem como sobre o conceito de economia solidária. Aqui na associação a gente já fazia este tipo de trabalho solidário, mas algumas pessoas mais antigas ainda não tinham essa compreensão.”

Os resultados já estão aparecendo: “As oficinas têm sido muito úteis para nós”, diz Thelma. “Principalmente a de design de artesanato, ajudou a melhorar a nossa loja, que estava sempre num mesmo patamar. Com as ideias sugeridas pela designer Heloisa Paschon, o espaço ficou melhor não só para a gente, mas também para os clientes. A disposição dos produtos ficou mais ampla e o visual bem melhor. Eu gostei muito da Helô, porque ela é jovem e o jovem tem uma cabeça mais aberta e avançada, com outra visão. Achei as suas sugestões maravilhosas e úteis. Eu já tinha algumas ideias, mas essa oficina veio acrescentar e abrilhantar mais o meu trabalho, o meu conhecimento. Eu adorei!”

O projeto Gerando renda, motivando cidadãos é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.

Roda de Conversa sobre Fandango acontece na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

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foto:B.Bertagna

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango Paulista ! Manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e que integra a Mostra Revelando São Paulo. A rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

Na Roda de Conversa os Fandangueiros mostram suas vivências, que são aprendidas e transmitidas com a convivência de gerações distintas. Durante o diálogo, os mestres falam da beleza da dança e como ela se tornou tradicional nos litorais sul e norte, bem como no interior Sul de São Paulo.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira.

Na Roda de Conversa realizada nesta sexta-feira à tarde houve a predominância de jovens fandangueiros que já começam a sua carreira, trocando experiências com os mais antigos caiçaras, e integrando-se nesta manifestação folclórica das mais ricas de São Paulo.

Iguape respira cultura, tradição, turismo e patrimônio histórico

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A Federação Latino-americana de Cidades Turísticas escolheu a cidade de Iguape (SP), Brasil,como sede do Congresso Latino-americano de Cidades Turisticas, de 03 a 06 de junho de 2015. A Federação Latino-americana de Cidades Turísticas é um organismo internacional, composto por municípios turísticos do Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai, Peru, Costa Rica, Porto Rico, Argentina e Equador que tem o objetivo de compartilhar projetos, experiências e fazer intercâmbio dos destinos turísticos, criando um circuito latino-americano, inclusive com umprojeto em andamento, o MERCOTUR (Mercado Comum de Turismo do Mercosul). Delegações do Chile, Paraguai, Peru, Equador e Espanha já estão na cidade.

Veja aqui a programação completa do V Congresso Latino-Americano de Cidades Turísticas

A XI edição do Festival de Cultura Paulista Tradicional – Revelando São Paulo – Vale do Ribeira-, será realizada entre os dias 3 e 7 de Junho de 2015. O Festival acontecerá no Centro de Eventos Prefeito Casemiro Teixeira, das 10h às 21h, com entrada franca. Também haverá rodas de conversa na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.

Fandangos, noites de São João, cortejos do Boi Tata, romaria fluvial, encontro de bandas e fanfarras, artesanatos e pratos tradicionais da culinária paulistana estarão na programação da próxima edição do Revelando São Paulo Vale do Ribeira.

Entre as tradições apresentadas ao público nas edições anteriores do festival está a romaria fluvial “Dádivas das Águas”, que celebra os bens naturais, culturais e espirituais da região e do Lagamar, passando por vários pontos e que conta com a participação dos barcos das comunidades caiçaras; além do espaço indígena que mostra uma proposta ampliada e a participação destas comunidades.

Para esta edição, estão previstas mais de 100 apresentações artísticas e musicais durante o evento que é considerado uma vitrine viva das mais diversas manifestações culturais, produzidas em diferentes regiões do Estado.

