Gastronomia : 25ª Festa da Tainha acontece em Iguape/SP

A  festa será realizada no Bairro do Icapara realizará entre os dias 7 a 10 de julho,  na Praça do Descobrimento.

Com várias atrações como dança, artesanato, Iguarias Caiçaras, a Festa também terá shows e atividades culturais. A atração principal no entanto é a Tainha Recheada, tradicional na gastronomia iguapense. Aguarda-se um consumo de mais de duas toneladas de Tainha e é uma excelente oportunidade para conhecer os encantos naturais do bairro que tem o marco da fundação de Iguape datado do século XVI. Icapara é considerado cartão postal de Iguape por sua paisagem recortada por mata atlântica, manguezais e canais do Mar Pequeno .

Veja a programação completa :

13 DE JULHO – Quinta

20h – Abertura Oficial da Festa

21h – Ronnan & Raphael

23h – Velha Maromba

14 DE JULHO – Sexta

12h – Naylor Carvalho e Giovanni Ribeiro

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

19h – Fandango do Rocio

21h – Banda Cataia

23h – Marcelo Vox

15 DE JULHO – Sábado

12h – Jackson Ricarte

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

14h30 – Adriano Maciel & Artur Souza

19h – Grupo Manema

20h – Quadrilha do Porto do Ribeira

21h – Packaw e a Nave

23h – Bicho de Pé

16 DE JULHO – Domingo

12h – Lara Cantador do Vale

13h – Vivências da Cultura Caiçara:

– Confeccionando a Viola Branca e o Machete – Odirlei Alves

– Confeccionando a Canoa – Seu Walter Alves de Lima

– Confeccionando a Rabeca – Seu Florêncio

– Confeccionando o Remo – Zé do Remo

– Trançando a Cestaria – Dona Zelinda

13h30 – Yasmin Farias e Binho

17h – Banda Maestro Aquilino Jarbas de Carvalho

22h – Fafá de Belém

Cais do Valongo (RJ) ganha título de Patrimônio Mundial da UNESCO

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O sofrimento daqueles que foram tirados à força de suas terras de origem para uma vida de trabalhos forçados e degradação é algo que não pode ser esquecido. Foram mais de quatro milhões de africanos escravizados no Brasil e que agora terão sua dor representada e relembrada na decisão da UNESCO, que acaba de reconhecer o Sítio Arqueológico Cais do Valongo (RJ) como Patrimônio Mundial.

A decisão partiu de 22 nações que compõem o Comitê do Patrimônio Mundial, que reuniu-se esta semana na cidade de Cracóvia, na Polônia.

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Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro (RJ), é um símbolo desse infeliz episódio que representa uma das maiores injustiças da história mundial. Muito importante para a comunidade afro-brasileira e para a comunidade afro-americana em geral, o Cais do Valongo agora encontra-se no mesmo patamar da cidade de Hiroshima, no Japão, e do Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento.

O Cais do Valongo foi o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas e também o único preservado materialmente. Pela magnitude do que representa, coloca-se como o mais destacado vestígio do tráfico negreiro no continente americano.

O título de Patrimônio Mundial representa o reconhecimento de um exemplo único da história da humanidade que, apesar do processo escravagista produzido, propiciou uma inestimável contribuição dos africanos e seus descendentes à formação e desenvolvimento cultural, econômico e social do Brasil, de modo direto, e da região, de modo indireto. O título também reconhece o valor universal excepcional do local, como memória da violência contra a humanidade representada pela escravidão, e de resistência, liberdade e afirmação, fortalecendo as responsabilidades históricas, não só do Estado brasileiro, como de todos os países membros da UNESCO.

Veja a notícia completa no portal do IPHAN.

Cadastro Nacional da Capoeira tem nova plataforma

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza, a partir do dia 1º de julho, uma nova plataforma para realização do Cadastro Nacional da Capoeira (CNC). Ela permite o cadastro de mestres de capoeira, capoeiristas, grupos e entidades de capoeira, além de pesquisadores do campo, em um instrumento que visa a salvaguarda do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira, bens culturais registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

A nova plataforma possibilita consultar informações sobre os cadastrados em mapas e listas (a depender da categoria), além de outras funcionalidades, como disponibilização de publicações, divulgação de eventos, notícias e fóruns de discussão para os coletivos de salvaguarda da Capoeira. Ressalte-se que esse último recurso em específico estará disponível em breve, após definição sobre os termos de uso de cada fórum por meio de diálogo entre o Iphan e os coletivos de salvaguarda de cada estado.

O Cadastro Nacional da Capoeira tem por objetivo facilitar o diálogo entre o Iphan, os mestres de capoeira, capoeiristas e outros segmentos envolvidos com a capoeira, em uma proposta de salvaguarda participativa e inclusiva. Assim, o cadastro viabiliza uma ampla identificação e mapeamento do universo sociocultural onde a capoeira está inserida e fornece informações importantes para a atuação da instituição na mobilização dos capoeiristas em cada Estado.

É importante lembrar que as informações enviadas ao Iphan, por meio dos formulários disponibilizados na plataforma, são de inteira responsabilidade dos cadastrados. Para evitar a multiplicidade de dados, o cadastro deve ser realizado apenas uma vez por cada pessoa ou instituição, sendo permitida apenas uma inscrição por e-mail.

Dúvidas e informações: cgsg@iphan.gov.br

Jornadas do Patrimônio acontecem de junho a agosto no Centro Lúcio Costa, no RJ

O Centro Lucio Costa, unidade do Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), atualmente está se estruturando como uma Escola do Patrimônio e realizará, nos meses de junho, julho e agosto, as “Jornadas do Patrimônio”, no escopo de sua Agenda Brasil. Voltadas para o atendimento de demandas por capacitação para a preservação do patrimônio cultural com vistas ao Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, a partir deste ano, as Jornadas do Patrimônio passam a fazer parte da estrutura do Mestrado Profissional do Iphan – PEP/MP, como Atividades de Extensão.

Como resultado da parceria entre Iphan e o Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE da UFBA), serão apoiados quatro minicursos, voltados exclusivamente para os alunos do MP-CECRE, na cidade de Salvador. As Atividades de Extensão voltadas para os servidores do Iphan constituirão em quatro jornadas promovidas na cidade do Rio de Janeiro e difundidas por videoconferência para as unidades do Iphan.

As Jornadas do Patrimônio em 2017, organizadas em parceria com o Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM), têm como principal objetivo contribuir para a melhoria das capacidades de servidores do Iphan nas áreas de conservação e restauro, sejam os jovens arquitetos e engenheiros que ingressaram no instituto com pouca experiência nas áreas de conservação e restauro; os profissionais com formação específica e vasta experiência, que possam contribuir para os debates; e ainda servidores de outras áreas de formação, para que se apropriem dos conteúdos dos diversos temas pertinentes à preservação. Das jornadas poderão participar também convidados externos, profissionais e estudantes interessados no campo da preservação do patrimônio cultural.

As quatro jornadas – agendadas para os dias 26 de junho, 24 de julho, 7 e 28 de agosto – contarão com palestras ministradas por um professor estrangeiro e apresentações, realizadas por servidores do Iphan ou professores brasileiros, de casos que espelhem os problemas enfrentados no Brasil e que contribuam para a capacitação proposta. Já estão confirmados os professores:

João Mascarenhas Mateus – Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa;

María Margarita Segarra – Facoltà di Architettura da Università di Roma Tre;

Claudio Varagnoli – Facoltà di Architettura da Università degli Studi “G. d’Annunzio” Chieti-Pescara;

José Aguiar – Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa

As jornadas serão transmitidas por videoconferência para a rede Iphan, podendo contar também com público presencial no Rio de Janeiro. Os professores estrangeiros farão suas apresentações na parte da manhã e os brasileiros na parte da tarde. As apresentações contarão com um debatedor para levantar questões relacionadas aos casos apresentados.

Todo material didático utilizado nas apresentações será incorporado ao acervo do Centro Lucio Costa para disponibilização em futuras atividades formativas.

Por meio da apresentação e debate de casos atualmente desafiadores para o Iphan, espera-se enriquecer os repertórios de referências em conservação e restauro de servidores do Iphan e ampliar o interesse pelos temas da conservação, restauração, revitalização e renovação de bens imóveis e sítios urbanos apresentados pelos participantes externos.

As apresentações dos estrangeiros ocorrerão nas dependências do Centro Lucio Costa, no Rio de Janeiro, e as dos brasileiros em outras dependências do Iphan, por videoconferência, sem necessidade de deslocamento para o Rio de Janeiro.  Todas as aulas serão em português.

A 1ª Jornada do Patrimônio, no próximo dia 26 de junho, terá o seguinte Programa:

Manhã: 9 às 12:30 –João Mateus Mascarenhas – Pesquisador principal do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design (CIAUD) – Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa

Título da palestra:

“Introdução à História da Construção e sua relação com a preservação do patrimônio edificado”

Temas a serem abordados:

1) apresentação da História da Construção como campo de conhecimento útil à preservação;

2) como pesquisar, registrar e difundir o conhecimento sobre sistemas construtivos históricos;

3) como aplicar as antigas técnicas de execução considerando a prática e a tecnologia atual da construção civil;

4) comportamento estrutural dos sistemas construtivos tradicionais (com destaque para as alvenarias de pedra e tijolo, sistemas abobadados e gaiola pombalina) e decorrentes premissas para intervenções (p.e.: permissividade dessas estruturas quanto a supressões de partes e compatibilidade com novos materiais de reforço/ consolidação).

Tarde:

14 às 15 – Mariely Cabral de Santana – Professora do MP-CECRE UFBA

Estudo de caso: “Mestres Artífices na Chapada Diamantina: o registro de técnicas e sistemas construtivos tradicionais, em especial alvenarias de pedra e terra”

15 às 18h – Debates

Debatedora: Sandra Rafaela Magalhães Correa – Coordenadora Geral de Conservação/DEPAM

Os programas das próximas jornadas serão divulgados oportunamente.

