Gente que vem… Escola Gracinha

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Na foto, um dos grupos da Escola Nossa Senhora das Graças, de São Paulo/SP

Esteve visitando a Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira, situada em Iguape/SP um grupo de alunos, monitores e professores da Escola Nossa Senhora das Graças, de São Paulo. Na ocasião, foi realizada uma roda de conversa informal sobre assuntos relacionados ao patrimônio material e imaterial da cidade, seus casarios, sobrados e núcleo histórico bem como seus aspectos de conservação ( telhados, alvenarias, cores ) e a ação do Iphan no dia a dia da fiscalização. Também foi discutida brevemente a questão do fandango caiçara, patrimônio cultural imaterial brasileiro e a construção artesanal da rabeca. Sejam bem vindos !

Festa do Bom Senhor Jesus de Iguape 2016 : Explosão de fé no Vale do Ribeira

Por Erika Oishi

A histórica cidade de Iguape, litoral sul de São Paulo, promoveu entre os dias 28 de julho e 6 de agosto a segunda maior festa religiosa do estado de São Paulo, Festa do Bom Senhor Jesus de Iguape, que esse ano contou com a presença de aproximadamente 350 mil pessoas.

A festa conta com inúmeras tradições que relembram a importância da imagem do Jesus de Iguape para a cidade, como a repetição de seu banho nas águas da Fonte do Bom Senhor, assim como ocorreu originalmente em sua descoberta. O ato se deu após o início da primeira procissão da festa, na manhã do dia 28 após a tradicional recepção da chocolatada aos romeiros, na Praça da Basílica.

Esse ano, a festa recebeu 3500 romeiros a cavalos divididos em 31 grupos, 2000 motoqueiros divididos em 3, 800 ciclistas em 10, 756 caminhantes divididos em 25 e por fim, 85 romeiros em 5 grupos de barcos. A grande maioria vindos de cidades distantes em busca da benção do Bom Senhor, o que sempre causa muita emoção para todos os presentes. Além desses, outros momentos marcantes foram as novenas às 19 horas; as missas campais e procissões de Nossa Senhora da Neves na sexta feira e do Bom Jesus no sábado.

No encerramento no dia 6, uma grande queima de fogos aconteceu no morro do Cristo, de onde puderam ser vistos por todos os pontos da cidade e em especial da Praça da Basílica, onde muitos compareceram para acompanhar o momento.

O sucesso de mais um ano da festa comprova a religiosidade das pessoas e o bom acolhimento da cidade que mostrou que a motivação religiosa ainda move e emociona.

Leia também : Fé e emoção marcam procissão em Louvor ao Bom Jesus de Iguape

Exposição “Instrumentos musicais do Fandango Caiçara” fica em cartaz até 11 de setembro na Sala do Artista Popular, no RJ

Principal diversão e momento de socialização das comunidades caiçaras residentes no litoral sul de São Paulo e norte do Paraná, o Fandango Caiçara é tema de exposição “Instrumentos Musicais do Fandango Caiçara” na Sala do Artista Popular, no Rio de Janeiro. A exposição acontece em plena Olímpiadas do RJ, atraindo visitantes de vários lugares do mundo.

A expressão cultural registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012 como Patrimônio Cultural Brasileiro tem sua prática associada à organização de mutirões – nos roçados, nas colheitas ou na construção de benfeitorias, e está presente nas mais diversas festas religiosas, batizados, casamentos e carnaval, quando se comemoram os quatro dias ao som das violas, rabecas, adufos e tamancos.

Feitos manual e artesanalmente, os instrumentos são produzidos por cerca de 40 mestres artesãos no país. Rabecas e violas, por exemplo, levam aproximadamente um mês para serem confeccionadas. Alguns exemplares dessa produção podem ser conferidos na exposição Instrumentos musicais do fandango caiçara, realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).

O fandango caiçara – primeiro bem imaterial do sul do Brasil reconhecido pelo Iphan – possui uma estrutura complexa, que envolve vários tipos de execução de instrumentos musicais, melodias, versos e coreografias. Sua formação instrumental básica é composta por dois tocadores de viola, um de rabeca e um de adufo. Os homens usam tamancos feitos de madeiras duras para marcar as batidas do ritmo. Atualmente, violão e cavaquinho também são utilizados em vários grupos, além de pandeiros, surdos e tantãs. Assista ao vídeo do Registro.

Na iniciativa da Sala do Artista Popular, Programa permanente voltado para a produção de arte popular e artesanato brasileiros, envolvendo ações de pesquisa, documentação, difusão e fomento, também estarão disponíveis alguns instrumentos musicais para venda.

Serviço
Instrumentos musicais do fandango caiçara
Inauguração
: 21 de julho de 2016 às 17h
Local: Sala do Artista Popular
Endereço: Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro – RJ

Horário Exposição: De terça a sexta, de 11h às 18h.
Sábados, domingos e feriados, de 15h às 18h
Período: Até 11 de setembro de 2016
Entrada franca

Realização
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN/Ministério da Cultura

Leia Também > Oficina de construção de rabeca busca atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

Oficinas de Culinária Tradicional Caiçara começam dia 16 de agosto, em Iguape / SP

foto: Myrian Teresa

Por Eliana Rocha

A OFICINA DE CULINÁRIA TRADICIONAL CAIÇARA, faz parte do ciclo de“Oficinas de Transmissão de Saber” do projeto Gerando renda, motivando cidadãos e será ministrada pela artesã Cleide de Moraes Carneiro.

A oficina é gratuita e será oferecida para até vinte pessoas, sendo duas turmas de dez, com quatro aulas por semana num total de 32 horas de aulas. Terá início no dia 16/08, nas terças e quartas-feiras uma turma e quintas e sextas-feiras outra turma, das 14 às 17 horas no CRAS do bairro do Rocio.

TRADIÇÃO FAMILIAR

Além de artesã e cofundadora da AAPCI, Cleide Carneiro também é apaixonada por culinária e aprendeu desde pequena, coma sua família, como preparar os deliciosos pratos caiçaras.

“Nós aumentamos o tempo das aulas, pois nós vamos fazer pratos elaborados na apresentação entre as alunas para que se conheçam entre si e depois vamos tomar um chá, onde pretendo falar sobre a história da culinária caiçara e o porquê da preservação esta tradição”, fala.

“Estes pratos tradicionais iguapenses, mais propriamente dito, foram se perdendo no decorrer do tempo e muitas pessoas não sabem fazer. Como por exemplo, a tainha recheada com frutos do mar, a moqueca de manjuba ou um arroz com marisco, o “lambe-lambe” como a gente fala. Hoje em dia não há mais esta transmissão de saber entre as famílias e quando vamos a um restaurante, na cidade, é difícil encontrar pratos com a nossa identidade”, conta Cleide.

“Dentro deste projeto de geração de renda é importante que as participantes, cuja a metade são de pessoas de renda vulnerável assistidas pelo CRAS, por meio do aprendizado,possam ter mais uma forma de geração de renda. Elas vão aprender estes pratos que não fazem parte do dia a dia delas e, inclusive, podem até trabalharem restaurantes. Eu pretendo em cada aula, na medida do possível, ensinar um prato diferente e explicar que na culinária tradicional caiçara não existe ouso de temperos industrializados, ressaltando a importância do uso de produtos orgânicos da feirinha ou mesmo, da própria horta”, finaliza Cleide.