O festival proporciona aos visitantes uma inesquecível vivência com a diversidade da cultura popular tradicional, uma vez que os municípios trarão o colorido, a beleza, os aromas e os sabores das culturas tropeira, caiçara e caipira. São bordados, cestos de palha, bonecas de pano, panelas de barro, o cafezinho caipira, a broa de milho feita no fogão a lenha, tainha assada, a moqueca de manjuba, feijão tropeiro e o bolo de roda, entre outras iguarias gastronômicas e artefatos artesanais, distribuídos em espaços de artesanato tradicional e de culinária regional.

Veja aqui a programação completa da XI Festival da Cultura Paulista Tradicional – Revelando São Paulo – Vale do Ribeira

foto > Reinaldo Meneguin

Gente que vem…

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Na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira , em Iguape/SP preparando a produção do XII Revelando São Paulo / Vale do Ribeira o Presidente da Comissão Paulista de Folclore , Diego Dionisio e as jornalistas Priscila Freitas e Kelly Santos.

Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

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Correio Velho em 2006

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Correio Velho em 2015

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

Patrimônio Imaterial : a Festa do Divino Espírito Santo em Iguape/SP

Texto e fotos de Myrian Teresa Fv Signorini

A Festa do Divino Espirito Santo teve início em 1323, em Portugal quando o país enfrentava uma crise devastadora, o povo passava fome a ponto da Rainha mandar abrir as portas do estoque de comida do próprio palácio para dar o que comer ao povo foi quando não sabendo mais o que fazer D. Izabel de Aragão pegou o seu cedro e sua coroa e entregou ao Espírito Santo dizendo que daquele dia em diante ” entrego meu país em suas mãos e salve o meu povo” e a crise em breve se findou. A Festa foi trazida para o Brasil pelos seus colonizadores e esta expressão religiosa se espalhou por várias regiões no Brasil. Hoje poucas são as cidades que a mantém. Iguape está entre estas.

Veja também > As cores do Divino encantam a cidade

Oficina avança na Construção do Plano de Manejo da APA Cananeia – Iguape – Peruíbe. Iphan participa das discussões

apa 1O Iphan, através da Casa do Patrimônio Vale do Ribeira vem participando das discussões e reuniões que estão norteando a Construção do Plano de Manejo da APA Cananéia – Iguape – Peruíbe que trata sobre diversos temas relacionados à proteção ambiental, cultural, arqueológica e histórica da região.

A Oficina desta quarta- feira (21), na sede da APA-CIP, em Iguape, contou com  a presença de representantes da  Fundação Florestal , Colônia de Pescadores de Iguape, Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, Iphan, Prefeitura de Ilha Comprida, Unesp/Registro, APA Ilha Comprida e outros integrantes de comunidades locais.

O pescador Rafael Ribeiro, da Colônia de Pescadores Z7 de Iguape ressaltou que a entidade, em parceria com o Ministério da Pesca e do Instituto Federal do Paraná , formou 12 técnicos em aquicultura  que agora estão no mercado de trabalho da região.

O representante da Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira  esclareceu que a melhor maneira de preservar locais históricos e sambaquis, muito comuns na região da APA, é impedir a coleta de artefatos arqueológicos por parte dos visitantes.

Para o chefe da APA, Márcio Barragana ” as reuniões tem sido muito proveitosas , trazendo subsídios de técnicos de várias instituições para a consolidação do Plano de Manejo, um instrumento que visa ordenar e  contribuir para o desenvolvimento sustentável das atividades realizadas na APA Cananeia – Iguape – Peruíbe. ”

O zoneamento da APACIP está sendo proposto e discutido em oito zonas :apa 2

  • ZONA ESTUARINA DE USO SUSTENTÁVEL E PROTEÇÃO DOS BOTOS
  • ZONAS ESTUARINAS DE USO SUSTENTÁVEL
  • ZONAS DE PROTEÇÃO DOS MANGUEZAIS
  • ZONAS DE USO RESTRITO
  • ZONAS DE OCUPAÇÃO CONTROLADA
  • ZONAS TERRESTRES DE USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS
  • ZONAS DE SOBREPOSIÇÃO
  • ZONAS DE RECUPERAÇÃO