Serviço:
Jornadas do Patrimônio acontecem de junho a agosto

Data:  26 de junho, 24 de julho, 7 e 28 de agosto. 9h às 18h
Local: Edifício do Teleporto / End.: Av. Presidente Vargas Av. Presidente Vargas, 3131 – 19º andar – Auditório. s Av. Presidente Vargas, 3131 – 19º andar – Auditório.

5º FLI acontece em Iguape/SP entre os dias 25 e 27 de maio

Entre os dias 25 e 27 de maio será realizado na cidade de Iguape, região sul do Estado de São Paulo, a 5ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI). Desta vez, o evento discute e reflete sobre a influência da Tropicália, movimento que sacudiu o país e revolucionou a cultura no final da década de 1960, na cultura brasileira. Durante três dias, o FLI terá shows, sarau e mesas-redondas com a presença de artistas como Arnaldo Antunes, Chacal, Ferréz Escritor, Carlos Calado, Paulo Lins, Ninho Moraes, Juçara Marçal, Santiago Nazarian, Camilo Vannuchi, Carla Gullo – Piano e Musicalização, Marco Pezão, Companhia Viela de Danças, Netto Pio Oficial e As Bahias e a Cozinha Mineira, que promoverão reflexões sobre o impacto da tropicália nos dias de hoje. Além disso, a população também poderá participar da feira de troca de livros. Os eventos são gratuitos e serão na Praça da Basílica e em três escolas da rede pública municipal de ensino.

MICCA promove evento de artes integradas em Cananéia e Ilha Comprida

A MICCA – Mostra Ilha Comprida & Cananéia de Artes – é um evento de artes integradas e que tem como tema para essa primeira edição a Arte de Rua.
No dia 27 de março comemorou-se o dia internacional do teatro, o dia nacional do circo e do graffiti. Buscando integrar essas três linguagens, nasce a MICCA.

O objetivo da mostra é reunir grupos, coletivos e artistas, que resistem e persistem em continuar fazendo arte em diferentes territórios e contextos, para trocas, reflexões e disponibilização pública dos seus trabalhos artísticos para a população de Ilha Comprida, Cananéia e localidades próximas.

O evento acontece de 20 a 23 de abril.

Conselho Municipal de Turismo de Iguape elege nova diretoria

Em duas reuniões ordinárias, realizadas em fevereiro e março de 2017, definiu-se a nova composição do Conselho Municipal de Turismo de Iguape (COMTUR) que definiu Geraldo Paschon, da Abaré Pousada de Pesca, como Presidente e Eliana Maria Rocha e Silva, da Caioá Editora, como Secretária Executiva. para a gestão de 2017/2018.

O COMTUR tem caráter deliberativo e consultivo. Sua finalidade é orientar e assessorar o desenvolvimento do turismo no Município de Iguape. No biênio de 2017/2018 será constituído por 36 membros, 18 titulares e 18 suplentes, indicados pelos órgãos, entidades, cooperativas, associações, organizações e representantes do poder público. É composto das seguintes entidades: Departamento de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Educação da Prefeitura, representante da Câmara Municipal, representante de Cultura e Comunicação Social, ICM-Bio, IPHAN (Casa do Patrimônio Vale do Ribeira) , Iandê ONG Brasil,  ETEC Narciso de Medeiros, Associação Jovens da Juréia, Representante de guias e monitores de Iguape, Colônia de Pesca, Entidade Religiosa, Associação Comercial de Iguape, Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI), Representante das Pousadas de Pesca Amadora, Representante de meios de hospedagem e serviços de alimentação.

As reuniões são abertas e acontecem na última quinta-feira do mês, às 15 horas, no auditório da Prefeitura de Iguape. O e-mail é comtur.iguape@gmail.com

Condephaat promove Oficina de Patrimônio em Iguape/SP

Entre os dias 10 e 12 de Abril, a UPPH/Condephaat realizará no Vale do Ribeira, a primeira etapa do ciclo de “Oficinas de Patrimônio”, nos municípios que possuem conjuntos urbanos tombados: Iporanga (10), Cananeia (11) e Iguape (12).

O objetivo das Oficinas é aproximar o órgão, a população e as Prefeituras visando à preservação do patrimônio cultural dessas cidades.

Serão debatidos temas de necessidades locais; difusão de informações e mecanismos de preservação – financeiros, legais, educacionais; fomento à articulação e participação social no patrimônio; incentivar ações de governo para a preservação; dentre outros. A participação dos vários segmentos da sociedade e da Prefeitura é fundamental para o sucesso da preservação cultural.

A Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) é o departamento técnico do Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, criado em 1968 e vinculado à Secretaria da Cultura, órgão responsável pela proteção, valorização e divulgação do patrimônio cultural no Estado de São Paulo.

A oficina acontece às 20 horas e possui certificado digital. Inscrições podem ser feitas na Biblioteca Municipal, das 9 às 17 horas, até dia o dia 12 de abril (dia da atividade).

O endereço é Rua Major Moutinho, 200 – Beira do Valo.

Cidades históricas e turismo são tema de encontro nacional

Conhecer uma cidade histórica envolve todos os sentidos do ser humano. Para isso, é fundamental conhecer as ruas e o casario, os costumes, as tradições, as festas, as igrejas e a gastronomia de uma cidade. Visitar esses locais implica em conhecer sua dinâmica e seus significados e compreender por que aquele espaço pode ser um importante símbolo da história e da cultura nacional. Visando aliar desenvolvimento, turismo e a preservação do Patrimônio Cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se une com a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) para consolidar uma rede de gestores e elaborar uma política nacional de gestão das cidades históricas e patrimônio mundial.

Esse diálogo será concretizado nos próximos dias 11 e 12 de abril, com a realização do 3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial, em Brasília (DF). O evento envolverá instituições públicas federais e estaduais, gestores municipais e sociedade civil para discutir uma exploração turística adequada e a definição das responsabilidades para a estruturação dessas localidades enquanto destinos turísticos.

fonte: Iphan

Casa do Patrimônio Vale do Ribeira faz parte do Conselho Municipal de Turismo de Iguape

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A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira , uma iniciativa da Superintendência do IPHAN em São Paulo em conjunto com a Prefeitura de Iguape vem promovendo atividades de educação patrimonial e participando ininterruptamente desde 2010 do cenário cultural , histórico e ambiental da cidade.

Na primeira reunião ordinária do Comtur (Conselho Municipal de Turismo) de Iguape , mais uma vez a Casa do Patrimônio foi nomeada para fazer parte do Conselho na gestão 2017/2018.

A missão do Conselho é consolidar parcerias e proporcionar, através de suas ações, o envolvimento e o comprometimento dos mais variados setores sócio-econômicos do município no fomento da atividade turística , sendo uma uma instância de planejamento participativo nas gestões locais,  constituído como um fórum deliberativo no tema .

AAPCI realiza Oficinas de Transmissão de Saber no Festival Iguape Verão 2017

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Em continuidade as atividades do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, a AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape em parceria com o Departamento de Cultura, Turismo, Eventos e Esportes da prefeitura de Iguape, idealizou uma programação especial de verão.

Durante o Festival “Iguape Verão 2017”, no Mercado de Artesanato e Cultura, houve além de oficinas de artesanato, shows, exposições, lançamento de livro e a tradicional comida caiçara no “Cantinho Caiçara”.

OFICINAS CURTAS, MAS PRÁTICAS – As oficinas começaram no dia 19 de janeiro e foram até o dia 4 de fevereiro, como conta o artesão e associado da AAPCI, Nelson Akyo Nishidate:

“Eu fui convidado para fazer duas oficinas para o Festival “Iguape Verão 2017”; e iniciei a programação com a oficina de tear em papelão. Como eu trabalho com cartonagem e sou muito curioso, eu pesquisei sobre o tear de papelão e ministrei duas oficinas. As oficinas foram pequenos workshops de apenas duas horas cada e foram apresentadas de uma maneira rápida, prática, fácil e econômica”, diz o artesão. “Com o tear em papelão, as pessoas podem trabalhar com qualquer tipo de papelão desde que seja firme e o resultado é praticamente o mesmo que usar um tear normal”, explica Nelson. “Além da oficina de tear, nós tivemos, com outros artesãos, oficinas de: artesanato com fibra de bananeira, de flores com reaproveitamento de coador de café de papel, de pintura, de trançado de taboa e encerramos a programação das oficinas, no dia 4 de fevereiro, com a de Trançado em Cipó com o artesão José Roberto”, finaliza.

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Além destas oficinas, houve também no dia 28 de janeiro o show do músico Packaw, no domingo 29, a tarde de autógrafo do livro “Noite Anã” do escritor Oswaldo Matsuda no Cantinho Caiçara e as apresentações de Maracatu com o Grupo Princesa do Litoral e da Orquestra Os Ribeirinhas Metais & Percussão no dia 4 de fevereiro.


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Cantinho Caiçara, uma mais nova opção –
Instalado no prédio da AAPCI, no Mercado de Artesanato e Cultura foi criado o Cantinho Caiçara – um local para se degustar as iguarias da culinária caiçara em Iguape e Ilha Comprida. A artesã e associada da AAPCI Cida Pavarina aprendeu os pratos tradicionais da culinária caiçara após fazer a Oficina de Culinária Tradicional Caiçara com Cleide Carneiro pelo Projeto Gerando renda, motivando cidadãos, realizada em novembro passado e, junto com a artesã Taty, idealizou o Cantinho Caiçara, onde oferecem desde as porções mais simples como a manjuba frita, iscas de peixe e camarão empanado, como as porções especiais do cheff, com o irresistível casadinho de manjuba, moqueca de manjuba, bolinho de peixe, mandiocalho (mandioca cremosa) e outras porções deliciosas. Com uma visão incrível do Mar Pequeno, juntamente com a degustação dos deliciosos pratos, é possível apreciar a beleza natural da paisagem e vislumbrar uma série de pássaros da região como: o Guará Vermelho, o Colhereiro, o Frango D´água, Garças, Biguás, Martins Pescadores entre outros.

