Reunião sobre salvaguarda do fandango caiçara acontece em Iguape/SP

foto: Osvaldo Capetta/paranagua.pr.gov.br

O Fandango Caiçara foi patrimonializado pelo Iphan em novembro de 2012.  Se insere neste bem cultural um vasto repertório de saberes e fazeres que forma o mosaico das expressões fandangueiras, desenhado, em diferentes territórios e territorialidades, do litoral norte do Paraná ao litoral sul de São Paulo.

O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , através das Superintendências em São Paulo e Paraná, juntamente com o DPI: Departamento de Patrimônio Imaterial, assumindo o compromisso e trabalhando na salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial , realiza neste sábado (22), na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP, a primeira reunião de articulação entre a instituição, fandangueiros e parceiros.

O Fandango Caiçara compõe um universo cultural complexo, articula relações de parentesco, compadrio, trabalho e amizade, promovendo também a circulação de conhecimentos. É na estrutura poético-musical de seus versos, na sonoridade de seus instrumentos, movimentos e gestualidades específicas de suas danças que o fandango “bate o pé” e permanece entre as variadas práticas caiçaras.

Entrecortando relações marcadas por essa identidade, o fandango, em suas afinações, acordes e timbres forma um universo musical específico, transitando pela fé, festa e trabalho. Neste contexto, os bons bailes de fandango, marcados pela fartura de comida e bebida, eram, nesse sistema, o “pagamento” oferecido pelos donos das casas beneficiadas pelo dia de trabalho realizado pela comunidade. A sala com chão de madeira era a única exigência para a realização dos bailes, que além de uma função produtiva, facilitava e estreitava os laços sociais entre os vizinhos, permitindo a troca de informações e, muitas vezes, facilitando namoros e casamentos.

Sob a melodia de violas e rabecas a memória caiçara se atualiza e ganha continuidade entre a juventude que sempre se faz presente. Quando acontece o fandango é momento de troca e diálogos intergeracionais, afirma-se aí a dinâmica que envolve as manifestações culturais populares.

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