As oficinas devem continuar até o mês de junho. Leia mais sobre o assunto : Referências Bibliográficas : http://vsbo.io.usp.br/trabs/127.pdf

Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” capacita os artesãos de Iguape

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Em continuidade ao projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, iniciou-se em maio, o primeiro módulo da Oficina de Gestão Administrativa e Contábil, conduzida por Anísia Ricardo Lourenço, coordenadora do projeto. A oficina, ministrada em dois horários, no período da tarde e da noite, será realizada em quatro aulas, com 16 horas no total, tendo como objetivo a capacitação dos associados para a autogestão da entidade e da loja da AAPCI.

Anísia Lourenço ressalta a importância e abrangência dessa oficina: “No decorrer dos anos, muitas pessoas ingressaram na associação sem sequer saber o que é associativismo e a grande maioria  dessas pessoas visava apenas um espaço de venda para seus artesanatos. Elas não se preocupavam em se inteirar e engajar nas atividades da associação, vendo a AAPCI como uma entidade que promove o espaço de comercialização do artesanato. Agora que temos recursos, com esse projeto, a ideia é que todos os nossos associados, atualmente 30 no total, entendam o que é uma associação, qual sua finalidade e qual seu papel no terceiro setor. Assim, poderemos explicar aos novos associados o que é associativismo. Para quem já sabe, essa oficina é uma reciclagem e para quem não sabe, um aprendizado. Na primeira parte da oficina, vamos falar sobre o estatuto, analisar seu conteúdo, entendê-lo e decidir juntos sobre o que interessa e o que queremos mudar. Depois, na segunda parte falaremos sobre o regimento interno, suas alterações e adequações”.

A sócia fundadora Marly Nishidate complementa: “Essa oficina é muito importante porque desde o início nós tivemos muitos problemas com a administração e a contabilidade da associação. Na verdade, a parte contábil e administrativa sempre foi um problema e ficava a cargo do presidente ou de algum associado que se disponibilizasse.  As pessoas não tinham conhecimento de como proceder. Hoje, a oficina de Gestão Administrativa e Contábil está sendo importante porque vai nos mostrar como funciona esta área administrativa e contábil da associação, que não é fácil”.

Ainda neste mês de maio, paralelamente à oficina de Gestão Administrativa e Contábil, aconteceram também mais  atividades:

  • No dia 19, às 17 horas, na sede do projeto, à Rua XV de novembro, 131, Centro: Palestra sobre Economia Solidária, ministrada por Rosana Rocha;
  • No dia 20 , na loja da AAPCI: Oficina de Design para o artesanato – módulo II, ministrada por Heloísa Paschon. Esta atividade se repetirá no dia 27

Neste primeiro ano do projeto, as oficinas e palestras estarão focadas especialmente na capacitação administrativa, contábil e profissionalizante dos artesãos e produtores caseiros da Associação.

O projeto “Gerando renda, motivando cidadãos” é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI com o patrocínio da Petrobras, através da Seleção Pública Comunidades do Programa Petrobras Socioambiental.oficinagestaoadministrativa+0705

Casa do Patrimônio Vale do Ribeira realiza “Trilha da Memória” com alunos da Escola Waldorf , em Iguape/SP

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A Escola Waldorf usa um método diferenciado de ensino oriundo da Alemanha.

Seus alunos tem em sua formação, Poesia, Meio-Ambiente, Botânica e Canto Coral. A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira os recebeu para um completo estudo do meio.

Neste fim de semana estiveram presentes 25 alunos acompanhados de 3 professores, coordenados pelo Prof. Mathias Muibad .