Além deste extenso cardápio, para aqueles que quiserem algo especial, é possível, também, agendar previamente pratos mais sofisticados da culinária caiçara, como o Arroz Lambe-Lambe, Tainha Recheada, Peixe na Folha de Bananeira, Paella e outros.

O Cantinho Caiçara é localizado no Mercado de Artesanato e Cultura (antigo CITUR) na baixada do Mar Pequeno na Avenida: Princesa Isabel, 708 e funciona às sextas, sábados e domingos a partir das 12:00 horas.

Exposição da fotógrafa Nair Benedicto é atração em Iguape / SP

A exposição Fé Menina apresenta um retrato da mulher brasileira através de fotos coloridas e em preto e branco. Desde a década de 70, a coletânea mostra a realidade feminina em diferentes situações: prisão, passeatas, aldeias indígenas e no carnaval.

Escolhendo dar voz às minorias, violência contra a mulher, o homossexual, o menor de rua e o índio são presentes nas imagens.  Nos seus 43 anos de profissão, Nair Benedicto tem em sua obra um viés político que integra os acervos dos museus de arte moderna do Rio de Janeiro (MAM) e de Nova York (MoMa), entre outros.

A exposição que tem a curadoria de Egberto Nogueira, diretor da Imã Foto Galeria.

A fotógrafa formada em rádio e televisão pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 1972. Começou sua carreira em São Paulo como realizadora de audiovisuais e fotógrafa freelancer do Jornal da Tarde. Desde então, fundou uma agência de fotojornalismo com Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, colabora com revistas internacionais e é envolvida com ativismo político. Foi delegada da Unicef em 1988 e 1989, depois de ter se engajado na militância durante a ditadura, ser presa e torturada. Organiza exposições, cursos e palestras em diversos estados pela agência N-Imagens, que também fundou.

“Acredito no poder transformador da fotografia. Por meio dela, procuro chamar a atenção para questões que considero relevantes para a sociedade”, afirma Benedicto.

Entre suas premiações, destaca-se o 11º Prêmio Abril de Fotojornalismo, em 1985. É autora dos livros A Greve do ABC (1980), A Questão do Menor (1980) em parceria com Juca Martins, e As Melhores Fotos de Nair Benedicto (1988), entre outros.

Acompanhando a abertura da exposição, os músicos Rafael Gato e Raul Correa se apresentam. Iguapenses com mais de 10 anos de carreira, tocam uma música inovadora sem deixar a essência da música popular brasileira de lado.

A exposição, que tem a curadoria de Egberto Nogueira, diretor da Imã Foto Galeria é uma realização da Prefeitura Municipal de Iguape em parceria com a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira e Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , que em 2017 comemora os seus 80 anos de criação.

Serviço:

Exposição fotográfica “Fé Menina”
Nair Benedicto
Local: Museu Histórico de Iguape – Rua das Neves, 45, Centro Histórico
Abertura: 27/01, às 21h30. Na ocasião acontecerá apresentação dos músicas iguapenses Rafael Gato & Raul Correia
Visitação: 28/01 a 28/02, das 12h às 20h

IPHAN lança Concurso Nacional para Seleção do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro com prêmio de R$ 30 mil.

emblema

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atividade em 2017 e, como parte das comemorações, está lançando o Edital de Concurso para a seleção do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo do concurso é estabelecer um novo marco para a promoção, difusão e a sinalização do Patrimônio Cultural Brasileiro, por meio de um Emblema específico, a exemplo do que ocorre com o Patrimônio Mundial e Patrimônio Imaterial da Humanidade, da UNESCO, e do Patrimônio Cultural do MERCOSUL e do Patrimônio Cultural Europeu.
 
As propostas de emblema serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros parceiros do Iphan. O julgamento ocorrerá em abril e deverá ser pautado nos valores atribuídos ao Patrimônio Cultural Brasileiro pela Constituição Federal de 1988 e, em especial, sob o aspecto da diversidade, da dimensão continental do território nacional, dos diversos segmentos que conformam a sociedade brasileira, da crescente participação social no processo de reconhecimento e proteção do patrimônio, bem como sua relação com o desenvolvimento sustentável.
 
O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto para o dia 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.
 
Quem pode participar?
 
Apenas pessoas físicas*, individualmente, com uma proposta inédita por participante, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração.
 
*Estão impedidos de participar do Concurso, direta ou indiretamente:
a. Dirigentes e servidores integrantes do quadro do IPHAN;
b. Demais profissionais que possuam vínculo om o IPHAN, em qualquer condição;
c. Membros do Conselho Consultivo do IPHAN;
d. Membros da Comissão Organizadora e Julgadora, bem como demais colaboradores;
e. Pessoas físicas inadimplentes com quaisquer órgãos ou entidades da Administração Pública, Direta e Indireta, da União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
f. Candidato declarado inidôneo para licitar ou contratar com o Poder Público, ou suspenso de licitar e impedimento de contratar com o órgão ou entidade que aplicou a penalidade, ou impedimento de licitar e contratar com a União;
g. Sócios e/ou parentes em até 3º grau das pessoas citadas nos itens a, b, c e d; e
h. Pessoas jurídicas ou empresas, em qualquer condição.
 
Período de Inscrições?
 
De 16 de janeiro a 02 de março de 2017.
 
Como participar?
 
A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br). O interessado deverá enviar para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br a ficha de inscrição preenchida juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a proposta da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio,
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas de 16 de janeiro a 2 de março de 2017.
O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30.000,00. 
As regras e definições para participação estão no edital do concurso, também disponível em www.iphan.gov.br.

Atividades em todo o Brasil celebram 80 anos do Iphan

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi criado em janeiro de 1937. E ao longo desses 80 anos muitas coisas mudaram, diversos desafios foram enfrentados e, principalmente, inúmeras conquistas foram alcançadas no propósito firme da preservação e promoção do patrimônio cultural brasileiro. Um desafio que se tornou uma importante realização foi a descentralização do Instituto que, atualmente, está presente em todas as unidades da Federação, com 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais.

Para celebrar essas oito décadas de políticas públicas para o patrimônio cultural, fundamentais para a construção da identidade nacional e a proteção de bens acautelados em todo o país, uma agenda repleta de programações especiais vai ilustrar a riqueza e a diversidade cultural nos quatro cantos do país.

O Iphan convida a todos para comemorarmos, juntos, esse marco em sua história e na memória nacional.

fonte: Portal Iphan

Centro Gerson de Abreu traz oficinas culturais para Iguape

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CURSO DE IDENTIFICAÇÃO E TRATAMENTO DE MADEIRAS

No mês de novembro o pedagogo e restaurador Júlio Barros ministrará o “Curso de Identificação e Tratamento de Madeiras” . Será uma ótima oportunidade aos participantes em dialogar com o professor sobre restauro e aspectos técnicos do material. Será oferecido um panorama geral dos aspectos técnicos, científicos e de legislação que envolvem a identificação e o tratamento das madeiras empregadas na construção e decoração de edifícios históricos tombados. O conhecimento do conteúdo abordado neste curso é essencial àqueles que desejam atuar na área do patrimônio edificado brasileiro

coordenação: Júlio Barros
16 a 24/11 – quartas e quintas-feiras – 19h às 22h
Público alvo : interessados em arquitetura, técnicas construtivas e patrimônio histórico
20 vagas

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Ainda no mês de novembro haverá a “Oficina de Audiovisual”, ministrada pelo diretor e ator Walisson Gomes. Ele passará os conhecimentos técnicos dobre cinema e roteiro, para os participantes criarem ao termino do curso um curta. A atividade terá como foco a transmissão dos métodos empregados nas diferentes etapas de uma produção para TV ou cinema. Serão abordados conteúdos teóricos e práticos sobre linguagem e estética cinematográfica, montagem de planos, decupagem do roteiro e técnicas de filmagem.

Coordenador: Walisson Gomes
16/11 a 10/12 – quinta-feira – das 15h às 18h – sábado – das 14h às 17hs
Público alvo: interessados em artes cênicas e audiovisual
Indicação: maiores de 12 anos
20 vagas

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fotos : Divulgação

MEMÓRIAS IMÓVEIS DE IGUAPE: OFICINA E EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

No mês de novembro teremos a oficina “Memórias Imóveis de Iguape: oficina e exposição”, coordenada pela Fulvia Rodrigues. Nessa atividade convida os participantes registrarem a arquitetura do centro histórico de Iguape. Esta atividade tem o objetivo de usar a fotografia para propiciar, ao morador de Iguape, um novo olhar para seu centro histórico. Em novembro acontecerá a oficina, em que os participantes serão orientados tecnicamente a fotografar a arquitetura colonial da cidade. Em dezembro, as fotos serão apresentadas em exposição na Oficina Cultural Gerson de Abreu.

Coordenadora: Fulvia Rodrigues
18 e 19/11 – sexta-feira – 19h às 22h e sábado – 9h às 17h | 3/12 – sábado – 9h às 12h
Público alvo: interessados em fotografia, arquitetura e patrimônio histórico
20 vagas

UMA NOITE DE CONTOS DE PEDRO MALAZARTE

Em dezembro, para fechar a programação, teremos o sarau de contação de histórias “Uma noite de contos de Pedro Malazarte”, organizado pela Sandra Carezzato. A Sandra Carezzato é graduada em Licenciatura em Educação Artística pela FAAP. Desde de 2015 integra o grupo de pesquisa da oralidade “Antigamente era assim”, estudando elementos construtores das artes da palavra e realizando espetáculos de narração de história. Este sarau traz a narração de diversos contos de Pedro Malazarte, intercalados por histórias de contadores da região. A ação visa promover um diálogo entre os praticantes da literatura oral do Vale do Ribeira, permitindo uma reflexão sobre as raízes brasileiras, as histórias de nossos antepassados e o que elas nos ensinam a respeito de nossa identidade e multiplicidade cultural.