OFICINA DE DOCES E COMPOTAS

Começa a partir do dia 20/08, a segunda turma da Oficina de Doces e Compotas, ministrada por Marli Yukiko Matsuo Nishidate.  As aulas serão todos os sábados das 9 às 13 horas no Programa “Escola da Família” no Colégio José Muniz Teixeira no bairro do Rocio.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: As inscrições para a Oficina de Pratos Tradicionais Caiçaras encontram-seabertas e os interessados devem procurar o Mercado de Artesanato e Cultura localizado na Avenida Princesa Isabel, 708 no Centro Histórico de Iguape -Telefone (13) 3841-1016.

Culinária Caiçara : Festa da Tainha acontece em Iguape / SP entre os dias 14 e 17 de julho

fest tainhaEntre os dias 14 e 17 de julho acontece em Iguape/SP a 24ª edição da tradicional Festa da Tainha, no bairro do Icapara , um dos cartões postais de Iguape.  Na festa, o visitante poderá experimentar comidas típicas regionais e o  prato estrela da festa, a tainha, que será servida  assada ou recheada. Para animar a festa,  shows dos grupos Peixe com Banana(dia 14/07), Jeferson Luiz e Junior(15/07), Caio Cesar e Diego(16/07) e Netto Pio e banda(17/07). Todos os shows acontecem a partir das 21 horas no Centro de Eventos do bairro do Icapara. A Festa é uma realização da Prefeitura de Iguape através do Departamento de Cultura e Eventos.

Clique aqui e aprenda a fazer  uma deliciosa receita de tainha na folha de bananeira !

Como Chegar em Icapara

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Distância Curitiba a Icapara : 265 km     Distância São Paulo a Icapara : 215 km

Oficina de construção de rabeca busca atrair o interesse dos jovens pela cultura caiçara

artesao-rabecaPor Eliana Rocha

A Oficina de construção de rabecas , ministrada pelo artesão Odirlei, faz parte das Oficinas de Transmissão de Saber do projeto Gerando renda, motivando cidadãos coordenado pela AAPCI, e buscar atrair e despertar o interesse dos jovens pela cultura caiçara por meio dos instrumentos usados nos fandangos e reiadas.

Odirlei Franco de Lima, artesão e associado da Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI), cresceu vendo o seu pai trabalhar com a caxeta na confecção de violas, rabecas e outros utensílios que usava no seu dia a dia de caiçara. “Desde criança eu tinha vontade de ter um instrumento e começar a tocar, pois eu cresci vendo meu pai fazendo viola, mas ele acabava vendendo o instrumento. Então, aos 14 anos, eu fiz o meu primeiro instrumento que foi um cavaquinho, mas depois vi que tocar não era tão simples quanto eu imaginava e continuei apenas a fazer instrumentos”, explica Odirlei. “Com o tempo eu parti para fazer outros tipos de instrumentos com a madeira e artesanatos como miniaturas de barcos e remos”.

TRADIÇÃO FAMILIAR – Os pais de Odirlei vieram da Jureia e, nos anos 60, quando a Jureia se tornou reserva ecológica, eles tiveram que se mudar para a Vila Nova, bairro próximo a Icapara. “O meu pai sabe fazer de tudo com a caxeta. Ele aprendeu com o avô e com o pai dele”, conta. “Ele me ensinou que a caxeta, quando você corta uma árvore nasce mais dois ou três troncos dela e se não cortar, aí com o tempo ela morre. Assim, quando você tira a caxeta você abre caminho para nascer mais e isto é um tipo de manejo sustentável”, explica o artesão. “Para o meu pai o trabalho com a caxeta sempre foi uma questão de sobrevivência, pois onde ele morava, na Jureia, eles precisavam aprender a fazer de tudo desde a canoa e o remo para a pesca até o pilão para socar o arroz, a farinha. O meu pai toca viola na folia de reis (reiada) e é fandangueiro. Já no meu caso, trabalhar com a madeira foi mais por gosto e para dar continuidade a técnica que ele me ensinou. Eu acabei me aprimorando e, hoje, faço outros instrumentos como a rabeca, a viola de dez cordas, cavaquinho, e costumo levá-los para o meu pai afinar e dar a aprovação”, complementa.

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ESTRUTURA DA OFICINA – A oficina foi dividida em duas etapas, a primeira etapa teve início no dia 23 de junho, quinta-feira das 14 às 18 horas no salão comunitário do bairro de Vila Nova. “Estimamos uma duração de 3 meses com aulas semanais de 4 horas. “O público é formado por mulheres, jovens e até artesãos que têm o interesse de aprender a construir seus próprios instrumentos. Acontecerá uma outra oficina que deve ser iniciada em agosto, também com duração de 3 meses e a mesma carga horáaria”, diz. “As vagas são para 10 pessoas por turma e eu pretendo repassar aos participantes o conhecimento de como construir instrumentos usando a caxeta e orientá-losar sobre o manejo da madeira. ”Eu vou ensinar aos alunos como aproveitar ao máximo a madeira para a fabricação da rabeca, pois hoje a extração da caxeta é bem restritiva”, explica o ministrante.

IMPORTÂNCIA DA CULTURA CAIÇARA – Para Odirlei a principal importância da oficina e do projeto Gerando renda, motivando cidadãos é a de buscar prender o interesse dos jovens para a cultura caiçara. “Quando eu era jovem eu não dava valor a esta cultura e dizia que viola e rabeca eram “coisa de velho”, o fandango era para pessoas de idade”, fala Odirlei. “Eu sempre vivi a cultura caiçara e participava de tudo, dos mutirões e depois ia para os bailes de fandango e não era muito defensor disto, como eu sou hoje”, explica o artesão. “Naquela época era mais natural, mas de um tempo para cá ficou mais difícil de acontecer e hoje eu dou mais valor. Eu aprendi a importância da cultura caiçara que meu pai teve que aprender por necessidade e agora eu quero manter esta cultura não pela necessidade como o meu pai, mas para preservar e não deixar esta tradição acabar!”

Iphan orienta sobre a colocação de letreiros em Iguape/SP

A colocação de letreiros em edificações situadas no conjunto tombado e entorno de Iguape deverá ser comunicada previamente ao IPHAN e serão autorizadas desde que obedeçam às seguintes recomendações:

Aspectos Gerais:

a) Os letreiros não poderão encobrir total ou parcialmente elementos construtivose/ou decorativos que façam parte da composição da fachada, tais como: cantarias, cunhais, gradis,esquadrias, cimalhas, frisos, beiras-serveiras e demais elementos arquitetônicos de adorno das edificações.
b) Não será permitida a exibição de mais de um letreiro relativo a um só estabelecimento comercial voltado para o logradouro público por fachada de edificação.
c) Os letreiros deverão ser colocados no pavimento térreo do imóvel, não sendo permitido nos pavimentos superiores ou cobertura.
d) Quando o imóvel possuir mais de um estabelecimento comercial no pavimento superior, deverá ser utilizada placa comum no pavimento térreo, que contenha os letreiros de cada estabelecimento. Adotar preferencialmente o padrão perpendicular à fachada.
e) As empenas e muros de imóveis recuados não poderão servir de suporte para qualquer tipo de letreiro.
f) É facultado o uso de iluminação nos letreiros, devendo ser externa, seguindo adequação dos “spots” e dos suportes na fachada que assim o permita ou de fixação na própria placa.
g) O uso de quadros, tabuletas ou totens, bem como a afixação de faixas e anúncios, deverá ser avaliado quanto ao seu melhor posicionamento e aprovado pelo IPHAN.
h) Para os anúncios serão permitidos materiais como: chapa de madeira, chapa metálica, azulejo, vidro, lâmina de acrílico translúcida e outras lâminas que obtiverem prévia aprovação do IPHAN.