De bicicleta seguiram de Pedro de Toledo pela Estrada Municipal do Despraiado, chegando em Iguape na noite de sábado.No domingo depois de uma palestra na Casa do Patrimônio os alunos e professores foram fazer a Trilha da Memória , tratando de aspectos do patrimônio histórico e cultural de Iguape,

Após, na Basílica do Bom Jesus de Iguape se explicou sobre o achado da Imagem, sua construção e arte sacra. Para surpresa de todos presentes os alunos entraram em formação no Altar Mor e cantaram várias músicas em Latim, Italiano e Alemão em forma de agradecimento que encantou aos turistas e fiéis que estavam em visita ao Santuário , arrancando aplausos de todos.

Detalhe da restauração do Correio Velho em Iguape/SP

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O prédio do Correio Velho, situado em Iguape/SP, está sendo restaurado e prevê acessibilidade, por meio de elevadores, climatização para receber e manter documentos, além de cinemateca, biblioteca, área para palestras, cursos, entre outros para fomento da cultura e preservação do patrimônio.

A restauração é o resultado do Convênio Nº 64740/2011, celebrado entre o Iphan e a Prefeitura de Iguape.

A licitação para a  restauração teve como vencedora a empresa Companhia de Restauro , com o valor global de R$ 1.866.257,04 .

Construído no século XIX, marco da prosperidade iguapense, o prédio estava  em adiantado estado de deterioração, mas graças ao tombamento alcançado no ano de 2009,  a cidade foi contemplada com investimentos do Governo Federal para a total restauração do prédio trazendo de volta à Praça São Benedito o visual suntuoso das sacadas e telhados do Correio Velho, muito parecido como foi em sua concepção original pelo lado de fora e ainda abrigará importantes acervos em seu interior.

Segundo o site da Prefeitura de Iguape, “o prédio do Correio Velho, construído no antigo Largo de São Francisco, atual Praça São Benedito, foi inaugurado no ano de 1839. Reformado em 1893, foi adquirido pelo coronel Agostinho José Moreira Rollo e posteriormente pertenceu ao comendador João Mâncio da Silva Franco. A partir de 1926, passou a abrigar a agência dos Correios e Telégrafos, que lá permaneceu até 1951. Suas paredes externas são de pedra e cal e as internas eram de taipa francesa. Possuía telhado em duas águas com beiral e sacadas com grades de ferro fundido trabalhado.

Segundo a tradição, nele teriam pernoitado as tropas de Duque de Caxias e Osório, em viagem ao Sul do país, durante a Guerra do Paraguai. O prédio do Correio Velho, apesar de sua importância histórica e arquitetônica, encontrava-se em avançado estado de deterioração, tendo restado de pé somente as fachadas.”

Maior premiação em patrimônio cultural abre inscrições

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Até o dia 15 de maio, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de caráter nacional, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A premiação foi idealizada em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

No edital público, deste ano, serão contemplados oito projetos, sendo quatro em cada uma das duas categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

Além do número de premiados, que foi ampliado em relação à edição anterior, outra novidade é aumento no valor da premiação que passa a ser de R$ 30 mil para cada ação vencedora; em 2014, o valor era de R$ 25 mil. Poderão concorrer ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – 28ª Edição pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que tenham desenvolvido ou estejam desenvolvendo ações de relevância pública para a proteção patrimonial, em qualquer lugar do território nacional e que tenham tido ao menos uma de suas etapas concluídas em 2014.

Seleção

Os proponentes devem enviar suas inscrições, de acordo com as regras do edital, às superintendências estaduais do Iphan de origem dos projetos. Aqueles que forem habilitados serão encaminhados para a pré-seleção das comissões estaduais de avaliação. Após serem avaliados nas instâncias locais, seguem para a etapa final, na qual serão julgados pela Comissão Nacional de Avaliação.

O resultado do concurso está previsto para ser anunciado até o dia 17 de julho de 2015. As inscrições já podem ser feitas pelo preenchimento de ficha disponibilizada pelo Iphan em suas unidades ou no portal www.iphan.gov.br, acompanhada de resumo da ação e materiais ilustrativos. O prazo para o envio dos projetos vai até dia 15 de maio de 2015.