Coordenação: Sandra Carezzato
17/12– sábado – 19h30 às 22h
Público alvo : Pessoas interessadas em literatura e cultura tradicional
15 vagas

Maiores informações podem ser obtidas com Egina Yamamoto Spinula no endereço Largo da Basílica, 59 – Centro. CEP: 11920-000 – Iguape-SP
Telefones: (13) 3841-4004 / 3841-1732 | gersondeabreu@oficinasculturais.org.br

Gente que vem…ETEC Engº Agrº Narciso de Medeiros, de Iguape/SP

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Uma turma de Turismo Receptivo da Escola Técnica Engº Agrônomo Narciso de Medeiros – ETEC, do Centro Paula Souza esteve participando de uma Roda de Conversa sobre o tombamento da cidade de Iguape como Patrimônio Cultural Brasileiro e o papel do Iphan como agente fiscalizador e conscientizador desse patrimônio. Os alunos da profª Cássia Massa também foram orientados pela técnica Maria Helena Rocha sobre a formalização do MEI – Micro Empreendedor Individual e as linhas de crédito do Banco do Povo paulista.  Ao final, os participantes se dispuseram a escrever um pequeno texto abordando a visão de cada um sobre “A Iguape do Futuro”, que será inserido nesse blog brevemente. Sejam bem-vindos !

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fotos: Benê Alves

Gente que vem… E.E. Cel. Jeremias Jr. , de Iguape/SP

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Esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, uma turma de alunos do 3º ano da E.E. Cel Jeremias Jr de Iguape,  uma escola estadual de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos – Supletivo.

Na ocasião foi realizada uma palestra com bases na educação patrimonial, em que se discutiu aspectos importantes sobre o tombamento do conjunto histórico e paisagístico da cidade, bem como sua inscrição no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

Dentre outras caracterizações significativas também foi apresentada a sua delimitação, que busca salvaguardar as diferentes manifestações arquitetônicas que ao longo da história de Iguape tiveram expressão, e que hoje compõem um quadro variado e representativo das diversas fases de seu desenvolvimento econômico e urbano. Nossos agradecimentos à profª Márcia José Martins da Silva. Sejam bem vindos !

Gente que vem… Emef Ver. Kesao Kasuga , de Registro/SP

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foto: Valéria Gazafi

Alunos do ensino fundamental e os professores da EMEF Ver. Kesao Kasuga , profª Sheila Carvalho, Profª Eva Ferreira e Felipe Valdoski visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape, nesta terça (27). Na ocasião receberam informações sobre o patrimônio histórico tombado de Iguape bem como de suas manifestações de caráter imaterial. Também foi explicado o funcionamento das licenças para restaurações e pinturas das casas da cidade. Sejam bem vindos !

Gente que vem… Liceu Terras do Engenho, de Piracicaba/SP

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Os alunos do 7º e 8º ano , monitores e professores do Liceu Terras do Engenho, de Piracicaba/SP estiveram visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira.  Na ocasião, foi realizada uma roda de conversa informal com cerca de 35 alunos sobre a ocupação da região caiçara, aspectos da atuação do Iphan em relação ao patrimônio material e imaterial e a história de Iguape. Nosso obrigado aos monitores e professores Keli , Ricardo, Sandra e Chileno. Sejam bem vindos !

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Oficinas de fibra de bananeira e construção de viola caiçara acontecem em Iguape/SP

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A artesã Marlene Quina Vilella, ministrante da Oficina de Fibras de Bananeira, que teve início no dia 16 de agosto, pelo ciclo de “Oficinas de Transmissão de Saber” do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, explica que o objetivo da oficina é além de ensinar todo o processo de extração, tratamento e tingimento da fibra de bananeira, formar novos produtores e gerar renda.

Artesã há mais dez anos e sócia da AAPCI, Marlene Vilella, diz ser apaixonada pelo que faz e conta que existe uma carência, na região, de produção e venda destas fibras.

“O projeto Gerando renda, motivando cidadãos, tem aberto oportunidades para nós artesãos, tanto de aprendermos, como também de repassar o nosso conhecimento para outras pessoas por meio destas oficinas, e isto é muito importante para mim, pois quando a gente mora em sítio, é preciso ter esta convivência de comunidade passando as informações e se ajudando mutuamente”, fala.

As oficinas acontecem às terças-feiras e sábados das 14:30 às 18:30 horas na sede da Igreja Presbiteriana Bíblica do Brasil no bairro do Itimirim.

“Nós queremos aproveitar a matéria prima, a banana, que é abundante no bairro do Itimirim. Este bairro fica distante do centro da cidade de Iguape e tem muitos agricultores. E eu pretendo ensinar para os participantes desde o início, todo processo do corte da bananeira, direto na roça e explicar como limpar o tronco, tirar as fibras, deixar secar e confeccionar as tiras e os fios para fazerem os trabalhos artesanais”, conta. “Nós podemos extrair da bananeira cinco tipos de fibras, e uma das opções de cultivo no bairro do Itimirim e nas proximidades é o cultivo da banana que é muito abundante em todo Vale do Ribeira”, explica Da Marlene.

O projeto visa valorizar e capacitar os moradores do bairro do Itimirim na extração e tratamento das fibras da bananeira, buscando atender um mercado já existente. Segundo a artesã, a fibra de bananeira é muito procurada para a confecção de peças de artesanato, vestuário, decoração, entre outras. “No Vale do Ribeira não há a oferta destas fibras para comercialização, fala Da Marlene. “Nós iremos disponibilizar essas fibras para venda no espaço da AAPCI em Iguape no Mercado de Artesanato e Cultura e também em feiras e eventos que a AAPCI participa, bem como em lojas virtuais. E assim, gerar uma renda extra para essas famílias do Itimirim”, finaliza a artesã.

Oficina de construção de viola caiçara

A oficina está acontecendo no Bairro Barra do Ribeira em Iguape – SP e é ministrada pelo luthier Cleiton do Prado Carneiro, caiçara e membro da AJJ.

Segundo a coordenadora de projetos da AAPCI, Anísia Lourenço, a escolha do bairro para a oficina vai ao encontro a dois trabalhos que estão sendo desenvolvidos por duas entidades: A Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva” e a AJJ. “A Barra do Ribeira hoje é reduto das famílias caiçaras que foram forçadas a sair do seu território por causa das restrições das leis ambientais e que imigraram para lá”, comenta.

“A Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva”, com o projeto intitulado “Espaço Caiçara”, vem desenvolvendo um projeto de valorização e pertencimento da cultura caiçara”, fala Anísia. “As iniciativas são planejadas pela escola, pela comunidade e parcerias adjacentes e visam o diálogo entre a educação formal e o fortalecimento da identidade local a partir da perspectiva da interdisciplinaridade. Em um esforço conjunto da gestão escolar, professores, funcionários e alunos realizam ações periódicas envolvendo shows, apresentações, atividades em sala de aula, palestras, filmes e oficinas de construção de instrumentos musicais caiçaras como a viola branca e a rabeca fandangueira”, conta a coordenadora. “Já a Associação de Jovens da Jureia – AJJ, tem como objetivos principais a geração de renda, o resgate e a manutenção da cultura caiçara, bem como a permanência das comunidades da Juréia em suas terras e construiu um Centro de Cultura na Barra do Ribeira onde abriga uma oficina de construção de instrumentos musicais; e nós buscamos a parceria com a escola para nos ajudar na divulgação e inscrições para oficina de violas caiçaras e com a AJJ, o espaço para as aulas”, finaliza.

A oficina de construção de violas caiçaras têm duração de três meses , acontece nas quartas e quintas-feiras e é ministrada para até 20 alunos, que na grande maioria são estudantes da Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva.

As inscrições encontram-se abertas e os interessados devem procurar o Mercado de Artesanato e Cultura localizado na Avenida: Princesa Isabel, 708 no Centro Histórico de Iguape – Telefone (13) 3841-1016.

Veja também :  Exposição de instrumentos musicais do fandango caiçara fica em cartaz na Sala do Artista Popular no RJ  

Oficina de construção de rabeca visa atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

Gente que vem… Escola Gracinha

Escola-Gracinha

Na foto, um dos grupos da Escola Nossa Senhora das Graças, de São Paulo/SP

Esteve visitando a Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira, situada em Iguape/SP um grupo de alunos, monitores e professores da Escola Nossa Senhora das Graças, de São Paulo. Na ocasião, foi realizada uma roda de conversa informal sobre assuntos relacionados ao patrimônio material e imaterial da cidade, seus casarios, sobrados e núcleo histórico bem como seus aspectos de conservação ( telhados, alvenarias, cores ) e a ação do Iphan no dia a dia da fiscalização. Também foi discutida brevemente a questão do fandango caiçara, patrimônio cultural imaterial brasileiro e a construção artesanal da rabeca. Sejam bem vindos !

Festa do Bom Senhor Jesus de Iguape 2016 : Explosão de fé no Vale do Ribeira

Por Erika Oishi

A histórica cidade de Iguape, litoral sul de São Paulo, promoveu entre os dias 28 de julho e 6 de agosto a segunda maior festa religiosa do estado de São Paulo, Festa do Bom Senhor Jesus de Iguape, que esse ano contou com a presença de aproximadamente 350 mil pessoas.