Letreiros paralelos à fachada

i) Deverá estar contido em 3/5 (três quintos) da altura compreendida entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área.

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j) Os letreiros deverão ter o comprimento máximo de 1/3 (um terço) da largura da beiras-seveiras ou beirais, atingindo a altura máxima de 0,40m, devendo estar centralizado vertical e horizontalmente na área fachada, respeitando-se o comprimento máximo de dois vãos. Nos casos em que o imóvel tenha mais de um estabelecimento comercial, o letreiro fica limitado à largura de um vão.

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l) No caso da distância entre a verga das aberturas do térreo (portas e janelas) e o alinhamento inferior das sacadas (no caso de sobrado), ou dos frisos, cimalhas, beiras-seveiras ou beirais exceder a 1,20m, a parte inferior do letreiro deverá distar no máximo 0,40m do topo da verga.

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m) Quando pintadas, as letras deverão ser executadas diretamente sobre a parede, com uma única cor, não se admitindo nenhum tipo de pintura de fundo diferenciada da cor da fachada.

Letreiros perpendiculares à fachada

n) A dimensão máxima será de 0,70 x 0,50 e 0,05m de espessura, podendo ser dispostos na horizontal ou na vertical. Deverão deixar um espaçamento de no máximo 0,15m do alinhamento das fachadas. A projeção do letreiro não pode avançar sobre a rua.
o) O letreiro deve deixar uma altura livre de 2,10m desde sua base inferior até a calçada.

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Esses parâmetros estão sujeitos a alteração, e poderão ser revisados de acordo com o andamento do trabalho “Normatização para intervenções no Conjunto Histórico e Paisagístico de Iguape”.

Consulte o documento em PDF > Informações Técnicas para Letreiros com Imagens

IV FLI tem programação até dia 12 em Iguape/SP

Em sua quarta edição, o FLI, agora Festival Paulista de Literatura, povoa o imaginário de seu público com a literatura fantástica. No Brasil, o gênero traz grandes autores, de diferentes escolas e gerações, de Álvares de Azevedo, Machado de Assis, Murilo Rubião, Guimarães Rosa, Moacyr Scliar, Roberto Drummond, Carlos Drummond de Andrade e André Carneiro, aos novos e já consolidados Eduardo Spohr, André Vianco, Raphael Draccon, Raphael Montes e Carolina Munhóz. Baseado na grande diversidade de escritores e obras, o novo Festival Paulista de Literatura homenageia o centenário do escritor mineiro Murilo Rubião.Durante quatro dias, uma Iguape “irreal como se fosse real”.

PROGRAMAÇÃO: http://www.oficinasculturais.org.br/fli

Zélia Duncan é uma das atrações do IV FLI

Zélia Duncan é uma das atrações do IV FLI

1ª Festa do Fandango Caiçara tem entrega de Certificados de Patrimônio Cultural Brasileiro a fandangueiros , em Cananéia/SP

Entre os dias 26 e 29 de maio de 2016 a cidade de Cananeia se transformou na capital regional do fandango caiçara.

O Ponto de Cultura Caiçaras realizou a “1ª Festa do Fandango Caiçara de Cananeia” com o intuito de apoiar, incentivar, fomentar e difundir elementos do Fandango Caiçara, promovendo a rica expressividade histórica, social e artística dessa tradicional cultura popular brasileira.

Na ocasião, foram entregues pela Superintendência do Iphan em São Paulo , os certificados de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro ao Fandango Caiçara pela inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão .

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O evento contou com a participação dos grupos de Cananeia: Grupo de Fandango Esperança, Grupo de Fandango Batido São Gonçalo, Grupo de Fandango Vida Feliz, Caiçaras do Acaraú, Grupo de Fandango Família Neves, Irmãos Pereira, Família Alves e Grupo Violas de Ouro do São Paulo Bagre bem como com as  participações especiais dos grupos Manema (Iguape), Grupo Fandango Caiçara de Ubatuba (Ubatuba), Grupo Mandicuera (Paranaguá/PR) e Grupo Cirandeiro de Parati (Paraty/RJ).

Ao todo, foram quatro dias de intensas vivências, rodas de conversa e muitas outras atividades, aliadas à arte, educação e a rica cultura caiçara.

fotos: Divulgação

Veja mais em “Ponto de Cultura Caiçaras

Oficinas de Transmissão de Saber da AAPCI capacitam artesãos de Iguape

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Por Eliana Rocha

A Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI) por meio do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, iniciou em maio as Oficinas de Transmissão de Saber, que têm como objetivo a capacitação de pessoas da comunidade em técnicas do artesanato e culinária tradicional para a geração de renda, além do fortalecimento da cultura tradicional por meio da construção de instrumentos como as rabecas, violas e alfaias.

Neste mês de maio as primeiras oficinas serão:

Construção de Instrumentos de Percussão – Alfaias – terças e sábados das 18 às 20 horas – com duração de três meses

O ministrante, Diego Shoji Ando, é professor de capoeira em Iguape. Em 2011, aprendeu, em São Paulo, com um grupo de Maracatu o passo a passo de como confeccionar tambores e alfaias e trouxe esta experiência para a cidade e, com o apoio da Oficina Gerson de Abreu, ministrou a sua primeira oficina. Em 2012, em parceria com AAPCI, apresentou os instrumentos às crianças do ensino fundamental de Iguape e também nas escolas de Ilha Comprida.

“A oficina será de três meses com quatro horas por semana, todas as terças e sábados das 18 às 20 horas. Os alunos que já são em um total de vinte, vão ter a oportunidade de criar seus próprios instrumentos e ainda ter uma renda fazendo aquilo que gosta”, fala o professor. “Futuramente, nós estamos pensando em criar um ateliê no mesmo espaço da oficina e uma cooperativa e a proposta do projeto Gerando renda, motivando cidadãos é compatível com as nossas ideias, além de ser uma ótima oportunidade para os jovens ganharem o seu próprio dinheiro. Tudo isto é muito satisfatório para todos!, finaliza Diego.

Confecção de Panelas de Barro do Jairê —  terças e quintas-feiras das 15 às 17 horas – três meses

Vanete Muniz Ferreira Campos é artesã e trabalha com as panelas pretas do Jairê há quinze anos. Foi aluna da reconhecida mestra de confecção de panelas pretas, Benedita Dias e hoje sente-se agradecida e responsável pela preservação deste saber tradicional do município de Iguape.

“A oficina de confecção de panelas de barro do Jairê são para aquelas pessoas, principalmente mulheres, que querem ter alguma renda para ajudar no orçamento familiar”, diz Vanete. “Em três meses eu vou ensinar como fazer desde peças pequenas, como cumbucas, até as panelas grandes. Primeiro, vou ensinar como bater o barro, deixá-lo macio, fazer os rolinhos de barro que é a técnica de acordelamento, com as mãos formar as peças, fazer o alisamento, lixar e queimar as peças confeccionadas na oficina”, explica. “O processo às vezes pode ser demorado, mas vai depender da vontade da pessoa em querer treinar bastante e aprender, porque o processo é simples e é o capricho que vai fazer as peças ficarem bonitas. Tem pessoas que têm o dom para ser artesão e outras têm mais dificuldades, mas, no meu caso, fazer as peças é muito mais que uma fonte de renda, é uma terapia!”, finaliza a artesã.

No mês de junho serão abertas as inscrições para as oficinas de construção de rabecas, de construção de viola caiçara e de confecção de doces e compotas.