Continua lindo

O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – 28ª Edição presta homenagem à cidade do Rio de Janeiro, com a temática Rio 450 anos – Patrimônio Mundial Paisagem Cultural Urbana. A titulação de patrimônio mundial, concedida pela Unesco, nesta categoria, foi concedida em 2012 e, a partir de ações integradas, passou a preservar os seguintes locais: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico, praia de Copacabana, entrada da Baía de Guanabara, o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972 que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se à áreas rurais, aos sistemas agrícolas tradicionais, à jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminou em uma nova visão e abordagem sobre os bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.

Para outras informações entrar em contato com Departamento de Articulação e Fomento (DAF/Iphan) pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br ou telefones (61) 2024-5462 / 2024-5465.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Artesãos aprendem novas técnicas de produção e de design em Iguape/SP

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Vinte e cinco pessoas participaram do primeiro módulo da Oficina de Design para o artesanato, realizado na última quarta-feira, dia 15, em Iguape, no prédio da sede do Projeto “Gerando renda, motivando cidadãos”, patrocinado pela Petrobras.

A designer de moda Heloisa Paschon, graduada pela Faculdade Senac de São Paulo, iniciou a oficina propondo uma reflexão sobre o espaço onde funciona a loja da Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI, sobre sua fachada, sobre como estão disponibilizados os artesanatos dentro do lugar e, ainda, sobre possíveis formas de se montar um espaço de modo a atrair maior público. Falou também a respeito de novas ideias de produção de peças e como melhorar as já existentes.
Nesta primeira oficina, Heloisa compartilhou algumas fotografias com os artesãos que mostravam diversas possibilidades para se montar uma loja (vitrinismo), bem como formas de disposição dos produtos para venda, entre outras relevantes dicas.
“O espaço da loja da AAPCI é muito bonito e a localização é privilegiada, mas é sempre importante apresentar novidades, buscando valorizar e demonstrar em cada peça a identidade cultural do artesanato local e o seu valor agregado”, afirmou a designer.
LOGO APA Oficina de Design para o artesanato terá ainda outros dois módulos, em maio e junho respectivamente, e as vagas são disponíveis, neste momento, apenas aos associados. No mês de maio a proposta da design é trabalhar o produto (artesanato), sua apresentação dentro da loja, nas mesas e estantes onde ficam expostos para venda e buscar novas formas de compor os ambientes para que se tornem ainda mais atrativos. A partir de junho, a atividade será mais especifica, por categoria de produto, com dicas de novidades para a produção do artesanato em si. Na ocasião, outra profissional da área de design também contribuirá com o processo.

“Aqui na região do Vale do Ribeira é muito difícil conseguirmos encontrar um profissional da área de design para nos orientar sobre a montagem do espaço de vendas e apresentar ideias para se trabalhar com a matéria-prima e, assim, desenvolver novas peças de artesanato”, comentou Cleide de Morais Carneiro, presidente da entidade, satisfeita com o resultado do primeiro módulo.

Grandes escritores fazem a festa no III FLI – Festival Literário de Iguape

fliNão é sempre que apaixonados por literatura e livros de modo geral correm o risco de cruzar pela rua em um mesmo dia com grandes nomes como os premiados Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão, Eduardo Bueno e o mestre das histórias de vampiro André Vianco. E até Luiz Melodia, escalado para um show. Bom, isso pode acontecer com quem for a Iguape entre 6 a 9 de maio para participar do III Festival Literário de Iguape.

A abertura desta edição será na noite do dia 6, a partir das 20 horas, na Oficina Cultural Gerson de Abreu, com a exposição Fotoescritura em Haroldo de Campos, que tem curadoria de Bruno Giovannetti. Numa fusão criativa entre imagem e palavra, a metrópole se transfigura no diálogo entre as fotos de Bruno Giovanetti e os poemas de Haroldo de Campos.