A festa conta com inúmeras tradições que relembram a importância da imagem do Jesus de Iguape para a cidade, como a repetição de seu banho nas águas da Fonte do Bom Senhor, assim como ocorreu originalmente em sua descoberta. O ato se deu após o início da primeira procissão da festa, na manhã do dia 28 após a tradicional recepção da chocolatada aos romeiros, na Praça da Basílica.

Esse ano, a festa recebeu 3500 romeiros a cavalos divididos em 31 grupos, 2000 motoqueiros divididos em 3, 800 ciclistas em 10, 756 caminhantes divididos em 25 e por fim, 85 romeiros em 5 grupos de barcos. A grande maioria vindos de cidades distantes em busca da benção do Bom Senhor, o que sempre causa muita emoção para todos os presentes. Além desses, outros momentos marcantes foram as novenas às 19 horas; as missas campais e procissões de Nossa Senhora da Neves na sexta feira e do Bom Jesus no sábado.

No encerramento no dia 6, uma grande queima de fogos aconteceu no morro do Cristo, de onde puderam ser vistos por todos os pontos da cidade e em especial da Praça da Basílica, onde muitos compareceram para acompanhar o momento.

O sucesso de mais um ano da festa comprova a religiosidade das pessoas e o bom acolhimento da cidade que mostrou que a motivação religiosa ainda move e emociona.

Leia também : Fé e emoção marcam procissão em Louvor ao Bom Jesus de Iguape

Exposição “Instrumentos musicais do Fandango Caiçara” fica em cartaz até 11 de setembro na Sala do Artista Popular, no RJ

Principal diversão e momento de socialização das comunidades caiçaras residentes no litoral sul de São Paulo e norte do Paraná, o Fandango Caiçara é tema de exposição “Instrumentos Musicais do Fandango Caiçara” na Sala do Artista Popular, no Rio de Janeiro. A exposição acontece em plena Olímpiadas do RJ, atraindo visitantes de vários lugares do mundo.

A expressão cultural registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012 como Patrimônio Cultural Brasileiro tem sua prática associada à organização de mutirões – nos roçados, nas colheitas ou na construção de benfeitorias, e está presente nas mais diversas festas religiosas, batizados, casamentos e carnaval, quando se comemoram os quatro dias ao som das violas, rabecas, adufos e tamancos.

Feitos manual e artesanalmente, os instrumentos são produzidos por cerca de 40 mestres artesãos no país. Rabecas e violas, por exemplo, levam aproximadamente um mês para serem confeccionadas. Alguns exemplares dessa produção podem ser conferidos na exposição Instrumentos musicais do fandango caiçara, realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).

O fandango caiçara – primeiro bem imaterial do sul do Brasil reconhecido pelo Iphan – possui uma estrutura complexa, que envolve vários tipos de execução de instrumentos musicais, melodias, versos e coreografias. Sua formação instrumental básica é composta por dois tocadores de viola, um de rabeca e um de adufo. Os homens usam tamancos feitos de madeiras duras para marcar as batidas do ritmo. Atualmente, violão e cavaquinho também são utilizados em vários grupos, além de pandeiros, surdos e tantãs. Assista ao vídeo do Registro.

Na iniciativa da Sala do Artista Popular, Programa permanente voltado para a produção de arte popular e artesanato brasileiros, envolvendo ações de pesquisa, documentação, difusão e fomento, também estarão disponíveis alguns instrumentos musicais para venda.

Serviço
Instrumentos musicais do fandango caiçara
Inauguração
: 21 de julho de 2016 às 17h
Local: Sala do Artista Popular
Endereço: Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro – RJ

Horário Exposição: De terça a sexta, de 11h às 18h.
Sábados, domingos e feriados, de 15h às 18h
Período: Até 11 de setembro de 2016
Entrada franca

Realização
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN/Ministério da Cultura

Leia Também > Oficina de construção de rabeca busca atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

Oficinas de Culinária Tradicional Caiçara começam dia 16 de agosto, em Iguape / SP

foto: Myrian Teresa

Por Eliana Rocha

A OFICINA DE CULINÁRIA TRADICIONAL CAIÇARA, faz parte do ciclo de“Oficinas de Transmissão de Saber” do projeto Gerando renda, motivando cidadãos e será ministrada pela artesã Cleide de Moraes Carneiro.

A oficina é gratuita e será oferecida para até vinte pessoas, sendo duas turmas de dez, com quatro aulas por semana num total de 32 horas de aulas. Terá início no dia 16/08, nas terças e quartas-feiras uma turma e quintas e sextas-feiras outra turma, das 14 às 17 horas no CRAS do bairro do Rocio.

TRADIÇÃO FAMILIAR

Além de artesã e cofundadora da AAPCI, Cleide Carneiro também é apaixonada por culinária e aprendeu desde pequena, coma sua família, como preparar os deliciosos pratos caiçaras.

“Nós aumentamos o tempo das aulas, pois nós vamos fazer pratos elaborados na apresentação entre as alunas para que se conheçam entre si e depois vamos tomar um chá, onde pretendo falar sobre a história da culinária caiçara e o porquê da preservação esta tradição”, fala.

“Estes pratos tradicionais iguapenses, mais propriamente dito, foram se perdendo no decorrer do tempo e muitas pessoas não sabem fazer. Como por exemplo, a tainha recheada com frutos do mar, a moqueca de manjuba ou um arroz com marisco, o “lambe-lambe” como a gente fala. Hoje em dia não há mais esta transmissão de saber entre as famílias e quando vamos a um restaurante, na cidade, é difícil encontrar pratos com a nossa identidade”, conta Cleide.

“Dentro deste projeto de geração de renda é importante que as participantes, cuja a metade são de pessoas de renda vulnerável assistidas pelo CRAS, por meio do aprendizado,possam ter mais uma forma de geração de renda. Elas vão aprender estes pratos que não fazem parte do dia a dia delas e, inclusive, podem até trabalharem restaurantes. Eu pretendo em cada aula, na medida do possível, ensinar um prato diferente e explicar que na culinária tradicional caiçara não existe ouso de temperos industrializados, ressaltando a importância do uso de produtos orgânicos da feirinha ou mesmo, da própria horta”, finaliza Cleide.

OFICINA DE DOCES E COMPOTAS

Começa a partir do dia 20/08, a segunda turma da Oficina de Doces e Compotas, ministrada por Marli Yukiko Matsuo Nishidate.  As aulas serão todos os sábados das 9 às 13 horas no Programa “Escola da Família” no Colégio José Muniz Teixeira no bairro do Rocio.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: As inscrições para a Oficina de Pratos Tradicionais Caiçaras encontram-seabertas e os interessados devem procurar o Mercado de Artesanato e Cultura localizado na Avenida Princesa Isabel, 708 no Centro Histórico de Iguape -Telefone (13) 3841-1016.

Culinária Caiçara : Festa da Tainha acontece em Iguape / SP entre os dias 14 e 17 de julho

fest tainhaEntre os dias 14 e 17 de julho acontece em Iguape/SP a 24ª edição da tradicional Festa da Tainha, no bairro do Icapara , um dos cartões postais de Iguape.  Na festa, o visitante poderá experimentar comidas típicas regionais e o  prato estrela da festa, a tainha, que será servida  assada ou recheada. Para animar a festa,  shows dos grupos Peixe com Banana(dia 14/07), Jeferson Luiz e Junior(15/07), Caio Cesar e Diego(16/07) e Netto Pio e banda(17/07). Todos os shows acontecem a partir das 21 horas no Centro de Eventos do bairro do Icapara. A Festa é uma realização da Prefeitura de Iguape através do Departamento de Cultura e Eventos.

Clique aqui e aprenda a fazer  uma deliciosa receita de tainha na folha de bananeira !

Como Chegar em Icapara

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Distância Curitiba a Icapara : 265 km     Distância São Paulo a Icapara : 215 km

Oficina de construção de rabeca busca atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

artesao-rabecaPor Eliana Rocha

A Oficina de construção de rabecas , ministrada pelo artesão Odirlei, faz parte das Oficinas de Transmissão de Saber do projeto Gerando renda, motivando cidadãos coordenado pela AAPCI, e buscar atrair e despertar o interesse dos jovens pela cultura caiçara por meio dos instrumentos usados nos fandangos e reiadas.

Odirlei Franco de Lima, artesão e associado da Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI), cresceu vendo o seu pai trabalhar com a caxeta na confecção de violas, rabecas e outros utensílios que usava no seu dia a dia de caiçara. “Desde criança eu tinha vontade de ter um instrumento e começar a tocar, pois eu cresci vendo meu pai fazendo viola, mas ele acabava vendendo o instrumento. Então, aos 14 anos, eu fiz o meu primeiro instrumento que foi um cavaquinho, mas depois vi que tocar não era tão simples quanto eu imaginava e continuei apenas a fazer instrumentos”, explica Odirlei. “Com o tempo eu parti para fazer outros tipos de instrumentos com a madeira e artesanatos como miniaturas de barcos e remos”.

TRADIÇÃO FAMILIAR – Os pais de Odirlei vieram da Jureia e, nos anos 60, quando a Jureia se tornou reserva ecológica, eles tiveram que se mudar para a Vila Nova, bairro próximo a Icapara. “O meu pai sabe fazer de tudo com a caxeta. Ele aprendeu com o avô e com o pai dele”, conta. “Ele me ensinou que a caxeta, quando você corta uma árvore nasce mais dois ou três troncos dela e se não cortar, aí com o tempo ela morre. Assim, quando você tira a caxeta você abre caminho para nascer mais e isto é um tipo de manejo sustentável”, explica o artesão. “Para o meu pai o trabalho com a caxeta sempre foi uma questão de sobrevivência, pois onde ele morava, na Jureia, eles precisavam aprender a fazer de tudo desde a canoa e o remo para a pesca até o pilão para socar o arroz, a farinha. O meu pai toca viola na folia de reis (reiada) e é fandangueiro. Já no meu caso, trabalhar com a madeira foi mais por gosto e para dar continuidade a técnica que ele me ensinou. Eu acabei me aprimorando e, hoje, faço outros instrumentos como a rabeca, a viola de dez cordas, cavaquinho, e costumo levá-los para o meu pai afinar e dar a aprovação”, complementa.