Os interessados em participar das oficinas do Projeto Gerando renda, motivando cidadãos podem entrar em contato pessoalmente ou por telefone no Mercado de Artesanato e Cultura, Av. Princesa Isabel, 708, centro – das 9:00 às 17:30h todos os dias. Tel.: (13) 3841-1016. As inscrições são gratuitas, mas limitadas.

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FINANÇAS SOLIDÁRIAS E BANCOS COMUNITÁRIOS FORAM OS TEMAS DA PALESTRA MINISTRADA POR RAFAEL MESQUITA

 Em continuidade as palestras sobre o tema “Economia Solidária”, iniciadas no ano passado com Rosana Rocha do IDESC, no dia 20 de maio passado, atendendo ao convite da Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – (AAPCI) Rafael Mesquita, sociólogo e fundador do Banco Comunitário – União Sampaio, compareceu à sede do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, para ministrar a palestra “Finanças Solidárias”.

 Papel fundamental no desenvolvimento solidário das comunidades – Rafael Mesquita é um dos fundadores do Banco Comunitário União Sampaio, fundado em 2009, na comunidade de Campo Limpo, na zona sul da cidade de São Paulo. Ele apresentou aos presentes o conceito de Economia Solidária, o papel das finanças solidárias e dos bancos comunitários na construção do desenvolvimento solidário das comunidades, explicando como funciona um banco comunitário, as formas e as políticas de crédito que um Banco Comunitário de Desenvolvimento – (BCD) precisa ter e os desafios enfrentados nas comunidades. “Para a criação de um BCD, primeiro é preciso buscar um engajamento das pessoas na comunidade. Geralmente estas pessoas estão organizadas em entidades, associações de bairro, movimentos sociais, empreendimentos da economia solidária, governo local, etc… São esses grupos que irão movimentar a comunidade em torno da ideia de um banco comunitário”,  explicou o sociólogo.

Pequenos empréstimos, gerando pequenos negócios – A ideia dos pequenos empréstimos (microcrédito), começou em 1976, quando Professor e Nobel da Paz Muhammad Yunus, com apenas USD 27 começou a emprestar a 42 mulheres que viviam abaixo da linha da pobreza na vila de Jobra, em Bangladesh.

Essas moradoras viviam em um ciclo de miséria, presas a agiotas locais. Com o empréstimo realizado elas puderam pagar suas dívidas e começar pequenos negócios. Este pequeno experimento teve um grande efeito, os empréstimos foram pagos, gerando novos empréstimos e a vida da população de Jobra mudou desde então. Inspirado pela experiência positiva, e percebendo quanto impacto podia ser gerado com uma pequena quantidade de dinheiro, o Professor Yunus fundou o Grameen Bank, com a finalidade de emprestar dinheiro (microcrédito) para pessoas que não teriam acesso a capital em bancos comerciais tradicionais. (Fonte:Yunus Negócios Sociais-Brasil – http://www.yunusnegociossociais.com)

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Desta forma, surgiu, em todo mundo, o conceito de negócios sociais que são empresas que têm como a única missão solucionar um problema social; são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos. Assim, também, é o princípio das finanças solidárias.

Caixa solidário, uma saída! — Segundo Anísia Lourenço, a AAPCI já vem há algum tempo discutindo a ideia de ter um caixa destinado às finanças solidárias, “Nós notamos que muitos artesãos e produtores passam por dificuldades financeiras, o que prejudica a produção e a sua participação em feiras”, fala. “Com o caixa solidário poderíamos emprestar pequenas quantias aos artesãos que necessitassem de dinheiro em um momento de dificuldade, desta forma eles podem continuar com sua produção ou mesma ampliá-la para poder participar de outros pontos de venda. Hoje,  os artesãos e produtores caseiros têm muita dificuldade de trabalhar com os bancos comerciais tradicionais, devido as exigências para uma abertura de conta e um pedido de empréstimo, que não condizem com a realidade deles”, explica Anísia. “Eu acredito que a melhor saída para a AAPCI é ter um caixa solidário para pequenos empréstimos aos associados e com o passar do tempo poderíamos ampliar os serviços de finanças solidárias”, finaliza.

Mario Spínula Filho, artesão e associado da aapci falou sobre a palestra – “A palestra do sociólogo Rafael Mesquita foi muito proveitosa, pois ele falou de vários aspectos de um Banco Comunitário, que é um dos itens da Economia Solidária. Ele esclareceu nossas dúvidas sobre como funciona um Banco Comunitário e a moeda social e como este mecanismo pode ajudar no crescimento da economia de uma região”, diz o artesão. “ A AAPCI já é parceira da Rede de Economia Solidária, e isto não é por acaso, uma vez que praticamos a autogestão. Nós, os associados, somos nossos próprios patrões e a matéria-prima que usamos para confecção do artesanato é extraída da região local e, além do Mercado de Artesanato e Cultura onde vendemos nossos produtos e artesanatos, também participamos da feira do produtor rural aos domingos. Este é o verdadeiro conceito de Economia Solidária: criamos, produzimos e vendemos nossos produtos e com isto geramos a nossa renda!”, finaliza Mario.financassolidarias_rafaelmesquita

Em 2006, foi criada a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, visando a consolidação de políticas públicas e ações que fortaleçam a atuação destes bancos em suas comunidades. Existem atualmente cerca de 100 bancos comunitários de 19 estados de várias regiões do país, sendo 9 bancos no estado de São Paulo. (Fonte: Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão em Economia Solidária (NACE/NESOL – Universidade de São Paulo)

Iguape : Artesãos da AAPCI lançam catálogo com versão virtual

Por Antônio Lara Mendes

Foram meses de trabalho muitas vezes até altas horas da noite, de expectativas, preocupações de discussões acaloradas de definições e também de dúvidas.

A condução firme e forte da organizadora Anisia Lourenco, a paciência, dedicação e profissionalismo da Fernanda Castanho, a nossa designer, as fotos maravilhosas de fotógrafo Celso Margraf, as correções precisas e necessárias da nossa revisora Lilian Rochael deixando aceitáveis os textos escritos por este cantador que despeja no papel suas emoções nem sempre condizentes com as regras gramaticais, mas ele saiu, o tão sonhado e desejado catálogo dos Artesãos da AAPCI.

A publicação vai muito além de ser um simples catálogo. É um registro artístico, cultural, histórico e poético de Iguape, onde estão presentes trabalhos incríveis dos artesãos do município, com técnicas e materiais diversificados.

Foi uma noite memorável de extravasar e se emocionar com seu lançamento.

Missão cumprida com risos e lágrimas, mas sobretudo com a alma leve e feliz por ter participado desse trabalho e ter contribuído com o pouco que temos. Aos amigos que lá estiveram meu muito obrigado, estamos todos de parabéns.

Vocês que se dedicaram tanto meu muito obrigado de coração.

Para quem está longe pode acessar o link CATÁLOGO DOS ARTESÃOS DE IGUAPE – AAPCI

Primeira etapa das obras de restauro da Igreja Matriz de Itu (SP) é concluída

Maior igreja barroca do Estado de São Paulo, a Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu, terá a primeira parte da sua obra de restauração de bens móveis e integrados entregue à população no dia 28 de fevereiro. Contemplado pela Lei Rouanet, o projeto de restauro possibilitou revelações, como pinturas nas paredes que estavam cobertas por tinta há mais de um século. A continuidade dos serviços promete expor outras riquezas escondidas nos altares colaterais do arco-cruzeiro e da nave.