Programação de quinta-feira

Na quinta-feira, às 11h, a escritora Veronica Stigger participa do bate-papo Elementos Básicos da Ficção. A ideia é incitar os participantes a criarem suas próprias narrativas. Vencedora do prêmio São Paulo de Literatura de 2014, Veronica é doutora em história da arte, professora universitária e crítica de arte, além de escritora.

Contos e cantos do folclore brasileiro: apresentação de João Acaiabe ocorrerá às 13h30, com um espetáculo para despertar a fantasia e a imaginação do público: o ator João Acaiabe apresenta contos, lendas, poemas e cantigas do repertório tradicional brasileiro, com momentos pontuados e acentuados pela música e por efeitos sonoros. Conhecido pela sua interpretação do Tio Barnabé na série de TV Sítio do Pica pau Amarelo, João Acaiabe é também um respeitado ator de teatro, premiado com Mambembe e Governador do Estado pelo espetáculo Vamos jogar o jogo.

No mesmo dia, às 16h, Frederico Barbosa, poeta, professor de literatura e diretor da Casa das Rosas, falará sobre o essencial da vida e da obra de grandes poetas nas palestras Poesia Aperitivo. Este ano, os poetas destacados serão o satirista barroco Gregório de Matos, apelidado de “Boca do Inferno” (quinta, às 16h), e o autor de Morte e vida severina, João Cabral de Melo Neto (sexta, às 11h).

Entre às 18h30 e 20h30, Marco Aurélio Olimpo dará o Workshop de Fotografia e Literatura, com o uso de câmeras simples ou celulares na elaboração de poemas ou textos narrativos, para fotógrafos amadores, estudantes de audiovisual e demais interessados. Olímpio dedica-se à documentação de shows e espetáculos musicais, assim como ao retrato de profissionais dessa área. Iniciou seu trabalho com fotografia como laboratorista no Sesc Pompeia e no laboratório de fotojornalismo e fotopublicidade da PUC-SP, universidade onde formou-se em História.

Milton Hatoum, um dos destaques no festival, faz a palestra O Universo de Graciliano Ramos, sobre o autor de Vidas secas a partir de uma perspectiva dupla, combinando a recordação de suas experiências pessoais de leitura do autor alagoano com uma discussão panorâmica de sua obra e do lugar central que esta ocupa na cultura brasileira. Escritor, tradutor e professor, Hatoum lecionou literatura na Universidade Federal do Amazonas e na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Escreveu quatro romances: “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos”, “Cinzas do Norte” e “Órfãos do Eldorado”. Os três primeiros receberam o Prêmio Jabuti de melhor romance, sendo que “Cinzas do Norte” também conquistou o Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Para finalizar o dia em grande estilo, às 22h, Jean Garfunkel, poeta, ator, cantor e compositor, realizará o espetáculo de música e poesia, com canções em vários estilos que abordam temas do cotidiano com muito humor e crítica.

Programação de sexta-feira

Na sexta-feira, entre 13h30 e 15h30, o Workshop: literatura.net discutirá o universo das mídias sociais como ferramentas importantes de comunicação entre jovens e seus mecanismos de difusão e circulação de trabalhos literários, especialmente de novos autores. A coordenação será do jornalista Alexandre Staut, que trabalhou em editorias de cultura e comportamento de jornais da capital paulista. Escreveu também os romances Jazz band na sala da gente (2010) e Um lugar para se perder (2012). Tem contos publicados na França e em Moçambique.

Para o público infantil, Conversa Ribeirinha: Espetáculo com Batucajé abrangerá contação de histórias e poesias que tem como cenário o Vale do Ribeira, ressaltando o linguajar peculiar e o modo de vida de sua gente. Em especial, quilombolas, índios caiçaras, ribeirinhos e caboclos. O trabalho do Batucajé é voltado às manifestações culturais das comunidades do Vale do Ribeira. O grupo é liderado pelo músico e compositor Antonio Lara e pelo poeta e declamador Júlio Costa.