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ESTRUTURA DA OFICINA – A oficina foi dividida em duas etapas, a primeira etapa teve início no dia 23 de junho, quinta-feira das 14 às 18 horas no salão comunitário do bairro de Vila Nova. “Estimamos uma duração de 3 meses com aulas semanais de 4 horas. “O público é formado por mulheres, jovens e até artesãos que têm o interesse de aprender a construir seus próprios instrumentos. Acontecerá uma outra oficina que deve ser iniciada em agosto, também com duração de 3 meses e a mesma carga horáaria”, diz. “As vagas são para 10 pessoas por turma e eu pretendo repassar aos participantes o conhecimento de como construir instrumentos usando a caxeta e orientá-losar sobre o manejo da madeira. ”Eu vou ensinar aos alunos como aproveitar ao máximo a madeira para a fabricação da rabeca, pois hoje a extração da caxeta é bem restritiva”, explica o ministrante.

IMPORTÂNCIA DA CULTURA CAIÇARA – Para Odirlei a principal importância da oficina e do projeto Gerando renda, motivando cidadãos é a de buscar prender o interesse dos jovens para a cultura caiçara. “Quando eu era jovem eu não dava valor a esta cultura e dizia que viola e rabeca eram “coisa de velho”, o fandango era para pessoas de idade”, fala Odirlei. “Eu sempre vivi a cultura caiçara e participava de tudo, dos mutirões e depois ia para os bailes de fandango e não era muito defensor disto, como eu sou hoje”, explica o artesão. “Naquela época era mais natural, mas de um tempo para cá ficou mais difícil de acontecer e hoje eu dou mais valor. Eu aprendi a importância da cultura caiçara que meu pai teve que aprender por necessidade e agora eu quero manter esta cultura não pela necessidade como o meu pai, mas para preservar e não deixar esta tradição acabar!”

Iphan orienta sobre a colocação de letreiros em Iguape/SP

A colocação de letreiros em edificações situadas no conjunto tombado e entorno de Iguape deverá ser comunicada previamente ao IPHAN e serão autorizadas desde que obedeçam às seguintes recomendações:

Aspectos Gerais:

a) Os letreiros não poderão encobrir total ou parcialmente elementos construtivose/ou decorativos que façam parte da composição da fachada, tais como: cantarias, cunhais, gradis,esquadrias, cimalhas, frisos, beiras-serveiras e demais elementos arquitetônicos de adorno das edificações.
b) Não será permitida a exibição de mais de um letreiro relativo a um só estabelecimento comercial voltado para o logradouro público por fachada de edificação.
c) Os letreiros deverão ser colocados no pavimento térreo do imóvel, não sendo permitido nos pavimentos superiores ou cobertura.
d) Quando o imóvel possuir mais de um estabelecimento comercial no pavimento superior, deverá ser utilizada placa comum no pavimento térreo, que contenha os letreiros de cada estabelecimento. Adotar preferencialmente o padrão perpendicular à fachada.
e) As empenas e muros de imóveis recuados não poderão servir de suporte para qualquer tipo de letreiro.
f) É facultado o uso de iluminação nos letreiros, devendo ser externa, seguindo adequação dos “spots” e dos suportes na fachada que assim o permita ou de fixação na própria placa.
g) O uso de quadros, tabuletas ou totens, bem como a afixação de faixas e anúncios, deverá ser avaliado quanto ao seu melhor posicionamento e aprovado pelo IPHAN.
h) Para os anúncios serão permitidos materiais como: chapa de madeira, chapa metálica, azulejo, vidro, lâmina de acrílico translúcida e outras lâminas que obtiverem prévia aprovação do IPHAN.

Letreiros paralelos à fachada

i) Deverá estar contido em 3/5 (três quintos) da altura compreendida entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área.

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j) Os letreiros deverão ter o comprimento máximo de 1/3 (um terço) da largura da beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área fachada, respeitando-se o comprimento máximo de dois vãos. Nos casos em que o imóvel tenha mais de um estabelecimento comercial, o letreiro fica limitado à largura de um vão.

camara

sapateira

l) No caso da distância entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais exceder a 1,20m, a parte inferior do letreiro deverá distar no máximo 0,40m do topo da verga.

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m) Quando pintadas, as letras deverão ser executadas diretamente sobre a parede, com uma única cor, não se admitindo nenhum tipo de pintura de fundo diferenciada da cor da fachada.

Letreiros perpendiculares à fachada

n) A dimensão máxima será de 0,70 x 0,50 e 0,05m de espessura, podendo ser dispostos na horizontal ou na vertical. Deverão deixar um espaçamento de no máximo 0,15m do alinhamento das fachadas. A projeção do letreiro não pode avançar sobre a rua.
o) O letreiro deve deixar uma altura livre de 2,10m desde sua base inferior até a calçada.

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Esses parâmetros estão sujeitos a alteração, e poderão ser revisados de acordo com o andamento do trabalho “Normatização para intervenções no Conjunto Histórico e Paisagístico de Iguape”.

Consulte o documento em PDF > Informações Técnicas para Letreiros com Imagens

IV FLI tem programação até dia 12 em Iguape/SP

Em sua quarta edição, o FLI, agora Festival Paulista de Literatura, povoa o imaginário de seu público com a literatura fantástica. No Brasil, o gênero traz grandes autores, de diferentes escolas e gerações, de Álvares de Azevedo, Machado de Assis, Murilo Rubião, Guimarães Rosa, Moacyr Scliar, Roberto Drummond, Carlos Drummond de Andrade e André Carneiro, aos novos e já consolidados Eduardo Spohr, André Vianco, Raphael Draccon, Raphael Montes e Carolina Munhóz. Baseado na grande diversidade de escritores e obras, o novo Festival Paulista de Literatura homenageia o centenário do escritor mineiro Murilo Rubião.Durante quatro dias, uma Iguape “irreal como se fosse real”.

PROGRAMAÇÃO: http://www.oficinasculturais.org.br/fli

Zélia Duncan é uma das atrações do IV FLI

Zélia Duncan é uma das atrações do IV FLI

Oficinas de Transmissão de Saber da AAPCI capacitam artesãos de Iguape

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Por Eliana Rocha

A Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI) por meio do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, iniciou em maio as Oficinas de Transmissão de Saber, que têm como objetivo a capacitação de pessoas da comunidade em técnicas do artesanato e culinária tradicional para a geração de renda, além do fortalecimento da cultura tradicional por meio da construção de instrumentos como as rabecas, violas e alfaias.

Neste mês de maio as primeiras oficinas serão:

Construção de Instrumentos de Percussão – Alfaias – terças e sábados das 18 às 20 horas – com duração de três meses

O ministrante, Diego Shoji Ando, é professor de capoeira em Iguape. Em 2011, aprendeu, em São Paulo, com um grupo de Maracatu o passo a passo de como confeccionar tambores e alfaias e trouxe esta experiência para a cidade e, com o apoio da Oficina Gerson de Abreu, ministrou a sua primeira oficina. Em 2012, em parceria com AAPCI, apresentou os instrumentos às crianças do ensino fundamental de Iguape e também nas escolas de Ilha Comprida.

“A oficina será de três meses com quatro horas por semana, todas as terças e sábados das 18 às 20 horas. Os alunos que já são em um total de vinte, vão ter a oportunidade de criar seus próprios instrumentos e ainda ter uma renda fazendo aquilo que gosta”, fala o professor. “Futuramente, nós estamos pensando em criar um ateliê no mesmo espaço da oficina e uma cooperativa e a proposta do projeto Gerando renda, motivando cidadãos é compatível com as nossas ideias, além de ser uma ótima oportunidade para os jovens ganharem o seu próprio dinheiro. Tudo isto é muito satisfatório para todos!, finaliza Diego.

Confecção de Panelas de Barro do Jairê —  terças e quintas-feiras das 15 às 17 horas – três meses

Vanete Muniz Ferreira Campos é artesã e trabalha com as panelas pretas do Jairê há quinze anos. Foi aluna da reconhecida mestra de confecção de panelas pretas, Benedita Dias e hoje sente-se agradecida e responsável pela preservação deste saber tradicional do município de Iguape.

“A oficina de confecção de panelas de barro do Jairê são para aquelas pessoas, principalmente mulheres, que querem ter alguma renda para ajudar no orçamento familiar”, diz Vanete. “Em três meses eu vou ensinar como fazer desde peças pequenas, como cumbucas, até as panelas grandes. Primeiro, vou ensinar como bater o barro, deixá-lo macio, fazer os rolinhos de barro que é a técnica de acordelamento, com as mãos formar as peças, fazer o alisamento, lixar e queimar as peças confeccionadas na oficina”, explica. “O processo às vezes pode ser demorado, mas vai depender da vontade da pessoa em querer treinar bastante e aprender, porque o processo é simples e é o capricho que vai fazer as peças ficarem bonitas. Tem pessoas que têm o dom para ser artesão e outras têm mais dificuldades, mas, no meu caso, fazer as peças é muito mais que uma fonte de renda, é uma terapia!”, finaliza a artesã.

No mês de junho serão abertas as inscrições para as oficinas de construção de rabecas, de construção de viola caiçara e de confecção de doces e compotas.