Proposto pela OSCIP Museu a Céu Aberto, o projeto de restauro (Pronac nº 10-12592) contou com recursos da Lei Rouanet, via incentivo fiscal, sendo 50% dos recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da 50% da Prefeitura da Estância Turística de Itu.

Para que a restauração da Igreja Matriz seja completa, é necessário um projeto complementar para a inclusão dos demais elementos artísticos como o arco do cruzeiro, altar de Nossa Senhora do Rosário, altar de São Miguel, capela do Divino Espírito Santo, capela de Nossa Senhora das Dores, capela de São Francisco, capela de Nossa Senhora da Boa Morte e capela de Nossa Senhora de Lourdes.

A primeira fase das obras começou no segundo semestre de 2014, como parte das celebrações dos 406 anos da cidade. A restauração tem revelado muitos dados inéditos e, do ponto de vista metodológico, o contato permanente entre os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan/SP) e a equipe de restauro vem agilizando as decisões interventivas e proporcionando a otimização do trabalho.

O licenciamento, fiscalização e acompanhamento geral do restauro são feitos pelo Iphan e pela Secretaria Municipal de Cultura de Itu, sendo o projeto e os serviços gerenciados pela OSCIP Museu a Céu Aberto; o restauro de esculturas, pinturas e douração feitos pela empresa Julio Moraes Conservação e Restauro; o tratamento de madeiras e suporte operacional para as obras de restauro pela Inspirati Arte, Cultura e Comunicação; e o suporte técnico de engenharia e logística da VEC Engenharia e Gestão.

A aprovação dos projetos, fiscalização e acompanhamento geral do restauro, assim como diferentes pesquisa histórica que se fizeram necessárias foram efetuadas  regularmente pelo Iphan/SP.

Descobertas
A remoção de camadas de repinturas espúrias, nos taboados que revestem as paredes laterais da capela-mor, revelou cenas do Antigo Testamento da Bíblia, à moda de azulejaria em azul e branco, de autoria do até então desconhecido artista Matias Teixeira da Silva, executadas em 1788.

Além disso, a retirada das diversas repinturas na talha do altar-mor, revelou trabalho de esmerado escultor também desconhecido, Bartolomeu Teixeira Guimarães. Também no altar, foi descobreta a pintura e douração pelo Mestre José Patrício da Silva Manso que, após o restauro, voltou a resplandecer sobre as vastas camadas de folheados em prata, nas quatro colunas salomônicas. A pintura, assim como o uso extensivo de folheação à prata e ouro, foram utilizados originalmente em proporção incomum.

As pinturas de Jesuíno do Monte Carmelo, localizadas nas paredes laterais da capela-mor, também passaram por restauração e o resultado será apresentado no dia 28. Somente a douração das molduras dessas telas somam mais de cem metros de comprimento.

Além de todos os benefícios de uma restauração desta amplitude, também se configura um panorama até então desconhecido, com Itu como um importante centro de produção artística no século XVIII, e revelam-se obras inéditas que vêm reconstruir a história colonial do Estado de São Paulo. Também demonstra a eficiência do trabalho integrado de restauradores e historiadores, estudando conjuntamente “in loco” os indícios e traços diversos que toda intervenção de restauro revela, e assim aproveitando oportunidades únicas para uma revisão científica da história.

A Matriz 

Inaugurada em 1780, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu foi inscrita nos livros do tombo Histórico e Belas Artes do Iphan em dezembro de 1938 e é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).

A Matriz encontra-se bastante íntegra, preservando os seus sete altares, quatro oratórios menores, dezenas de imagens dos séculos XVIII e XIX, diversos quadros e grandes quantidades de mobiliário e alfaias. A capela-mór possui um excepcional forro policromado de autoria de José Patrício da Silva Manso, doze grandes telas do padre Jesuíno do Monte Carmelo e as paredes revestidas de madeira, recobertas de pinturas descobertas recentemente.

Iphan e Casa do Patrimônio de João Pessoa abrem chamada de artigos para Caderno Temático de Educação Patrimonial

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Está aberta a chamada de artigos a serem publicados no quinto número da série Caderno Temático de Educação Patrimonial.

Os textos devem abordar questões relacionadas à preservação e valorização do patrimônio cultural e seus reflexos na prática educativa, seja no ambiente formal ou não formal de ensino.

O Caderno Temático de Educação Patrimonial se trata de uma publicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Casa do Patrimônio da Paraíba, que têm como objetivo colaborar para inserção do tema da Educação Patrimonial no processo de ensino e aprendizagem.

Os livros são voltados sobretudo para os professores, de modo a auxiliarem em seus trabalhos desenvolvidos em sala de aula, embora possam ser uma referência para outros profissionais que atuam no tema ou pesquisadores interessados na área.

Os interessados podem enviar os textos até o dia 15 de março de 2016.
Consulte as orientações para apresentação de artigos.

Mais Informações:
Casa do Patrimônio de João Pessoa
Telefone: (83) 3241.2896
E-mail: iphan-pb@iphan.gov.br

Iguape /SP : charme e história no Vale do Ribeira

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foto : Divulgação / Facebook / Cidade de Iguape

A cidade tem o maior acervo preservado de construções coloniais do estado, tombado pelo Iphan em 2009.

Caminhar pelas ruas de paralelepípedo é como voltar à época gloriosa dos ciclos do ouro e do arroz.

O roteiro pode começar com uma visita à Basílica do Bom Jesus de Iguape (Lg. da Basílica, 3841-4910, 7h/18h), construída entre 1787 e 1856. Ela abriga o Museu de Arte Sacra e guarda a imagem do Bom Jesus, encontrada por caboclos no ano de 1647, na Praia do Una – repare também no belo conjunto de azulejos do altar.

Perto dali fica a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira (R. 15 de Novembro, 218, 3841-5503, 2ª/6ª 9h/12h e 14h00/18h00), centro cultural com biblioteca, videoteca e exposições sobre a história da cidade.

O Museu Histórico e Arqueológico (R. das Neves, 45, 3841-0229, 3ª/dom 9h/12h e 14h/17h) fica no sobrado que sediou a primeira casa de fundição de ouro do Brasil.

Para encerrar o passeio, caminhe pela Praça São Benedito, onde uma fonte de 1873 e a Igreja de São Benedito (3841-1131, 2ª/6ª 8h/12h e 13h30/18h) dominam o cenário.

fonte : Cidade de Iguape

Quilombolas do Vale do Ribeira mostram a recuperação de suas sementes tradicionais

“Sementes de Quilombos” é o segundo de uma série de três vídeos sobre o Sistema Agrícola Quilombola, e tem como tema a sua agrobiodiversidade, as razões do declínio da mesma e as estratégias colocadas em prática pelos quilombolas do Vale do Ribeira para a recuperação de suas sementes tradicionais.

 

Salvaguarda do Fandango Caiçara : Paranaguá/PR recebe reunião preparatória do III Encontro

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

foto: reprodução Facebook/Vanessa Cancian

Nesta sexta (27), as Superintendências do Iphan no Paraná e em São Paulo e o Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan realizaram em Paranaguá/PR, nas dependências da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá a terceira reunião de articulação entre a instituição, os fandangueiros e os parceiros, com o objetivo de planejar o III Encontro do Fandango, a se realizar em Guaraqueçaba/PR em meados de julho de 2016.

Na pauta desse encontro, foram apresentados  os encaminhamentos da segunda reunião realizada em Iguape/SP e uma breve avaliação das ações realizadas além de formar um Grupo de Trabalho com integrantes das diversas cidades onde existe o fandango.