Durante a tarde, às 16h, André Vianco apresentará o Universo Fantástico, que falará sobre a fantasia e o Brasil, cujas ruas, cidades e florestas têm servido de cenários para suas histórias. Vampiros ficam presos em túneis da cidade de São Paulo e saltam da ponte Rio-Niterói; visitantes de outro planeta chegam ao Vale do Anhangabaú; heróis vagam pelas nossas cidades desertas e adormecem no Rancho da Pamonha, na beira da estrada. André Vianco, consagrado autor brasileiro que explora o gênero sobrenatural (vampiros, anjos e batalhas entre o bem e o mal), continua investindo em ficção e fantasia.

Ainda na sexta-feira (8), às 16h, começa a oficina Sons do Vale do Ribeira: Oficina de Confecção de Instrumentos Musicais. A partir de histórias de povos brasileiros (índios, negros, caiçaras, ribeirinhos), Antônio de Lara Fernando Guiginski pretendem estimular a construção de instrumentos típicos da música da região, a partir de elementos sustentáveis da natureza. Lara é arte-educador, músico e compositor. Fernando Guiginski é construtor de instrumentos musicais e arte-educador.

Em seguida, às 17h30, tem início a performance Parada poética: três palhaços e a banda Santa Cecília de Iguape, com um grande cortejo pelas ruas da cidade e declamação de poemas de Clarice Lispector, Manoel de Barros, Shakespeare e Cecília Meireles.

Às 20h30, o escritor Evandro Affonso Ferreira, ganhador do Jabuti de melhor romance de 2013, conversa sobre as conquistas e as dificuldades da carreira literária no bate-papo Como e por que me tornei escritor. Ferreira despontou no meio literário em 2000, aos 55 anos, apresentado por José Paulo Paes. Publicou seus contos nos volumes Grogotó!, Araã!, Erefuê, Zaratempô! e Catrâmbias!

Ignácio de Loyola Brandão finaliza o segundo dia do evento, fará uma apresentação de literatura e música, às 22h, em companhia de sua filha Rita Gullo. Serão apresentadas músicas marcantes na vida do escritor e que serviram de inspiração para as crônicas e contos do livro Solidão no fundo da agulha. Este repertório foi gravado por Rita em um CD que é parte integrante do livro. O livro-CD deu origem a um show de música e literatura, que coloca pai e filha juntos no palco.

Programação de sábado

O sábado começa com o plantão de dúvidas S.O.S. Literatura, em dois períodos: das 10 às 12h e das 14h às 18h. O projeto é do Centro de Apoio ao Escritor da Casa das Rosas e funciona como um plantão para atendimento individual e orientação sobre as principais dúvidas de escritores, aspirantes a escritores e leitores a respeito de publicações, direitos autorais e edição de livros. Com a presença de profissionais do mercado e autores, serão discutidos temas como poesia e prosa, edição, marketing do autor e e-books.

Após o plantão, Liana Yuri – especialista em técnicas de engenharia de papel para a criação de livros pop-ups e livros artísticos – coordenará o Workshop de construção de livro pop-up. O objetivo é apresentar a técnica do pop-up, variação do tradicional origami japonês, em que as ilustrações de um livro saltam entre as páginas. As crianças produzirão imagens tridimensionais a partir de modelos pré-elaborados.

Para os apreciadores de uma boa cozinha, o Workshop culinária no Vale – da terra, lama e água é a grande pedida do dia. A atividade abordará a história e a cultura da culinária caiçara e mostrará as possíveis relações entre histórias de vida e os saberes da cozinha tradicional. Os participantes também degustarão receitas típicas, sob a coordenação de Fernando Nogueira, pesquisador, produtor cultural e educador.