Os interessados em participar das oficinas do Projeto Gerando renda, motivando cidadãos podem entrar em contato pessoalmente ou por telefone no Mercado de Artesanato e Cultura, Av. Princesa Isabel, 708, centro – das 9:00 às 17:30h todos os dias. Tel.: (13) 3841-1016. As inscrições são gratuitas, mas limitadas.

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FINANÇAS SOLIDÁRIAS E BANCOS COMUNITÁRIOS FORAM OS TEMAS DA PALESTRA MINISTRADA POR RAFAEL MESQUITA

 Em continuidade as palestras sobre o tema “Economia Solidária”, iniciadas no ano passado com Rosana Rocha do IDESC, no dia 20 de maio passado, atendendo ao convite da Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI) Rafael Mesquita, sociólogo e fundador do Banco Comunitário – União Sampaio, compareceu à sede do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, para ministrar a palestra “Finanças Solidárias”.

 Papel fundamental no desenvolvimento solidário das comunidades – Rafael Mesquita é um dos fundadores do Banco Comunitário União Sampaio, fundado em 2009, na comunidade de Campo Limpo, na zona sul da cidade de São Paulo. Ele apresentou aos presentes o conceito de Economia Solidária, o papel das finanças solidárias e dos bancos comunitários na construção do desenvolvimento solidário das comunidades, explicando como funciona um banco comunitário, as formas e as políticas de crédito que um Banco Comunitário de Desenvolvimento – (BCD) precisa ter e os desafios enfrentados nas comunidades. “Para a criação de um BCD, primeiro é preciso buscar um engajamento das pessoas na comunidade. Geralmente estas pessoas estão organizadas em entidades, associações de bairro, movimentos sociais, empreendimentos da economia solidária, governo local, etc… São esses grupos que irão movimentar a comunidade em torno da ideia de um banco comunitário”,  explicou o sociólogo.

Pequenos empréstimos, gerando pequenos negócios – A ideia dos pequenos empréstimos (microcrédito), começou em 1976, quando Professor e Nobel da Paz Muhammad Yunus, com apenas USD 27 começou a emprestar a 42 mulheres que viviam abaixo da linha da pobreza na vila de Jobra, em Bangladesh.

Essas moradoras viviam em um ciclo de miséria, presas a agiotas locais. Com o empréstimo realizado elas puderam pagar suas dívidas e começar pequenos negócios. Este pequeno experimento teve um grande efeito, os empréstimos foram pagos, gerando novos empréstimos e a vida da população de Jobra mudou desde então. Inspirado pela experiência positiva, e percebendo quanto impacto podia ser gerado com uma pequena quantidade de dinheiro, o Professor Yunus fundou o Grameen Bank, com a finalidade de emprestar dinheiro (microcrédito) para pessoas que não teriam acesso a capital em bancos comerciais tradicionais. (Fonte:Yunus Negócios Sociais-Brasil – http://www.yunusnegociossociais.com)

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Desta forma, surgiu, em todo mundo, o conceito de negócios sociais que são empresas que têm como a única missão solucionar um problema social; são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos. Assim, também, é o princípio das finanças solidárias.

Caixa solidário, uma saída! — Segundo Anísia Lourenço, a AAPCI já vem há algum tempo discutindo a ideia de ter um caixa destinado às finanças solidárias, “Nós notamos que muitos artesãos e produtores passam por dificuldades financeiras, o que prejudica a produção e a sua participação em feiras”, fala. “Com o caixa solidário poderíamos emprestar pequenas quantias aos artesãos que necessitassem de dinheiro em um momento de dificuldade, desta forma eles podem continuar com sua produção ou mesma ampliá-la para poder participar de outros pontos de venda. Hoje,  os artesãos e produtores caseiros têm muita dificuldade de trabalhar com os bancos comerciais tradicionais, devido as exigências para uma abertura de conta e um pedido de empréstimo, que não condizem com a realidade deles”, explica Anísia. “Eu acredito que a melhor saída para a AAPCI é ter um caixa solidário para pequenos empréstimos aos associados e com o passar do tempo poderíamos ampliar os serviços de finanças solidárias”, finaliza.

Mario Spínula Filho, artesão e associado da aapci falou sobre a palestra – “A palestra do sociólogo Rafael Mesquita foi muito proveitosa, pois ele falou de vários aspectos de um Banco Comunitário, que é um dos itens da Economia Solidária. Ele esclareceu nossas dúvidas sobre como funciona um Banco Comunitário e a moeda social e como este mecanismo pode ajudar no crescimento da economia de uma região”, diz o artesão. “ A AAPCI já é parceira da Rede de Economia Solidária, e isto não é por acaso, uma vez que praticamos a autogestão. Nós, os associados, somos nossos próprios patrões e a matéria-prima que usamos para confecção do artesanato é extraída da região local e, além do Mercado de Artesanato e Cultura onde vendemos nossos produtos e artesanatos, também participamos da feira do produtor rural aos domingos. Este é o verdadeiro conceito de Economia Solidária: criamos, produzimos e vendemos nossos produtos e com isto geramos a nossa renda!”, finaliza Mario.financassolidarias_rafaelmesquita

Em 2006, foi criada a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, visando a consolidação de políticas públicas e ações que fortaleçam a atuação destes bancos em suas comunidades. Existem atualmente cerca de 100 bancos comunitários de 19 estados de várias regiões do país, sendo 9 bancos no estado de São Paulo. (Fonte: Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão em Economia Solidária (NACE/NESOL – Universidade de São Paulo)

Iguape : Artesãos da AAPCI lançam catálogo com versão virtual

Por Antônio Lara Mendes

Foram meses de trabalho muitas vezes até altas horas da noite, de expectativas, preocupações de discussões acaloradas de definições e também de dúvidas.

A condução firme e forte da organizadora Anisia Lourenco, a paciência, dedicação e profissionalismo da Fernanda Castanho, a nossa designer, as fotos maravilhosas de fotógrafo Celso Margraf, as correções precisas e necessárias da nossa revisora Lilian Rochael deixando aceitáveis os textos escritos por este cantador que despeja no papel suas emoções nem sempre condizentes com as regras gramaticais, mas ele saiu, o tão sonhado e desejado catálogo dos Artesãos da AAPCI.

A publicação vai muito além de ser um simples catálogo. É um registro artístico, cultural, histórico e poético de Iguape, onde estão presentes trabalhos incríveis dos artesãos do município, com técnicas e materiais diversificados.

Foi uma noite memorável de extravasar e se emocionar com seu lançamento.

Missão cumprida com risos e lágrimas, mas sobretudo com a alma leve e feliz por ter participado desse trabalho e ter contribuído com o pouco que temos. Aos amigos que lá estiveram meu muito obrigado, estamos todos de parabéns.

Vocês que se dedicaram tanto meu muito obrigado de coração.

Para quem está longe pode acessar o link CATÁLOGO DOS ARTESÃOS DE IGUAPE – AAPCI

Primeira etapa das obras de restauro da Igreja Matriz de Itu (SP) é concluída

Maior igreja barroca do Estado de São Paulo, a Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu, terá a primeira parte da sua obra de restauração de bens móveis e integrados entregue à população no dia 28 de fevereiro. Contemplado pela Lei Rouanet, o projeto de restauro possibilitou revelações, como pinturas nas paredes que estavam cobertas por tinta há mais de um século. A continuidade dos serviços promete expor outras riquezas escondidas nos altares colaterais do arco-cruzeiro e da nave.

Proposto pela OSCIP Museu a Céu Aberto, o projeto de restauro (Pronac nº 10-12592) contou com recursos da Lei Rouanet, via incentivo fiscal, sendo 50% dos recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da 50% da Prefeitura da Estância Turística de Itu.

Para que a restauração da Igreja Matriz seja completa, é necessário um projeto complementar para a inclusão dos demais elementos artísticos como o arco do cruzeiro, altar de Nossa Senhora do Rosário, altar de São Miguel, capela do Divino Espírito Santo, capela de Nossa Senhora das Dores, capela de São Francisco, capela de Nossa Senhora da Boa Morte e capela de Nossa Senhora de Lourdes.

A primeira fase das obras começou no segundo semestre de 2014, como parte das celebrações dos 406 anos da cidade. A restauração tem revelado muitos dados inéditos e, do ponto de vista metodológico, o contato permanente entre os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan/SP) e a equipe de restauro vem agilizando as decisões interventivas e proporcionando a otimização do trabalho.

O licenciamento, fiscalização e acompanhamento geral do restauro são feitos pelo Iphan e pela Secretaria Municipal de Cultura de Itu, sendo o projeto e os serviços gerenciados pela OSCIP Museu a Céu Aberto; o restauro de esculturas, pinturas e douração feitos pela empresa Julio Moraes Conservação e Restauro; o tratamento de madeiras e suporte operacional para as obras de restauro pela Inspirati Arte, Cultura e Comunicação; e o suporte técnico de engenharia e logística da VEC Engenharia e Gestão.

A aprovação dos projetos, fiscalização e acompanhamento geral do restauro, assim como diferentes pesquisa histórica que se fizeram necessárias foram efetuadas  regularmente pelo Iphan/SP.

Descobertas
A remoção de camadas de repinturas espúrias, nos taboados que revestem as paredes laterais da capela-mor, revelou cenas do Antigo Testamento da Bíblia, à moda de azulejaria em azul e branco, de autoria do até então desconhecido artista Matias Teixeira da Silva, executadas em 1788.

Além disso, a retirada das diversas repinturas na talha do altar-mor, revelou trabalho de esmerado escultor também desconhecido, Bartolomeu Teixeira Guimarães. Também no altar, foi descobreta a pintura e douração pelo Mestre José Patrício da Silva Manso que, após o restauro, voltou a resplandecer sobre as vastas camadas de folheados em prata, nas quatro colunas salomônicas. A pintura, assim como o uso extensivo de folheação à prata e ouro, foram utilizados originalmente em proporção incomum.