Estavam presentes na Reunião de Salvaguarda do Fandango os representantes da Superintendência do Iphan no Paraná e em São Paulo, do DPI, fandangueiros, detentores, autoridades municipais,  líderes comunitários e articuladores culturais dos estados do PR, SP e RJ.

Sarau da AAPCI acontece no Espaço Cultural Princesa do Litoral, em Iguape/SP

A AAPCI – Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape realizou com sucesso nesta sexta (27) no Espaço Cultural Princesa do Litoral“, sede do projeto “Gerando Renda, Motivando Cidadãos” mais uma edição , a 20ª, do seu tradicional Sarau Poético, Literário e Cultural.

Desta vez a escritora e artista plástica Fernanda Castanho lançou seu mais recente trabalho, o livro de ilustrações e poesias “Por Dentro”.

Fotos de Celso Margraf

 

Gente que vem… Produtores culturais de Iporanga/SP

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Esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta segunda-feira (9/11) um grupo de produtores culturais e ambientalistas do tradicional Bairro do Ribeirão, de Iporanga/SP. Ciceroneado pelo artista e músico Antônio Lara Mendes, o grupo participou de uma pequena reunião,  em que foram discutidas, de maneira informal, as dificuldades e perspectivas do patrimônio cultural material e imaterial daquela cidade bem como a atuação da Casa do Patrimônio. Sejam bem vindos a Iguape !

Nova turma da 3ª Idade de Cajati/SP participa de palestra sobre patrimônio histórico em Iguape

Nesta sexta, 23/10 . mais uma turma da 3ª Idade da cidade de Cajati participou de uma palestra sobre patrimônio histórico e cultural, na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP.

Confira as fotos !

Projeto oferece curso de fotografia para artesãos em Iguape/SP

 

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Entre as atividades do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), está a capacitação em fotografia básica. As aulas acontecem nos dias 20 e 21 de outubro, com o premiado fotógrafo paranaense Celso Margraf.

O objetivo é proporcionar o ensino da fotografia como forma de expressão, para que os artesãos possam adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre a operação de equipamentos fotográficos e a captação de imagens de qualidade. Dessa forma, poderão expressar sua visão pessoal por intermédio das imagens e fazer o registro visual das etapas de criação artesanal e do produto final.

A oficina será dividida em duas partes. Inicialmente Margraf pretende falar sobre os tipos de câmeras e lentes, técnicas e utilização dos recursos de velocidade do obturador, abertura do diafragma, fotometragem, conceitos de composição e enquadramento de uma imagem fotográfica. Depois, os alunos terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, fotografando suas próprias peças de artesanato e o trabalho de criação passo a passo.

“Essa capacitação é importante para que o artesão da AAPCI aprenda a registrar as suas peças, tendo assim imagens fotográficas de qualidade para a divulgação do seu produto, buscando novas possibilidades de renda na atual tendência do comércio eletrônico através da internet e da divulgação do processo de criação de uma peça artesanal muitas vezes única e exclusiva de cada artesão”, explica o fotógrafo.

Além do curso de fotografia, o projeto conta com diversas ações visando aprimorar o trabalho dos artesãos, como oficinas de economia solidária, marketing, entre outras atividades. A entidade conta com 50 associados, moradores de diversos bairros de Iguape, como Centro, Rocio, Itimirim, Barra do Ribeira, Icapara, Sete Belo, que produzem grande diversidade de artesanato.

Fotógrafo premiado
Especialista em fotografias da natureza, Margraf já participou de inúmeras exposições e tem vários trabalhos premiados. Em 2008, recebeu o Prêmio SOS Mata Atlântica com o registro do mico-leão-de-cara-preta, espécie rara e ameaçada de extinção. Suas imagens ilustram trabalhos importantes como o Atlas da Fauna Brasileira, publicado pelo ICMBio do Ministério do Meio Ambiente e o livro Atlantic Rain Forest, Sebuí Sonho, Dream, da RPPN Reserva Ecológica do Sebuí.

 

Curso de Turismo da ETEC de Iguape visita a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Nesta segunda-feira, 19/10, os alunos do Curso Técnico de Turismo da ETEC , coordenados pela Profª Cássia Massa visitaram a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, ocasião em que participaram de uma palestra de Educação Patrimonial.

Conhecida na Região do Vale do Ribeira como o “Colégio Agrícola de Iguape“, a ETEC Enhenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros exibe beleza natural, integração com o meio ambiente e qualidade de ensino. Instalada em 1971, ofereceu sua única Habilitação Técnica em Agropecuária até 1998. A partir de 1999, foram implantados os cursos Técnicos de Agricultura, Turismo, Meio Ambiente e Florestal.

Em 2003 foi implantado o curso de Hotelaria e recentemente em 2007 foi implantado o curso técnico em Informática, definindo, assim, sua missão de firmar-se como um centro gerador, capacitador e difusor de tecnologias ambientais e formador de técnicos capazes de operacionalizar mudanças no Vale do Ribeira.

Possui uma área de 53 alqueires, rica em recursos naturais, (80% de sua área), inserida na APA CIP (Cananéia, Iguape, Peruíbe) Área de Proteção Ambiental.

Casa do Patrimônio promove palestra de Educação Patrimonial para turma da 3ª Idade de Cajati / SP

Nesta sexta, 9 , a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira , situada em Iguape/SP recebeu uma expressiva turma da 3ª idade da cidade de Cajati / SP , também situada no Vale. Uma palestra de Educação Patrimonial e História Regional foi ministrada para uma turma atenta e interessada em detalhes do patrimônio cultural iguapense e do Vale do Ribeira.

Aulas de capoeira, maracatu e percussão vêm transformando a vida de crianças e adolescentes de Iguape

Por Eliana Rocha

grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim e os grupos de maracatu Princesa do Litoral e Batukbeça, em parceria com a Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), oferecem às crianças e jovens aulas gratuitas de capoeira, maracatu e percussão.
As atividades acontecem há cinco meses em um sobrado denominado Espaço Cultural Princesa do Litoral. O prédio, localizado na Rua XV de Novembro, 131, no Centro Histórico de Iguape, foi cedido pela Fundação Brasileira para Conservação da Natureza (FBCN), do Rio de Janeiro, à AAPCI para a realização das oficinas e palestras do projeto Gerando renda, motivando cidadãos, que é coordenado e executado pela AAPCI com o patrocínio da Petrobras.

A parceria da AAPCI com o grupo de capoeira e maracatu começou em 2010 com o projeto “Ponto de Cultura” e, desde então, a AAPCI busca apoiar as atividades que o professor Caio Colaço desenvolve na cidade.

Fortalecimento do coletivo e apoio às atividades culturais

Anísia Lourenço, associada da AAPCI e coordenadora do projeto Gerando, renda motivando cidadãos, fala sobre a parceria: “A parceria com a FBCN, para o uso do sobrado, nos possibilitou ampliar as atividades já realizadas, além de conseguirmos mais um parceiro para o Coletivo, o percussionista iguapense Fabio ‘Cabeça’, que, juntamente com o Caio Colaço, desenvolvem projetos sociais para crianças e jovens por meio da capoeira, do maracatu e dos ritmos afro-brasileiros”, explica. “O objetivo da AAPCI, com essas parcerias, é buscar o fortalecimento dos laços entre os grupos que trabalham com cultura em Iguape e disponibilizar o Espaço Cultural Princesa do Litoral para atividades de grupos, músicos e artistas da nossa cidade que não têm um espaço próprio e que encontram muita dificuldade para realizar suas atividades culturais e artísticas”, finaliza Anísia.
Além das aulas de capoeira, maracatu e percussão, que acontecem todos os dias no Espaço Cultural Princesa do Litoral, a AAPCI promove também no local as oficinas e palestras de capacitação dos artesãos e parceiros e o “Sarau Literário”.

