Oficinas de fibra de bananeira e construção de viola caiçara acontecem em Iguape/SP

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A artesã Marlene Quina Vilella, ministrante da Oficina de Fibras de Bananeira, que teve início no dia 16 de agosto, pelo ciclo de “Oficinas de Transmissão de Saber” do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, explica que o objetivo da oficina é além de ensinar todo o processo de extração, tratamento e tingimento da fibra de bananeira, formar novos produtores e gerar renda.

Artesã há mais dez anos e sócia da AAPCI, Marlene Vilella, diz ser apaixonada pelo que faz e conta que existe uma carência, na região, de produção e venda destas fibras.

“O projeto Gerando renda, motivando cidadãos, tem aberto oportunidades para nós artesãos, tanto de aprendermos, como também de repassar o nosso conhecimento para outras pessoas por meio destas oficinas, e isto é muito importante para mim, pois quando a gente mora em sítio, é preciso ter esta convivência de comunidade passando as informações e se ajudando mutuamente”, fala.

As oficinas acontecem às terças-feiras e sábados das 14:30 às 18:30 horas na sede da Igreja Presbiteriana Bíblica do Brasil no bairro do Itimirim.

“Nós queremos aproveitar a matéria prima, a banana, que é abundante no bairro do Itimirim. Este bairro fica distante do centro da cidade de Iguape e tem muitos agricultores. E eu pretendo ensinar para os participantes desde o início, todo processo do corte da bananeira, direto na roça e explicar como limpar o tronco, tirar as fibras, deixar secar e confeccionar as tiras e os fios para fazerem os trabalhos artesanais”, conta. “Nós podemos extrair da bananeira cinco tipos de fibras, e uma das opções de cultivo no bairro do Itimirim e nas proximidades é o cultivo da banana que é muito abundante em todo Vale do Ribeira”, explica Da Marlene.

O projeto visa valorizar e capacitar os moradores do bairro do Itimirim na extração e tratamento das fibras da bananeira, buscando atender um mercado já existente. Segundo a artesã, a fibra de bananeira é muito procurada para a confecção de peças de artesanato, vestuário, decoração, entre outras. “No Vale do Ribeira não há a oferta destas fibras para comercialização, fala Da Marlene. “Nós iremos disponibilizar essas fibras para venda no espaço da AAPCI em Iguape no Mercado de Artesanato e Cultura e também em feiras e eventos que a AAPCI participa, bem como em lojas virtuais. E assim, gerar uma renda extra para essas famílias do Itimirim”, finaliza a artesã.

Oficina de construção de viola caiçara

A oficina está acontecendo no Bairro Barra do Ribeira em Iguape – SP e é ministrada pelo luthier Cleiton do Prado Carneiro, caiçara e membro da AJJ.

Segundo a coordenadora de projetos da AAPCI, Anísia Lourenço, a escolha do bairro para a oficina vai ao encontro a dois trabalhos que estão sendo desenvolvidos por duas entidades: A Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva” e a AJJ. “A Barra do Ribeira hoje é reduto das famílias caiçaras que foram forçadas a sair do seu território por causa das restrições das leis ambientais e que imigraram para lá”, comenta.

“A Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva”, com o projeto intitulado “Espaço Caiçara”, vem desenvolvendo um projeto de valorização e pertencimento da cultura caiçara”, fala Anísia. “As iniciativas são planejadas pela escola, pela comunidade e parcerias adjacentes e visam o diálogo entre a educação formal e o fortalecimento da identidade local a partir da perspectiva da interdisciplinaridade. Em um esforço conjunto da gestão escolar, professores, funcionários e alunos realizam ações periódicas envolvendo shows, apresentações, atividades em sala de aula, palestras, filmes e oficinas de construção de instrumentos musicais caiçaras como a viola branca e a rabeca fandangueira”, conta a coordenadora. “Já a Associação de Jovens da Jureia – AJJ, tem como objetivos principais a geração de renda, o resgate e a manutenção da cultura caiçara, bem como a permanência das comunidades da Juréia em suas terras e construiu um Centro de Cultura na Barra do Ribeira onde abriga uma oficina de construção de instrumentos musicais; e nós buscamos a parceria com a escola para nos ajudar na divulgação e inscrições para oficina de violas caiçaras e com a AJJ, o espaço para as aulas”, finaliza.

A oficina de construção de violas caiçaras têm duração de três meses , acontece nas quartas e quintas-feiras e é ministrada para até 20 alunos, que na grande maioria são estudantes da Escola Estadual “Sebastiana Muniz Paiva.

As inscrições encontram-se abertas e os interessados devem procurar o Mercado de Artesanato e Cultura localizado na Avenida: Princesa Isabel, 708 no Centro Histórico de Iguape – Telefone (13) 3841-1016.

Veja também :  Exposição de instrumentos musicais do fandango caiçara fica em cartaz na Sala do Artista Popular no RJ  

Oficina de construção de rabeca visa atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

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