As pinturas de Jesuíno do Monte Carmelo, localizadas nas paredes laterais da capela-mor, também passaram por restauração e o resultado será apresentado no dia 28. Somente a douração das molduras dessas telas somam mais de cem metros de comprimento.

Além de todos os benefícios de uma restauração desta amplitude, também se configura um panorama até então desconhecido, com Itu como um importante centro de produção artística no século XVIII, e revelam-se obras inéditas que vêm reconstruir a história colonial do Estado de São Paulo. Também demonstra a eficiência do trabalho integrado de restauradores e historiadores, estudando conjuntamente “in loco” os indícios e traços diversos que toda intervenção de restauro revela, e assim aproveitando oportunidades únicas para uma revisão científica da história.

A Matriz 

Inaugurada em 1780, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu foi inscrita nos livros do tombo Histórico e Belas Artes do Iphan em dezembro de 1938 e é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).

A Matriz encontra-se bastante íntegra, preservando os seus sete altares, quatro oratórios menores, dezenas de imagens dos séculos XVIII e XIX, diversos quadros e grandes quantidades de mobiliário e alfaias. A capela-mór possui um excepcional forro policromado de autoria de José Patrício da Silva Manso, doze grandes telas do padre Jesuíno do Monte Carmelo e as paredes revestidas de madeira, recobertas de pinturas descobertas recentemente.

Iphan e Casa do Patrimônio de João Pessoa abrem chamada de artigos para Caderno Temático de Educação Patrimonial

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Está aberta a chamada de artigos a serem publicados no quinto número da série Caderno Temático de Educação Patrimonial.

Os textos devem abordar questões relacionadas à preservação e valorização do patrimônio cultural e seus reflexos na prática educativa, seja no ambiente formal ou não formal de ensino.

O Caderno Temático de Educação Patrimonial se trata de uma publicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Casa do Patrimônio da Paraíba, que têm como objetivo colaborar para inserção do tema da Educação Patrimonial no processo de ensino e aprendizagem.

Os livros são voltados sobretudo para os professores, de modo a auxiliarem em seus trabalhos desenvolvidos em sala de aula, embora possam ser uma referência para outros profissionais que atuam no tema ou pesquisadores interessados na área.

Os interessados podem enviar os textos até o dia 15 de março de 2016.
Consulte as orientações para apresentação de artigos.

Mais Informações:
Casa do Patrimônio de João Pessoa
Telefone: (83) 3241.2896
E-mail: iphan-pb@iphan.gov.br

Iguape /SP : charme e história no Vale do Ribeira

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foto : Divulgação / Facebook / Cidade de Iguape

A cidade tem o maior acervo preservado de construções coloniais do estado, tombado pelo Iphan em 2009.

Caminhar pelas ruas de paralelepípedo é como voltar à época gloriosa dos ciclos do ouro e do arroz.

O roteiro pode começar com uma visita à Basílica do Bom Jesus de Iguape (Lg. da Basílica, 3841-4910, 7h/18h), construída entre 1787 e 1856. Ela abriga o Museu de Arte Sacra e guarda a imagem do Bom Jesus, encontrada por caboclos no ano de 1647, na Praia do Una – repare também no belo conjunto de azulejos do altar.

Perto dali fica a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira (R. 15 de Novembro, 218, 3841-5503, 2ª/6ª 9h/12h e 14h00/18h00), centro cultural com biblioteca, videoteca e exposições sobre a história da cidade.

O Museu Histórico e Arqueológico (R. das Neves, 45, 3841-0229, 3ª/dom 9h/12h e 14h/17h) fica no sobrado que sediou a primeira casa de fundição de ouro do Brasil.

Para encerrar o passeio, caminhe pela Praça São Benedito, onde uma fonte de 1873 e a Igreja de São Benedito (3841-1131, 2ª/6ª 8h/12h e 13h30/18h) dominam o cenário.

fonte : Cidade de Iguape

Quilombolas do Vale do Ribeira mostram a recuperação de suas sementes tradicionais

“Sementes de Quilombos” é o segundo de uma série de três vídeos sobre o Sistema Agrícola Quilombola, e tem como tema a sua agrobiodiversidade, as razões do declínio da mesma e as estratégias colocadas em prática pelos quilombolas do Vale do Ribeira para a recuperação de suas sementes tradicionais.

 

Salvaguarda do Fandango Caiçara : Paranaguá/PR recebe reunião preparatória do III Encontro

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

Nesta sexta (27), as Superintendências do Iphan no Paraná e em São Paulo e o Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan realizaram em Paranaguá/PR, nas dependências da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá a terceira reunião de articulação entre a instituição, os fandangueiros e os parceiros, com o objetivo de planejar o III Encontro do Fandango, a se realizar em Guaraqueçaba/PR em meados de julho de 2016.

Na pauta desse encontro, foram apresentados  os encaminhamentos da segunda reunião realizada em Iguape/SP e uma breve avaliação das ações realizadas além de formar um Grupo de Trabalho com integrantes das diversas cidades onde existe o fandango.

Estavam presentes na Reunião de Salvaguarda do Fandango os representantes da Superintendência do Iphan no Paraná e em São Paulo, do DPI, fandangueiros, detentores, autoridades municipais,  líderes comunitários e articuladores culturais dos estados do PR, SP e RJ.

Sarau da AAPCI acontece no Espaço Cultural Princesa do Litoral, em Iguape/SP

A AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape realizou com sucesso nesta sexta (27) no Espaço Cultural Princesa do Litoral“, sede do projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” mais uma edição , a 20ª, do seu tradicional Sarau Poético, Literário e Cultural.

Desta vez a escritora e artista plástica Fernanda Castanho lançou seu mais recente trabalho, o livro de ilustrações e poesias “Por Dentro”.

Fotos de Celso Margraf

 

Gente que vem… Produtores culturais de Iporanga/SP

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Esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta segunda-feira (9/11) um grupo de produtores culturais e ambientalistas do tradicional Bairro do Ribeirão, de Iporanga/SP. Ciceroneado pelo artista e músico Antônio Lara Mendes, o grupo participou de uma pequena reunião,  em que foram discutidas, de maneira informal, as dificuldades e perspectivas do patrimônio cultural material e imaterial daquela cidade bem como a atuação da Casa do Patrimônio. Sejam bem vindos a Iguape !

Nova turma da 3ª Idade de Cajati/SP participa de palestra sobre patrimônio histórico em Iguape

Nesta sexta, 23/10 . mais uma turma da 3ª Idade da cidade de Cajati participou de uma palestra sobre patrimônio histórico e cultural, na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP.

Confira as fotos !

Projeto oferece curso de fotografia para artesãos em Iguape/SP

 

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Entre as atividades do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), está a capacitação em fotografia básica. As aulas acontecem nos dias 20 e 21 de outubro, com o premiado fotógrafo paranaense Celso Margraf.

O objetivo é proporcionar o ensino da fotografia como forma de expressão, para que os artesãos possam adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre a operação de equipamentos fotográficos e a captação de imagens de qualidade. Dessa forma, poderão expressar sua visão pessoal por intermédio das imagens e fazer o registro visual das etapas de criação artesanal e do produto final.

A oficina será dividida em duas partes. Inicialmente Margraf pretende falar sobre os tipos de câmeras e lentes, técnicas e utilização dos recursos de velocidade do obturador, abertura do diafragma, fotometragem, conceitos de composição e enquadramento de uma imagem fotográfica. Depois, os alunos terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, fotografando suas próprias peças de artesanato e o trabalho de criação passo a passo.

“Essa capacitação é importante para que o artesão da AAPCI aprenda a registrar as suas peças, tendo assim imagens fotográficas de qualidade para a divulgação do seu produto, buscando novas possibilidades de renda na atual tendência do comércio eletrônico através da internet e da divulgação do processo de criação de uma peça artesanal muitas vezes única e exclusiva de cada artesão”, explica o fotógrafo.

Além do curso de fotografia, o projeto conta com diversas ações visando aprimorar o trabalho dos artesãos, como oficinas de economia solidária, marketing, entre outras atividades. A entidade conta com 50 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato.

Fotógrafo premiado
Especialista em fotografias da natureza, Margraf já participou de inúmeras exposições e tem vários trabalhos premiados. Em 2008, recebeu o Prêmio SOS Mata Atlântica com o registro do mico-leão-de-cara-preta, espécie rara e ameaçada de extinção. Suas imagens ilustram trabalhos importantes como o Atlas da Fauna Brasileira, publicado pelo ICMBio do Ministério do Meio Ambiente e o livro Atlantic Rain Forest, Sebuí Sonho, Dream, da RPPN Reserva Ecológica do Sebuí.

 

Curso de Turismo da ETEC de Iguape visita a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Nesta segunda-feira, 19/10, os alunos do Curso Técnico de Turismo da ETEC , coordenados pela Profª Cássia Massa visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, ocasião em que participaram de uma palestra de Educação Patrimonial.

Conhecida na Região do Vale do Ribeira como o “Colégio Agrícola de Iguape“, a ETEC Enhenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros exibe beleza natural, integração com o meio ambiente e qualidade de ensino. Instalada em 1971, ofereceu sua única Habilitação Técnica em Agropecuária até 1998. A partir de 1999, foram implantados os cursos Técnicos de Agricultura, Turismo, Meio Ambiente e Florestal.

Em 2003 foi implantado o curso de Hotelaria e recentemente em 2007 foi implantado o curso técnico em Informática, definindo, assim, sua missão de firmar-se como um centro gerador, capacitador e difusor de tecnologias ambientais e formador de técnicos capazes de operacionalizar mudanças no Vale do Ribeira.

Possui uma área de 53 alqueires, rica em recursos naturais, (80% de sua área), inserida na APA CIP (Cananéia, Iguape, Peruíbe) Área de Proteção Ambiental.