Capoeira : história, cultura e esporte

Caio Inocêncio Colaço, há dezesseis anos, desenvolve um trabalho social com crianças e jovens, ensinando a história, a cultura e a prática esportiva da capoeira e do maracatu. Após formar-se professor de capoeira no final de 2013, pelo grupo de capoeira Nosso Senhor do Bonfim com o mestre Reginaldo Santana, hoje Caio representa o grupo em Iguape. “Em minhas aulas procuro mostrar os benefícios da capoeira tanto para a saúde como também para o desenvolvimento pessoal”, conta Caio. “Atualmente, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural e tem todo um conteúdo histórico, cultural, educacional e esportivo, sendo, inclusive, adotada como matéria em algumas escolas”, continua. “Eu trabalho com crianças e jovens a partir dos 7 anos até adultos e ensino desde a forma como a capoeira começou no Brasil com o mestre Pastinha, que foi o primeiro a ter contato com a capoeira de Angola na Bahia e a divulgou por todo o país e também, com a capoeira contemporânea, que é a forma como a ensinamos hoje, assim os alunos podem escolher como vão querer trabalhar com a capoeira, seja em competições esportivas, seja em apresentações culturais. E, em paralelo às oficinas de capoeira, também realizo as oficinas de maracatu com o objetivo de preservar e ampliar o Grupo de Maracatu Princesa do Litoral”, finaliza Caio.

Transformação pessoal pela percussão e ritmos brasileiros

O músico e percussionista Fábio Luís Gonçalves, conhecido carinhosamente por “Cabeça”, ministra no mesmo local aulas de percussão e ritmos afro-brasileiros. Formado em música e expressão corporal, Fábio “Cabeça” começou seus estudos na banda municipal Aquilino Jarbas de Carvalho e, no decorrer de quase vinte anos de carreira na área musical, viajou com bandas e grupos musicais pelo norte e nordeste do Brasil e para a América Latina; fez teatro infantil e, em Curitiba, trabalhou em uma organização não governamental dando aulas de percussão para crianças e adolescentes, além de estrangeiros. “Nas minhas aulas de percussão o meu objetivo não é apenas formar músicos percussionistas, mas também mostrar a qualidade de vida que a música proporciona”, fala Fábio. “Quando se toca um instrumento, um tambor, por exemplo, a percussão, os ritmos e a expressão corporal trabalham também a parte emocional, como a timidez e problemas de coordenação, e as técnicas que ensino desenvolvem tanto a parte física quanto a emocional”, explica. “Às vezes, alguns alunos começam as aulas com medo, com ansiedade, com problemas de respiração ou até mesmo com pânico, mas com algumas técnicas de respiração o problema acaba. É muito gratificante perceber que estamos fazendo um bem para o aluno por meio da música. É realmente uma transformação pessoal!”, diz Fábio.

Novos Projetos

Empolgados com a parceria e o espaço cedido pela AAPCI, os jovens professores, Caio e Fábio, têm alguns projetos em vista: “A nossa parceria com a AAPCI na utilização do Espaço Cultural Princesa do Litoral tem sido muito boa para nós, pois estamos fazendo um trabalho maravilhoso na parte cultural”, diz Fábio. “Agora, o Caio e eu vamos trabalhar com o fandango e o congo, buscando desenvolver um projeto de resgate dos ritmos caiçaras e levar a capoeira e os ritmos brasileiros para as escolas”, fala. “Nós só temos a agradecer à AAPCI por esta oportunidade”, finaliza Fábio.

As aulas no Espaço Cultural Princesa do Litoral acontecem de segunda a sábado, das 10h30 às 12 horas e das 14h30 às 17 horas, e atendem a crianças e jovens com idade a partir dos 7 anos. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (13) 99792-9752 com Fábio “Cabeça” e com o Caio no (13) 99673-3140.

Projeto Gerando renda, motivando cidadãos
Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape – AAPCI
cel.: 13 98157-9527

Gente que vem … Jovens da Ilha

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O movimento da cidade de Ilha Comprida “Jovens da Ilha”, supervisionado pelo prof. Fernando Caixeta esteve visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira nesta terça (29) , ocasião em que foi ministrada uma palestra de educação patrimonial.

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Gente que vem… fandangueiros

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Participantes da Reunião de Salvaguarda do Fandango Caiçara , ocorrida na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira em Iguape/SP.  A Casa do Patrimônio Vale do Ribeira é uma iniciativa da Superintendência do IPHAN em São Paulo em conjunto com a Prefeitura de Iguape.  Nasceu de um desejo em comum: aproximar o trabalho de proteção do patrimônio cultural daqueles que são seus primeiros interessados, as populações locais. Compartilhamos a idéia de que o patrimônio é uma construção social que deve refletir a forma como as comunidades enxergam e concebem a sua própria história.

Clique nas fotos para ampliar.

Reunião de Salvaguarda do Fandango acontece neste fim de semana na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape / SP

foto: Osvaldo Capetta/paranagua.pr.gov.br

O violeiro começa a cantoria e em seguida os dançadores seguem o ritmo marcado pela batida dos pés e mãos…

O ritmo é alegre e contagiante,

É o Fandango, manifestação cultural de forte presença no Vale do Ribeira e região de Paranaguá. As rabecas, feitas de caixeta, madeira nativa, acompanham o bailado do palmeado com sua sonoridade singular.

O Fandango Caiçara foi patrimonializado pelo Iphan em novembro de 2012.  Se insere neste bem cultural um vasto repertório de saberes e fazeres que forma o mosaico das expressões fandangueiras, desenhado, em diferentes territórios e territorialidades, do litoral norte do Paraná ao litoral sul de São Paulo.

O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , através das Superintendências em São Paulo e Paraná, juntamente com o DPI: Departamento de Patrimônio Imaterial, assumindo o compromisso e trabalhando na salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial , realizou neste sábado (26), na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape/SP, a segunda reunião de articulação entre a instituição, fandangueiros e parceiros.

O Fandango Caiçara compõe um universo cultural complexo, articula relações de parentesco, compadrio, trabalho e amizade, promovendo também a circulação de conhecimentos. É na estrutura poético-musical de seus versos, na sonoridade de seus instrumentos, movimentos e gestualidades específicas de suas danças que o fandango “bate o pé” e permanece entre as variadas práticas caiçaras.

Entrecortando relações marcadas por essa identidade, o fandango, em suas afinações, acordes e timbres forma um universo musical específico, transitando pela fé, festa e trabalho. Neste contexto, os bons bailes de fandango, marcados pela fartura de comida e bebida, eram, nesse sistema, o “pagamento” oferecido pelos donos das casas beneficiadas pelo dia de trabalho realizado pela comunidade. A sala com chão de madeira era a única exigência para a realização dos bailes, que além de uma função produtiva, facilitava e estreitava os laços sociais entre os vizinhos, permitindo a troca de informações e, muitas vezes, facilitando namoros e casamentos.

Muitas cidades o têm como um elemento identitário de sua história.

Pode ser de Tamancos ou Chilenas, como é o caso da região do Vale do Ribeira

Sob a melodia de violas e rabecas a memória caiçara se atualiza e ganha continuidade entre a juventude que sempre se faz presente. Quando acontece o fandango é momento de troca e diálogos intergeracionais, e afirma-se aí a dinâmica que envolve as manifestações culturais populares.