O último bate-papo do festival apresenta O bacharel de Cananéia: bate-papo com Eduardo Bueno e Roberto Fortes, que discutirá o livro Náufragos, traficantes e degredados, que tem um capítulo sobre o personagem histórico conhecido como Bacharel de Cananeia. Bueno é escritor, publicou três títulos sobre história do Brasil – Viagem do descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados e Capitães do Brasil. Também traduziu 22 livros, entre eles, a obra-prima Pé na Estrada (On the Road), de Jack Kerouac. Roberto Fortes, graduado em Letras, é escritor, poeta, historiador e jornalista. Publicou vários livros e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e editor da Tribuna de Iguape.

Encerramento com Luiz Melodia

O cantor e compositor Luiz Melodia fará uma apresentação do show Luiz Melodia – Voz e Violão. Ele interpreta seus maiores sucessos como Pérola negra, Magrelinha, Estácio, eu e você, Juventude transviada e Negro gato (canção que, embora não seja de sua autoria, foi responsável por apelidar o artista). Acompanhado de Renato Piau, seu violão e braço direito no palco.LM

“Casa de Colono Japonês” – Série da SESC TV mostra a imigração japonesa no Vale do Ribeira em SP

casassHá 100 anos, teve início a imigração japonesa no Vale do Ribeira (SP) que mudou a paisagem do local. Os agricultores que chegaram para trabalhar nas terras da empresa colonizadora Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (KKKK) em Iguape, Registro e Sete Barras, trouxeram seus costumes e a tradição que se refletiu também em suas casas.

A série Habitar Habitat tem direção do jornalista Paulo Markun e do cineasta Sérgio Roizenblit. Durante oito meses, a equipe viajou por mais de 12.000 km e visitou 18 cidades de norte a sul do Brasil. Habitar Habitat é uma realização do SescTV, com produção da Revanche Produções e da Miração Filmes.

A tradição mantida pelos descendentes dos imigrantes japoneses está presente em altares que homenageiam os mortos, na música do taiko, o tambor japonês que os jovens ainda tocam, e na comemoração do Tooro Nagashi que acontece anualmente, em 2 de novembro, quando lanternas são lançadas em um rio com o nome dos antepassados.

Mas as mudanças também estão presentes em todo lugar. Habitar Habitat mostra cenas da missa em comemoração aos 84 anos da Igreja Anglicana de Registro, uma casa tipicamente oriental, onde os fiéis são cristãos, como explica a escritora Carmem Kawano. O arquiteto Vitor Hugo Mori explica o projeto de reforma da igreja.

A sede da KKKK era em Registro e ofereceu aos colonos locais a infraestrutura que precisavam para se instalar. Como proprietários das terras, os imigrantes construíram residências para durar muitas décadas utilizando as técnicas de elaborada carpintaria. A estrutura da casa japonesa é toda modular, em madeira, construída a partir da medida do ken, ou tatame. As peças são de encaixe, sem utilização de pregos, e seguem um projeto numerado. Podem ser desmontadas, transferidas do terreno, e remontadas novamente. O preenchimento das paredes é de barro, semelhante ao pau a pique brasileiro, e com um acabamento de argamassa.

O arquiteto Rogério Bessa explica o apogeu da colônia e a decadência que se seguiu com a Segunda Guerra e o fracasso das atividades agrícolas. No início, sair do Japão rumo ao Brasil era uma boa opção para os filhos não-primogênitos, mas a iniciativa da KKKK não deu certo pois o café não se adequou à região do Vale do Ribeira. Com a falência da KKKK e a repressão aos japoneses durante a Segunda Guerra, os colonos foram incorporados ao meio urbano e as técnicas construtivas foram deixadas de lado.

Construída no auge da produção de chá, a Casa Shimizu era moradia e fábrica no mesmo imóvel, mas hoje se encontra abandonada. A Casa Amaya também é de uma família produtora de chá, que fechou a fábrica, mas mantém o local. Os descendentes vivem em uma nova residência, mas esta segue a arquitetura ocidental. Outro exemplo registrado em Habitar Habitat é a Casa das Pedras, construída em cima de duas pedras que margeiam um rio.