Na pauta desse Encontro, foi feita a apresentação dos encaminhamentos da I Reunião, uma breve avaliação das ações realizadas e a apresentação do Projeto “Artesanias Caiçaras”.

Foi realizado um replanejamento das ações previstas e não realizadas, bem como se discutiu as ações preparatórias do III Encontro do Fandango.

Estavam presentes na reunião de Salvaguarda do Fandango representantes do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, servidores da Superintendência do Iphan em São Paulo e Paraná bem como líderes comunitários e fandangueiros dos dois estados, PR e SP.

Gente que vem… Escola Waldorf Moara / DF

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Esta semana a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira recebeu alunos da Escola Waldorf Moara, de Brasília/DF que assistiram uma bela palestra de educação patrimonial , ressaltando os aspectos históricos, da cultura caiçara, do patrimônio material edificado e do patrimônio imaterial de Iguape e de todo o Vale do Ribeira.

Valeu !

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AAPCI realiza oficina sobre sustentabilidade em Iguape/SP

marli&jenny_sustentabilidadeEm continuidade as atividades previstas no projeto Gerando renda, motivando cidadãos, realizado pela AAPCI (Associação dos Artesãos Produtores Caseiros de Iguape) sob o patrocínio da Petrobras, aconteceu, nos dias 25 e 27 de agosto, a oficina sobre Sustentabilidade.

Com o objetivo de mostrar aos seus associados que o conceito de sustentabilidade tem um sentido muito mais abrangente do que o seu significado ambiental muito discutido atualmente, Marli Nishidate, ministrante da oficina sobre Sustentabilidade, explicou que a meta da AAPCI é se tornar sustentável economicamente, visando melhor gerenciamento e a promoção de seus associados e de seus produtos.

“Sustentabilidade para nós é um ente que necessita do apoio de todos”: “A oficina foi dividida em uma parte teórica e outra parte de discussão de metas e meios para alcançar a curto e médio prazo alguns resultados de sustentabilidade para a associação”, conta Marli. “Ressaltamos que a participação de todos os associados é fundamental para atingir os resultados que queremos e a expectativa com a oficina foi grande, pois uma melhor compreensão do significado de sustentabilidade é que vai nos ajudar no gerenciamento da associação”, continua. “Os associados colaboraram muito, identificando algumas ações urgentes que serão realizadas ainda neste segundo semestre de 2015”, explica. “Para AAPCI a sustentabilidade tem a conotação de um ente que necessita do apoio de todos, no qual a sustentação está nos associados e na sua participação nas atividades propostas pela entidade”, finaliza Marli.

“Iguape é uma cidade encantadora e emocionante!”: Maria Jenny Pierrot Alves, artista plástica recém chegada a Iguape, diz que desde que se associou à AAPCI, tem procurado adequar o seu trabalho com as características do local. “Eu acho interessante o artesanato apresentado aqui na AAPCI, pois são trabalhos do índio, do caiçara e da zona rural e eu, com os materiais que encontro na praia e nas ruas, como pedras e madeiras, busco fazer telas e outros artesanatos retratando as ruas e outros locais da cidade”, conta Jenny. “Acho Iguape uma cidade encantadora, na qual em cada canto, em cada espaço da cidade percebe-se a mão do escravo e das pessoas que trabalharam ali, percebe-se a força que tem. É emocionante!”, continua. “Aqui na associação dos artesãos, a AAPCI, eu encontrei um lugar que realmente valoriza tudo isto e na oficina sobre sustentabilidade eu pude sentir a vontade de interagir e unir cada vez mais os trinta associados num só objetivo que é o crescimento da AAPCI, buscando a valorização do trabalho de cada artesão e, principalmente, mostrar aos turistas e visitantes da cidade o quanto é importante o artesanato e a cultura local”, finaliza Jenny.

Educação Patrimonial para as crianças da SABRO na Casa do Patrimônio

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Alunos da SABROSociedade de Amigos do Bairro do Rocio, da cidade de Iguape/SP acompanhados pela Professora Simone Silva, estiveram com seu primeiro grupo de alunos visitando a Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, onde assistiram uma palestra de Educação Patrimonial .

Fé e emoção marcam procissão em Louvor ao Bom Jesus de Iguape

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Texto e fotos de Rafael Peroni

O som dos aplausos marca a saída e a chegada da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape do santuário de Nossa Senhora das Neves. As 17h do dia 6 de agosto, milhares de fiéis aguardavam ansiosamente a saída da procissão em louvor ao Bom Jesus. Fiéis oriundos de várias partes do Brasil, que chegaram a Iguape exclusivamente para agradecer as graças alcançadas, as conquistas, e pelos anos de vida.

O clima de fé e devoção tomou conta da praça da Basílica. Foram aproximadamente 1h30 de procissão, desde a saída da imagem da igreja até o seu retorno. Enquanto o Bom Jesus já adentrava a região da praça, milhares de fiéis ainda saíram para fazer o percurso da procissão.

“É o momento da renovação da nossa fé. O momento em que a gente percebe o quanto Deus é bom na nossa vida, quanta coisa boa ele faz por nós. Neste dia eu procuro estar aos pés do Bom Jesus o dia todo porque o ele é muito importante para mim. Muitas graças ele tem me dado, então só tenho a agradecer”, afirma a iguapense Luci Silva Rossi, que todos os anos acompanha a procissão.

Minutos antes da imagem do Senhor Bom Jesus adentrar a Praça, um grupo de seis pessoas reza o santo terço em voz alta. Natálio Ribas de Paulo e sua família vieram de Tunas do Paraná (PR) para agradecer as bênçãos e os milagres recebidos.

“Para mim o Bom Jesus representa tudo. A minha esposa estava rezando o santo terço, pelo milagre que recebemos que foi a sua cura. Ela foi operada da cabeça e a vida dela ficou por um fio. Mas graças ao Bom Jesus, hoje ela está aqui firme e forte”, salienta o agricultor.

“Há 50 anos que venho agradecer ao Bom Jesus. Quando me apuro sempre recorro ao Bom Jesus, e toda a vida ele me atendeu. Sou pai de sete filhos e ele é o meu mestre, quem me orientou para criar toda a minha família”, complementou.

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CURIOSIDADES

De acordo com o historiador Roberto Fortes, a imagem verdadeira do Senhor Bom Jesus de Iguape deixou a Basílica de Nossa Senhora das Neves em apenas seis ocasiões ao longo dos 368 anos.

A primeira saída ocorreu na inauguração da Basílica, no ano de 1856. O fato viria a se repetir 50 anos mais tarde, quando em 7 de agosto de 1906 foi comemorado o cinquentenário da Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Quando da comemoração dos 70 anos da Basílica, em 1926, novamente a imagem tornou a sair deixar o altar na Igreja de Nossa Senhora das Neves para tomar as ruas de Iguape. Em 1933, em homenagem ao Ano de Cristo foi a quarta vez que a imagem percorreu as ruas do município.

Em 1947, no dia 6 de agosto, em comemoração aos 300 anos do achado do Bom Jesus, e em 1956, em comemoração ao centenário da Basílica de Nossa Senhora da Neves foram as duas últimas saídas do Bom Jesus.

VOLTA DA TRADIÇÃO

No dia 28 de agosto, na abertura dos festejos em Louvor ao Bom Jesus, a igreja retomou uma antiga tradição que estava um tanto esquecida. Em procissão até a fonte do Senhor, foi realizada uma cerimônia lembrando a lavagem da imagem, assim como fizeram quando o Bom Jesus foi achado.

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fonte :

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